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domingo, 9 de junho de 2013
Fantastic Entrevista - 39ª Edição

 

Nesta última edição da 4ª temporada do "Fantastic Entrevista", estamos à conversa com Duarte Gomes, que está atualmente a gravar a novela "Os Nossos Dias" da RTP1. O ator que se tornou conhecido por apresentar a série "As Pistas da Blue" poderá ser visto ainda no filme "Bairro" a partir de 27 de junho. Ao Fantastic, Duarte revela um pouco mais da sua carreira. Venha conhecê-lo!

ENTREVISTA

1-A nova novela da RTP1 já está a ser rodada. O que nos pode dizer sobre o enredo desta nova história e o que pensa sobre a mesma?
O enredo vive à volta de pessoas actuais com problemas actuais. Crise, desemprego, emigração, dificuldades de acesso à saúde, chegada à reforma, empreendedorismo, corrupção, são uns dos muitos temas abordados. A forma como estes temas estão a ser abordados esta a ser na minha opinião muito bem conseguida e esta aposta da RTP tem tudo para ser bem aceite pelo público.

 
2- O que o levou a aceitar o convite para integrar este elenco da novela ''Os Nossos Dias''?
A ficção aliada à actualidade é um desafio bastante interessante. O conteúdo dos projectos é o mais importante.


3-A RTP1 tem poucas novelas em exibição actualmente. Acha que a ficção na RTP devia ser uma maior aposta?
Quanto mais apostas na ficção nacional houver melhor, todos ficaremos a ganhar.  Mas também não me parece justo dizer que a RTP não o tem feito. A RTP tem feito projectos muito interessantes na área da ficção como o “Conta-me como foi”, “Depois do Adeus”, “Sinais de Vida”, etc. Este é mais um projecto que penso que irá ter carimbo de sucesso.


4- Como é que percebeu que queria ser actor?
Existem vários momentos que trazem consigo essa sensação que estamos na “profissão certa”, quando estamos num projecto que nos preenche a 100% e que consequentemente recebe críticas positivas por exemplo.


5 - E quando é que teve essa ideia pela primeira vez?
A primeira vez que tive essa sensação foi aos 15 anos quando estava a fazer as provas de acesso para a Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo em que percebi que se não fosse um dos 20 seleccionados que não saberia o que fazer, o que escolher, qual seria passo seguinte. Fiz como se diz no poker um “all in” naquelas provas, apostei tudo e correu bem. Obviamente não se tratava de um “caso de vida ou de morte”, mas não sei se teria seguido esta profissão se aquele passo tão cedo na minha vida não tivesse corrido bem.


6 - Desde sempre foi o seu sonho?
Posso dizer que desde muito novo tornou-se o meu principal objectivo, visto que como disse anteriormente comecei a estudar representação aos 15 anos, mas a minha primeira escolha era tornar-me piloto de aviação comercial, objectivo que ficou completamente apagado assim que pisei o palco.

7 - O teatro tem sido uma aposta atualmente. Há muitas diferenças entre teatro e televisão? Qual dos estilos prefere?
A principal diferença está no processo de trabalho que é totalmente diferente. Outra das grandes diferenças está nas técnicas utilizadas por parte do actor que também são diferentes, a técnica de representação para camara é um pouco diferente da utilizada para teatro. E depois existe obviamente a “pressão” de enfrentar todos aqueles olhos postos na nossa direcção “in loco” no caso do teatro. Mas no fim o que procuramos para os dois é o mesmo, que as expressões de quem nos vê se tornem em sorrisos ou lágrimas. Não tenho preferência, o que desejo é poder conciliar tudo o que gosto de fazer, teatro, cinema, televisão, dobragens, locuções, só assim me sentirei completo.

EM POUCAS PALAVRAS

 Uma característica... Honestidade.

Uma pessoa... Família e amigos, felizmente vivo rodeado de várias pessoas essenciais para mim, não tenho como destacar uma.

Uma novela... “Os Nossos Dias” claro!

Um filme... Ui, tantos…

Um sonho... Atingir os meus objectivos nunca abdicando da felicidade

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 39
Convidado: Duarte Gomes
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013
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domingo, 26 de maio de 2013
Fantastic Entrevista - 38ª Edição

  

Nesta edição do "Fantastic Entrevista" estamos à conversa com Marcos Pinto, actualmente no CM TV. Depois de ter dado a cara por vários formatos jornalísticos da TVI, o jornalista abraçou este novo desafio. Nesta conversa, o jornalismo, os sonhos de infância e os imprevistos da sua profissão são alguns dos temas em debate. Saiba mais sobre Marcos Pinto.

ENTREVISTA

1 - É inevitável começar pelo novo projecto que abraçou, o CM TV. O que podemos esperar deste canal que começou há poucas semanas?
Muita ambição e vontade de fazer mais e diferente. A CMTV acaba de começar uma aventura e só agora dá o primeiro passo numa maratona longa mas estimulante.



2 - Qual é o seu papel na CMTV? Em que programa podemos vê-lo?
Sou um dos coordenadores de informação e tenho a meu cargo o jornal da meia-noite que, aliás, começa às 23h58… cá está, dois minutos antes, começamos a contar as histórias que marcaram o dia…

3-Pensa que o canal vai ser influente perante os portugueses?
Não tenho dúvidas já que o Correio da Manhã é o jornal mais vendido e lido em Portugal. A CMTV é a plataforma TV de uma fórmula com sucesso.

4 - Antes de partir para o CM TV estava a trabalhar para a Media Capital, na TVI 24. O que o levou a mudar de estação e a abraçar o projecto que era a CM TV?

Não é a primeira vez na minha vida que mudo de trabalho. Há uma coisa que me fascina que é fazer parte da fundação de um projecto, aconteceu no Rádio Clube, na TVI24 e agora na CMTV. É único o privilégio de  começar uma estação de TV.
http://www.atelevisao.com/wp-content/uploads/2011/07/marcos-pinto.jpg

5 - Que recordações tem dos seus tempos na TVI?
As melhores do mundo. Grandes profissionais, os melhores amigos, experiências inesquecíveis. Fui muito feliz na TVI. Tudo o que sei sobre TV devo-o à TVI e a quem apostou em mim.

6 - Um pivô da informação tende a manter um ar isento, directo. No entanto, em programas como «Discurso Directo» no TVI 24 ou outros semelhantes, existem telespectadores que entram no ar, muitas vezes com uma opinião imprevisível. Quer nos contar umas das intervenções mais caricatas onde conter o riso foi quase ou mesmo impossível?
Num programa onde o tema era o Benfica Porto e um sportinguista entra em direto a cantar “só eu sei porque não fico em casa”…

7 - Todas as pessoas que aparecem na televisão cometem sempre gaffes. Tem em memória alguma em especial?
Não me lembro de nenhuma que me tenha comprometido, sinceramente. Mas devo ter cometido algumas, claro…

8 - Como surgiu o seu interesse por jornalismo?
Desde miúdo. Primeiro veio o fascínio pela Rádio, depois o jornalismo.


9 - Quando era pequeno, e nas redações da escola em que o mandavam falar sobre o que gostaria de fazer no futuro, o quê que escrevia?
Rádio, sempre foi a minha paixão de criança.

10 - Lembra-se da primeira vez que apareceu na televisão?
Uma reportagem na minha universidade, o ISCSP, sobre um manifestação de alunos. Como pivô, 15 de Julho de 2009, um dia que jamais esquecerei.  

11 - Que conselhos pode dar aos jovens que pretendem seguir a área de jornalismo?
Se é o vosso sonho, não desistam, mas não é nada fácil.


http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3k4UYBlI/AAAAAAAAANo/M16ImhiUdEM/s400/6.jpgEM POUCAS PALAVRAS
Uma pessoa... a minha filha 
Um momento... o nascimento da minha filha 
Um sonho... voltar a fazer rádio 
Um filme... Forrest Gump 
Uma música... The book of love, Peter Gabriel
Um canal... agora é a CMTV, claro

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 38
Convidado: Marcos Pinto
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013
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domingo, 19 de maio de 2013
Fantastic Entrevista - 37ª Edição

 

Nesta edição do "Fantastic Entrevista" estamos à conversa com Laura Figueiro, que irá agora participar na novela da TVI "Mundo ao Contrário". A também apresentadora que recentemente deixou a condução do Fama Show, fala da sua carreira e da sua vida. Saiba tudo nesta entrevista.

ENTREVISTA

1-    Saiu recentemente do ‘Fama Show', projeto ondo entrou em Novembro. Que balanço faz?
O balanço é muito positivo foram pouco mais de 2 anos em que aprendi imenso, tive oportunidade de trabalhar com uma equipa fantástica, que me apoio e me ajudou a crescer tanto a nível pessoal como profissional.

2-    Como surgiu o convite para o Fama?
O convite inicial foi feito para fazer um casting para apresentar as promos do Ídolos, na altura a Cláudia Borges estava grávida e o previsto seria "ajudar" durante a licença de maternidade, mas acabei apaixonada pelo projecto e quando surgiu o convite para fazer parte do quinteto fiquei muito feliz.
  
3-    Quando via o programa em casa, o que achava dele? Imaginava-se a integrar o programa, nessa altura?
Confesso que não assistia o programa, já tinha visto esporadicamente, mas longe de imaginar algum dia estar a apresentar, até porque estava focada na representação, só quando comecei a entrevistar e a apresentar no Fama Show é que percebi que gostava imenso de mais esta vertente na área do entretenimento.

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4-    Como é que surgiu no mundo da televisão?
Comecei por fazer publicidades, seguiram-se os Morangos com Açúcar, a Lua Vermelha... foi tudo acontecendo naturalmente.

 5- Gosta mais de ser encarada como atriz ou apresentadora? Sente-se uma pessoa multifacetada?
Sem dúvida que a possibilidade de ter vários caminhos me deixa muito feliz, hoje já não me imagino a fazer apenas uma das coisas, são áreas diferentes que permitem, conquistas pessoais diferentes. O meu primeiro amor foi a representação, mas apresentar transformou-se numa paixão que vai estar sempre presente se tiverem a necessidade de um "título" que seja atriz/apresentadora ;)

6-    Que projectos tem reservados para 2013?
Neste momento, estou de volta a representação na TVI com uma participação na novela "Mundo ao Contrário" ainda não posso revelar muito mas a Filipa (personagem) estar a ser um desafio maravilhoso, enfim 2013 vais ser um ano em grande.

EM POUCAS PALAVRAS 
Um sonho... Ser feliz ;)
Um segredo...
Acreditar nos meus sonhos, com os pés no chão.
Uma pessoa...
A minha família e amigos, são essenciais, não posso eleger um só, seria injusto.
Uma música...
My way de Frank Sinatra.
Um programa...
Depende do dia, mas recomendo a novela "Mundo ao Contrário" na TVI ;)
 

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 37
Convidada: Laura Figueiredo
Produção: António Quelhas
Fotografias: Gonçalo Claro
Fantastic 2013
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Fantastic Entrevista - 36ª Edição


Nesta edição especial do "Fantastic Entrevista" estamos à conversa com Isabel Medina, uma das actrizes mais consagradas no nosso país. Actualmente podemos acompanhá-la em "Mundo ao Contrário" da TVI, mas estacara bem conhecida do público já fez parte de inúmeras produções nacionais, muitas delas verdadeiros marcos na ficção portuguesa. Recorde connosco a vida de Isabel Medina!

ENTREVISTA


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1 - Para além de actriz é também argumentista, dramaturga e encenadora. Já fez teatro, cinema e televisão. Se lhe pedissem para descrever Isabel Medina, de que forma o faria?
Sou, desde pequena, muito curiosa, a querer abarcar todos os conhecimentos relacionados com o Homem e o Mundo, leitora quase compulsiva, frequentadora de todos os cursos, seminários, encontros que me pudessem alargar o saber. Nasci, felizmente, em África, numa época em que Portugal vivia os cinzentos e sombrios tempos da ditadura. Aprendi com o meu pai que ignorância é escravatura, saber e informação são liberdade. Ele, que me ensinou a ler aos dois anos, queria que um dia eu pudesse viver em liberdade. A Arte é libertadora e foi esse o caminho que quis seguir. A Arte é sempre revolucionária, e foi essa a minha escolha. Tudo a que me dedico tem a ver com a criação. E sou feliz quando crio. Alimento-me, respiro, vivo. Tão simples como isto: nesta sociedade global à beira do precipício, é a criação que me dá força para continuar, e a família, força para amar.

2 – Somam-se ao longo da sua carreira dezenas de peças de teatro. Como descreve a sensação de representar num palco em oposição à representação em frente às câmaras?
Representar num palco é completamente diferente do que representar para a câmara, e ambos são estimulantes e desafiadores.  Mas até bastante tarde na minha vida, não percebia qual a graça de fazer televisão, já que eu própria não via, nem estava interessada. Por isso dedicava-me apenas ao Teatro, a essa relação tão íntima e orgânica com o público! Mais tarde, quando finalmente aceitei fazer televisão, percebi que o prazer de representar era grande, a técnica e a procura da personagem é que eram diferentes. E apaixonei-me pela interpretação frente às câmaras. Estes dois meios tão distintos – um orgânico e irrepetível (o Teatro), outro mais mecânico e perene, mas igualmente criativo e desafiador, não se podem comparar e são ambos necessários ao actor. 

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3- “Duarte e Companhia” é, hoje, uma das séries de culto em Portugal. A que se deve este sucesso?
“Duarte e Companhia” foi uma pedra no charco na programação da altura, pela irreverência, a dinâmica, o “nonsense” e a alegria que transmitiu! Foi o “Monty Python” português… Quase sem meios e com pouco dinheiro, a série venceu pela inocência e frescura, pela dedicação e boa disposição do Rogério Ceitil e de toda a equipa! E também pela conjuntura social, uma época em que eramos mais felizes.

4 - Acredita que hoje em dia seria possível produzir um fenómeno semelhante a este? 
Hoje não é impossível, mas mais difícil! Os portugueses já não são um povo feliz e perderam a inocência! Existem criadores mais jovens, inteligentes e irreverentes que estão a tentar encontrar formatos novos que possam produzir um efeito semelhante. A verdade é que as televisões generalistas têm medo de arriscar. “Odisseia” na RTP foi de louvar e, no entanto, o público não aderiu! Talvez porque já não seja capaz de perceber a graça inteligente, porque está deprimido e alienado, não sei. Mas “Odisseia” fará história na ficção de humor em Portugal. Talvez venha a acontecer num dos novos canais por cabo que saiba ousar. O Canal Q das Produções Fictícias é uma possibilidade.


http://3.bp.blogspot.com/_a4SDMDFRwO4/SiltvG1vvfI/AAAAAAAAEHU/xMdH-UDotBc/s400/2009+Pre%C2%A6%C3%BCmios+Guia+dos+Teatros+Lui%C2%A6%C3%BCsRocha_+024.jpg

5- Fez parte das equipas que escreveram as séries “Jardim da Celeste” e “Ilha das Cores”, para a RTP2. Duas séries que marcaram duas gerações diferentes, mas que em ambos os casos provaram que é possível fazer-se programas educativos e em português. De que forma este tipo de projectos  tem impacto na vida e educação dos mais novos?
Coordenei e supervisionei as equipas de escritores dessas séries da RTP2. São ambas na linha pedagógica e lúdica da “Rua Sésamo” e tenho orgulho em ter feito parte delas. Por trabalhar com uma equipa notável, de que fazia parte a Teresa Paixão, Chefe do Departamento de Infantis e Juvenis da RTP2, uma mulher muito sábia e criativa, que teve e tem uma enorme aptidão para o cargo e que, como eu, acredita que saber e informação são o que de mais importante há para uma educação em liberdade consciente. Outra grande figura foi a Maria Emília Berderode Santos, Coordenadora Pedagógica, infinitamente culta e preparada, rodeada de uma boa equipa de psicólogas. 

Trabalhar com estas duas grandes mulheres foi definitivo para o sucesso de “O Jardim da Celeste”. Embora a Maria Emília não tenha feito parte de “Ilha das Cores”, a sua herança contribuiu para o êxito da série. Ainda hoje se reconhece o impacto das séries, já que foram produzidas com rigor, conhecimento profundo das crianças a que se destinavam, através de estudos e experiências em escolas, trabalho sério e com muito respeito por aqueles que serão o nosso futuro.

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6 – Já esteve na “Paz dos Anjos”, sofreu alguns “Desencontros”, teve “Uma Casa em Fanicos”, contou a “Lenda da Garça”, provou “Morangos com Açúcar”, mas agora está com o “Mundo ao Contrário”. De que forma relaciona os seus primeiros passos em televisão com o momento que está a viver agora, na nova novela da TVI?
Tive realmente um percurso privilegiado, já que entrei em novelas antes do começo das privadas, e numa altura em que havia um cuidado especial em produzir bons textos e em que havia mais dinheiro para os concretizar. A RTP tentava defender um serviço público de qualidade. Com a entrada das privadas e a concorrência quase desleal que a RTP quis impor perante a “ameaça” dos novos canais, esse cuidado foi perdido e abriram-se portas a muitos disparates. Por outro lado, as privadas precisavam de anunciantes e procuravam conquistá-los através de boas audiências. O Moniz passou para a TVI e ali iniciou uma programação de ficção nacional, através de novelas, que levaram a TVI ao comando da ficção em Portugal. 

Trabalho de grande mérito, que abriu mercado a actores, autores e restantes intervenientes, levando os espectadores a largar as novelas brasileiras e a voltar-se para o que é português. No entanto, julgo que houve neste empreendimento de peso, um esboroar ao longo dos anos da qualidade dos textos, repetindo-se muito a mesma fórmula e as mesmas caras. Claro que existiram óptimas novelas também. Mas a repetição cansa. Não só o público como os criadores. Julgo que, neste momento, a Direcção da TVI quer mudar a sua estratégia e alcançar públicos diferenciados para cada um dos horários: 18h00, 21h30 e 23h00. E tive a sorte de ser convidada para este “Mundo ao Contrário” em que reencontro um grande cuidado nos temas e nos textos, o regresso às novelas que se identificam com as nossas gentes, um elenco que não é repetitivo em relação aos elencos anteriores, um cuidado maior na realização e na coordenação. Sinto-me realmente orgulhosa de fazer parte deste projecto. É arriscado, audaz, contemporâneo e cheio de história e acção. Não há uma personagem que não tenha a sua linha de história e tudo se cruza! 

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7 - “Mundo ao Contrário” assume-se como uma novela diferente do habitual, mais adulta, com alguma violência, cenas de sexo e drogas, daí o horário original de exibição ser os das 23h. Como está a correr a experiência e qual a recetividade do público?
Está a correr muito bem, a ser feita com paixão e dedicação. Quanto à receptividade do público tem sido a esperada por nós. O 1º episódio foi um êxito e, ao passar para o horário a que pertence, foi subindo diariamente o que prova que o público das classes A/B está a aderir, funcionando o “boca a boca”, ou seja, uns vão trazendo outros porque, a partir do momento em que começam a ver, ficam agarrados. E garanto que a história é viciante e imprevisível.


8 - Já tinha participado numa produção irreverente e diferente daquilo a que estava habituado, porém direcionada ao público infanto-juvenil. Em “Morangos com Açúcar 3” foi a mãe da protagonista da temporada mais vista da trama. Como recorda esses momentos e como foi trabalhar com os mais novos?
Só posso dizer que nunca esquecerei “Morangos com Açucar”. Foi uma das grandes temporadas dessa série, com um elenco que perdurou, onde criei amizades para a vida, onde assisti ao crescimento de actores, onde ainda não existiam rivalidades nem vedetismos. Foi um tempo de aprendizagem e alegria, de grande conhecimento dos adolescentes daquele tempo. A Mariana Monteiro ficou a “minha filhota” até hoje. A Helena Costa, a Oceana Basílio, a Diana Chaves, o Paulo Rocha, a Inês Castelo Branco, a Sara Prata, tantos, tantos, com quem continuei a trabalhar e a  apreciar o esforço e o desejo de se tornarem cada vez melhores. A única dor foi a perda do Francisco Adam de uma forma tão trágica! 
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9- Em 2010 foi a “Glória” de “Meu Amor”, a primeira novela portuguesa a ganhar um Emmy. Depois disso, também “Laços de Sangue”, da SIC, acabou por ser premiada. Qual a importância deste reconhecimento para a ficção nacional? Acha que estamos no bom caminho na produção de bons produtos do audiovisual?
Acho que temos todas as hipóteses de competir, neste campo das novelas, com outros países que as produzem. O único problema é o investimento desigual que cada país faz. O orçamento de uma novela brasileira é capaz de ser o mesmo que temos para três novelas ou mais! Mas em criatividade, actores e técnicos, estamos em condições de ir à luta. Ainda sou do tempo em que a RTP concorria a vários festivais com filmes (agora são telefilmes, na altura eram feitos em película), séries e teatro. Ganhámos imensos prémios em diferentes festivais na Europa e na América Latina, mas pouca gente se recorda dos grandes profissionais desse tempo! É pena. Foi uma idade de ouro da ficção portuguesa. Apesar da crise, ou por causa dela, acredito que a ficção volte aos seus tempos áureos. Há gente nova com vontade de dizer coisas, há muito bons profissionais, há garra. E existe um desejo de mudança por parte dos responsáveis pelos conteúdos. “Mundo ao Contrário” é já um bom passo.

10- Quais são os projectos que se seguem, para além da telenovela?
Continuo com a Companhia de Teatro “Escola de Mulheres”, que foi (mal) financiada, mas que continua forte na persecução dos seus objectivos. Estou a terminar de escrever uma peça, mas não vou revelar ainda nada sobre ela. E espero continuar a trabalhar em televisão…



EM POUCAS PALAVRAS

http://3.bp.blogspot.com/-U3TQNU0ruXc/TmNCFZw0e4I/AAAAAAAAAEo/evhwhlP8-uo/s1600/isabel-medina-d6ba.jpgUma série… “Homeland”
Um ídolo…    Todos os ídolos têm pés de barro. São humanos!
Um destino… Índia
Um filme…     “Sangue do Meu Sangue” de João Canijo
Uma personagem… A Blanche DuBois de “Um Electrico Chamado Desejo” de Tennessee Williams
Uma música… “You’ve Got a Friend” pelo James Taylor
Um sonho...   Vislumbrar um futuro bom para o meu neto!
Uma tentação… Uma tentação tenta-se sempre! Não fico a olhar para ela! 
A Isabel Medina é... Isabel é "portadora da Luz", Medina é "cidade velha". Isabel Medina é a portadora da Luz na cidade velha!
 

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 36
Convidada: Isabel Medina
Produção: André
Fantastic 2013
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domingo, 21 de abril de 2013
Fantastic Entrevista - 35ª Edição


Esta semana temos connosco a "Rita" de "Morangos com Açúcar 7" Falamos, claro, de Inês Folque, a atriz e apresentadora, que actualmente dá a cara pelo programa "Factor K" do canal SIC K. A personagem nos Morangos, o seu percurso em televisão e os próximos projectos foram os temas desta conversa.

1- Vamos começar pelo teu projecto que foi os Morangos com Açúcar. Como é que foi interpretares uma personagem com uma personalidade mimada e convencida?
A Rita era uma miúda muito diferente de mim. Era uma jovem muito difícil, eu acho que no fundo ela era muito infeliz, porque tinha muitos sonhos mas muito pouco talento e sem aptidões para concretizar estes sonhos só lhe restavam os esquemas e a maldade. Acho que no fundo ela não era mesmo má, ela simplesmente precisava dos esquemas para compensar a sua falta de talento e chegar onde queria chegar, o que revelava uma certa imaturidade, pois como se viu no final só quando ela percebeu que apenas com trabalho poderia chegar a algum lado é que as coisas começaram realmente a acontecer para ela. 

2 - Identificava-se contigo ou não? 
 Não me identificava em nada com a Rita, mas não concordo que a Rita fosse convencida, acho que a Rita era insegura, e por ser insegura criava aquele ar arrogante, para ninguém a atingir, acho que na realidade ela tinha noção das suas limitações. Interpretar a Rita foi um desafio. No início foi muito duro, acho que cheguei mesmo a julgá-la… eu não queria que ela fosse má e queria que ela tivesse jeito, o que é um erro. Mas foi o meu primeiro grande trabalho como actriz, mas tive uma excelente equipa que me ajudou e me ensinou e rapidamente compreendi a personagem, deixei de a julgar e consegui divertir-me muito com ela, acho que a Rita me ensinou muito e sobretudo me fez crescer muito enquanto actriz, foram 12 meses de trabalho muito intensos os quais guardo com saudade. 

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3-A tua personagem foi muito difícil de construir?
Foi um caminho... Todas as personagens que são muito diferentes de nós são difíceis de construir. Eu não encontrava nenhuma semelhança comigo na Rita, mas construir uma personagem não é apenas encontrar as parecenças com essas personagens, é ir também ao imaginário, é ver essas pessoas no dia-a-dia, talvez não conhecesse nenhuma Rita, mas conhecia pessoas com muitas atitudes da Rita e fui buscar essas pessoas para a construção da mesma. É um trabalho mais difícil e demorado do que uma personagem que nos faça viver situações pelas quais já tenhamos passado, mas é também mais gratificante. Acho que fui construindo a Rita ao longo dos 12 meses de gravações, foi um percurso e um processo de crescimento. 

4-Qual foi o grande desafio ao fazer esta personagem?
O grande desafio foi talvez aceitar e gostar da Rita como ela era, acho que no início lutei um bocadinho contra isso. Mas tive uma grande ajuda dos meus directores de actores e realizadores. Talvez encontrar o lado bom da Rita também tenha sido um desafio. Eu sempre quis trazê-lo cá para fora, mas o desafio era justificar isso e acho que isso acabou por ser justificado. Também foi bom o trabalho construído com a evolução da relação da Rita e do Bruno na história, as cenas "de namoro" também foram um desafio, para mim que nunca tinha feito um papel continuo ter uma personagem com par romântico e passar isso cá para fora de forma real foi um desafio, mas tive a sorte de trabalhar com um bom amigo, o Diogo Lopes. 

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5-Já fez parte dos Mini Chefs, do Chef Online Continente. Como foi a experiência? O que a levou a aceitar o convite? Fazer os Mini Chefs foi espectacular, adorei a experiência, para já porque despertou para mim um novo interesse, o de cozinhar, que ainda não tinha sido descoberto, nem eu me achava capaz de cozinhar tamanha variedade de receitas, foi incrível também porque juntei 2 paixões, a comunicação e a comida, sou muito gulosa, adoro petiscos, e adoro comunicar, aprendi imenso, foi um trabalho intenso, tive uma ajuda fantástica da minha chef adjunta Alice, uma sobrinha emprestada, com quem sobretudo me diverti muito e aceitei o convite porque adoro desafios e este era mais um. Espero que venham mais!
 
6- Está atualmente na SIC K. Como é trabalhar para os espectadores mais novos?
É espectacular!! É o melhor público do mundo!! O mais genuíno, o mais especial, o mais perfeito, o mais sincero. É bom, é muito bom. Quando gostam gostam mesmo, quando não gostam, não gostam. Já me aconteceram histórias muito engraçadas porque realmente os miúdos não dizem aquilo que nós queremos que eles digam, mas sim aquilo que eles sentem. É um público que cresceu comigo ao longo destes 3 anos e que eu cresci com eles também, é uma permuta directa, constante e irrepreensível. 

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7-Como é a recepção por parte do público?
A recepção é boa, tenho muita sorte nisso, trabalho num canal incrível, com uma equipa fantástica, somos poucos mas damos tudo todos os dias. É um canal de cabo, exclusivo Meo, é com isso que jogamos, no entanto, posso dizer que graças ao excelente trabalho por parte da direcção do canal há poucas crianças que não nos conhecem, e a aceitação do público ao canal e ao programa é muito boa. Mas como disse, jogamos com os dados que temos, cabo e canal exclusivo.

8-Que projectos tem previsto para 2013?
Projectos, projectos... 2013 é um ano complicado... para todos. Há coisas em cima da mesa mas só durante o ano haverá certezas. Para já, posso garantir que podem continuar a ver-me na SIC K, o Factor K continua por lá Sábados e Domingos às 20h. E depois em sickapa.sapo.pt na secção de vídeos, também podem acompanhar tudo.

http://sites.euroimpala.pt/cache/bin/XPQUQowXX38132pNpAsNJhx9ZKU.jpgEM POUCAS PALAVRAS...

Uma série: Pretty Little Liars - Revenge - Grey's Anatomy

Um filme: Argo - Django Unchained - Barney's Version - Amigos Improváveis

Um canal: SIC - SIC K

Uma pessoa: A minha família (abrange até aos meus amigos... risos)

Um sonho: Ser feliz (não é que não seja, é que eu acredito que estamos sempre a um passo de o sermos realmente, de outra forma não teríamos motivação suficiente para continuar vivos). 


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 35
Convidada: Inês Folque
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013



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domingo, 14 de abril de 2013
Fantastic Entrevista - 34ª Edição


Na edição de hoje, estamos à conversa com Pedro Alves, actor que atualmente colabora de forma continuada nos programas "Não Há Bela Sem João" da TVI, "Feitos ao Bife" na RTP1 e "Wipeout" no +TVI. Esta semana, será ainda o convidado especial de "Vale Tudo", da SIC. Habituado a fazer rir Portugal, aquele que se tornou conhecido do grande público por fazer dupla com João Paulo Rodrigues está agora connosco, para responder às nossas perguntas.

ENTREVISTA

1-Com presença simultânea em três canais, o Pedro é um dos humoristas do momento. Sente um papel de muita responsabilidade?
Sinto a mesma responsabilidade de sempre, mas sinto algo diferente: as pessoas gostam daquilo que fazemos.

2-O 'Feitos ao Bife' é diferente de todos os seus projectos até agora. Como tem sido a experiência? O que pensa sobre o programa?
Está a ser uma excelente experiência, que tem dois aspectos muito bons e importantes. Em primeiro lugar, foi a minha entrada na televisão sozinho, sem o João Paulo Rodrigues, e em segundo lugar, está a dar-me um gozo tremendo fazer coisas que nunca tinha experimentado anteriormente e que nunca pensei que tinha capacidade para fazer. Desde cantar a fazer ilusionismo… somos desafiados a tudo neste programa!


3-Faz dupla com João Paulo Rodrigues no programa 'Não Há Bela Sem João'. O que pensa sobre o João como humorista e apresentador?
Sim, faço dupla nos sketches. Como humorista, não é por trabalharmos juntos, mas é o melhor humorista que eu conheço. Como apresentador, está a dar os primeiros passos e não está a perder a sua essência como bom entertainer que é. Nem irá perder nunca.

4-Sente dificuldade em encarar cada uma das personagens?
Não, é este o meu trabalho, dar vida a personagens diferentes, com características distintas, vozes, sotaques, visual…


5-Como é que gosta de se afirmar: ator ou humorista? Porquê?
Vejo-me como comediante. É mais abrangente. Nos espectáculos, actuamos em todo o lado, desde uma festa popular a um Coliseu. Nesse sentido, temos que fazer comédia perante qualquer circunstância e isso é um enorme desafio.

6-Quando está num grupo de amigos, sente que eles esperam de si que seja o animador da conversa? Sente que é um pouco ''palhaço''?
Não, de todo. Todos os meus amigos são pessoas divertidíssimas e muitas vezes são uma fonte de inspiração. Tiro frequentemente ideias daquilo que eles dizem e utilizo algumas coisas para fazer piadas com isso. Quando, num espectáculo estou a contar uma anedota ou a contar uma história e digo em palco “tenho um amigo que…” é mesmo verdade!

 7- Como é estar em 3 canais da televisão portuguesa? Exige muito esforço?
Não, exige uma capacidade de gestão de tempo. Sou muito organizado profissionalmente e consigo ter tempo para tudo.

8-Que projectos tem para 2013?
Tenho os três projectos televisivos que estão no ar actualmente. O Wipeout para o +TVI, os sketches para o “Não Há Bela Sem João”, na TVI, com o João Paulo Rodrigues e o o “Feitos Ao Bife, na RTP1. Tenho também os espectáculos ao vivo e espero continuar na estrada até ao final do ano. Já temos datas marcadas até meados de Setembro deste ano.

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Uma música... Jamiroquai, Corner of The Earth.
Uma pessoa... O meu Pai.
Um sonho... Continuar a ser feliz no que faço.
Um filme... Cães Danados.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 34
Convidado: Pedro Alves
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013


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domingo, 7 de abril de 2013
Fantastic Entrevista - 33ª Edição

 

Na edição de hoje, estamos à conversa com João Fernando Ramos, jornalista da RTP que atualmente apresenta o espaço "24 Horas", no segundo canal. Natural da Lousã e apaixonado pelo Porto, já percorreu o mundo em reportagem e sonha atravessar o deserto ao volante de um todo-o-terreno.

ENTREVISTA

1-Era impossível não lhe questionar isto. O que acha sobre a privatização da RTP?
A RTP é uma instituição fundamental para os equilíbrios e a qualidade da democracia em Portugal. Acho que deve permanecer na esfera pública, mantendo a diversidade geográfica e afirmando ainda mais o seu papel regulador na educação, formação e informação dos portugueses.

2-Pensa que a privatização pode melhorar o trabalho da estação?
De todo. Acredito na capacidade de uma boa gestão, que deve ser pública. A RTP é de todos os portugueses. Não é por ser privado que se gere melhor.

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3-Estreou-se brevemente na RTP2 com um novo espaço informativo. Como vê esse espaço informativo? Pensa que irá trazer sucesso?
É um espaço que quer olhar para o dia que termina, mas essencialmente lançar aquele que está a começar. Procuramos ter um alinhamento verdadeiramente alternativo, com as notícias que mais interessam a quem nos segue na RTP2. Têm passado por aqui alguns dos protagonistas da atualidade e estamos a apostar num painel muito diversificado e plural de comentadores. Não queremos sempre as mesmas caras, com as mesmas opiniões. Estas duas semanas já mostraram que este caminho é possível e que pode ter sucesso. É ainda muito cedo, mas estamos muito satisfeitos com a reação a este novo conceito.

4-Fale-nos um pouco do seu percurso profissional.
Sou jornalista por opção e com muita paixão. Adoro fazer reportagem e nunca me conformo com o mais óbvio e simples. Já apresentei praticamente todos os espaços de informação da RTP, nos diversos caiais. Este 24 Horas é o regresso á RTP 2 onde apresentei o Jornal 2 há uns anitos.

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5-Para além do jornalismo é um apaixonado pelo automobilismo. Como tem sido a sua experiência enquanto piloto de rali? Como consegue conciliar estas duas paixões?
Não é fácil. Estou a fazer apenas duas ou três provas por ano. O tempo não dá mesmo para tudo. Nos ralis a pressão é muito menor. É apenas o meu gozo pessoal. No Jornalismo temos que fazer todos os dias melhor e diferente.

6-Recorda-se da primeira vez que apresentou um telejornal?
Foram as notícias da manhã, num trabalho pioneiro da RTP Porto. 

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7-Que conselhos pode dar aos jovens que sonham seguir a área de jornalismo?
Nunca desistir. Com trabalho, dedicação, talento e conhecimento, conseguimos sempre lá chegar. 

8-Sente-se realizado?
Sim. Tenho o privilégio de fazer aquilo de que gosto e estou a desenvolver um novo conceito num novo produto de informação. Gosto de safios e este é apenas mais um, que agarrei com a minha tradicional energia.


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EM POUCAS PALAVRAS
Um filme... O Piano 
Uma pessoa... O meu Pai 
Um sonho... Praia com palmeiras até à água…quentinha 
Uma palavra... Paixão

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 33
Convidado: João Fernando Ramos
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013

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domingo, 31 de março de 2013
Fantastic Entrevista - 32ª Edição

 

Esta semana estamos à conversa com Pedro Boucherie Mendes, diretor de programas da SIC Radical e SIC K. Conhecido do público depois de participar no concurso "Ídolos", como jurado, Pedro confessou ao Fantastic que não sente saudades do tempo em que comentava as atuações do programa da SIC e confessou ainda que a SIC Radical é o canal português mais difícil de se fazer.

ENTREVISTA

1-A SIC Radical já conta com qual doze anos. Que balanço é possível fazer deste projeto enquanto diretor-geral? 
Muito trabalhoso, muito recompensador e muito difícil. O espectador é muito exigente e a SIC Radical tem um grande legado que é preciso honrar.

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2-Começou o seu percurso no “Independente”, depois trabalhou na rádio, passou para as revistas masculinas e agora está na televisão. Adaptou-se bem à visibilidade da televisão?
Julgo que sim
3-É também director-geral da SIC K. Que cuidados tem no que toca a este projecto? Como é dirigir um projecto para os mais novos?
É diferente, mas igualmente motivador. A SIC K é um grande canal, pensado de raíz para ser como é.

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4-Como pode descrever a SIC Radical? 
O canal português mais difícil de fazer.

5-Como vê os restantes canais temáticos? Pensa que é uma boa aposta escolher um determinado tema? 
Sim e não. Em Portugal, porque somos poucos e porque não gostamos de rótulos, qualquer canal tem de ter programas para todos os públicos. Ou seja, todos têm de se “generalistas” para poderem ter expressão. Ou isso, ou ter produto premmium e exclusivo, como os Sport TV, os Fox ou o AXN.

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6-O que podemos esperar da SIC K e da SIC Radical no futuro? 
Estamos sempre a procurar melhor neste mercado de competição quase absurda. Apesar da crise brutal e da degradação do mercado publicitário, surgem vários canas novos. Quem os paga e sustenta, só Deus sabe, mas não diz.

7-Gostava que surgissem mais canais temáticos no futuro? Têm alguma ideia em mente? 
Há sempre oportunidades à espreita. A ver vamos

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8-É recordado por muitos como 'o jurado do Ídolos'. Tem saudades desses tempos? 
Nenhumas
9-Como revê o Ídolos? Têm acompanhado a carreira dos concorrentes das edições em que esteve presente?
Só o que vejo nos media. Acho que alguns eram francamente bons.


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EM POUCAS PALAVRAS
Uma pessoa... Nenhuma
Um filme... Impossível responder
Um momento... Todos em que houve sossego
Uma musica... Ashes to Ashes do David Bowie
Uma palavra... Gratidão
Uma inspiração... da dificuldade e do desespero suje sempre luz


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição31
Convidado: Pedro Boucherie Mendes
Produção: António
Fantastic 2013


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domingo, 24 de março de 2013
Fantastic Entrevista - 31ª Edição


Esta semana estamos à conversa com o ator Ivo Lucas, que se tornou conhecido do público em "Morangos com Açúcar - Série 6". A sua evolução como ator, os bastidores das produções televisivas, o seu talento para a música ou o estado da televisão nacional neste momento foram alguns dos temas em conversa.

ENTREVISTA

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1. Em 2008 deu vida ao Gonçalo de "Morangos com Açúcar 6". Apesar de nessa altura ter feito algumas participações como actor em outras produções, nomeadamente no telefilme 'Roleta Rusa' de "Casos da Vida" foi na série juvenil que se tornou conhecido do grande público. Como é que tudo começou? 
Bom, foi tudo fruto de um desafio pessoal. Talvez para satisfação de curiosidade de ''como seria um casting''. Claro que sempre tive o gosto da representação, tendo feito várias peças de teatro (no âmbito escolar), mas nunca tinha apostado nessa carreira. Foi então que ainda no workshop de formação (que daria mais tarde acesso aos 'Morangos Com Açúcar') recebi o convite para o telefilme 'Roleta Russa', e depois 'Morangos Com Açúcar'.

2. Depois dos 'Morangos' esteve algum tempo parado (pelo menos em televisão) e seguiram participações nas tramas "Espírito Indomável" e "Remédio Santo". Sente que existe uma grande diferença entre representar nos "Morangos" e nas novelas de horário nobre? 
Sim, existe uma tremenda diferença. Eu sou apologista da ideia em que um actor está em 'processo de aprendizagem' até ao fim da sua carreira, e nos 'Morangos Com Açúcar' foi o primeiro grande teste, em coloquei em prática tudo o que aprendi até essa data, e durante esse ano fui aprendendo muito mais com a ajuda de toda a equipa técnica. Os que estão atrás das câmaras (desde o departamento de áudio, realização, câmaras, iluminação) são os grandes professores, que me ajudaram a crescer e a aprender mais todos os dias. No momento em que gravamos algo de horário nobre (desde os telefilmes às novelas), continuamos a ter o apoio de qualquer membro da equipa, mas o grau de exigência sobe. Eu costumo dizer que os 'Morangos' foram a melhor escola que alguém pode ter, e a partir daí é para mostrar o que valemos num nível totalmente diferente.

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3. E como viu o fim da série em setembro de 2012? 
Sobre o fim da série, tive pena pois foi algo que os jovens sempre se identificaram, e os 'Morangos' tiveram um papel muito importante na vida de qualquer adolescente. Mas são quase 10 anos, e mais produções podem aparecer no mesmo formato. E creio que se fez justiça com o filme claro!

4. Participou ainda em outros dois telefilmes, um para a TVI e outra para a SIC. No primeiro, interpretou o papel de Chico em "O Dia em que a Minha Vida se Tornou um Reality Show". Contudo, o projeto nunca foi para o ar. Porque acha que a TVI optou por não emitir mais telefilmes desta série?
Pouco sei sobre esse assunto. Talvez entrem para a programação de 2013. Não tenho qualquer informação sobre isso!

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5. Já a produção da RTP1, "Jogos Cruéis", fez parte de uma série de filmes da rubrica "Grandes Histórias". Como David foi o irmão mais velho de um rapaz que sofria de cyberbulling, um tema cada vez mais presente na realidade dos jovens em Portugal. Qual a importância que estas produções têm na consciencialização dos espetadores, sobretudo os mais novos? 
Lá está, creio que a televisão é uma grande fonte de informação/educação, em inúmeros formatos. Neste caso, tal como os 'Morangos', este tipo de produções 'ajuda' na solução ou pelo menos fazem com que ajudem os jovens a lidar com o problema.

6. Depois de uma curta participação em "Doce Tentação" e de reviver Gonçalo em "Morangos com Açúcar - O Filme", nunca mais o vimos em televisão. Falta de convites ou opção? O que tem feito durante este tempo?
Falta de convites, nunca seria opção! Durante esse tempo dediquei-me um pouco mais à minha música (um sonho que já vem de alguns anos), e fiz uma curta metragem com Luís Alberto e Luís Lucas, para a UBI, que foi apresentada nas melhores curtas-metragens do 'Lisbon & Estoril Film Festival'.

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7. Para além de actor é ainda cantor e músico. Trata-se de uma paixão ou de uma realidade na sua vida? Porquê?
Uma paixão, uma enorme paixão. Já vem de família (o meu avô é Victor Gomes, o rei do Rock nos anos 60 com "Victor Gomes e os Gatos Negros"). Estive no conservatório de piano com 8 anos e nasci com ouvido absoluto passivo, portanto sempre tive essa veia musical bastante presente. Hoje em dia toco 7 instrumentos de forma auto-ditacta e passo grande parte do tempo a compôr!

8. Que tipo de projectos gostaria de fazer num futuro próximo? E quais aqueles que já estão confirmados?
O que gostava de fazer? Regressar à televisão, e se tudo correr como previsto este ano será um grande ano para mim.  Também pretendo lançar o meu álbum no primeiro semestre do ano. Estou a gravá-lo com a 'ajuda' e parceria de António Corte-Real, Nando Rodrigues, e Ivan Cristiano (UHF), tudo com influências Blues, e tenho uma das músicas na banda sonora de uma novela da TVI (Destinos Cruzados), o que é um grande começo!

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9. Como vê a televisão nacional, neste momento? O que mudaria?
O que mudaria? Mais produções, existe muito jovem no meu ramo completamente parados!

10. Uma das consequências de ser uma figura pública é o facto de algumas revistas interferirem directamente na sua vida privada. Como é que lida com estas situações? E com a fama, no geral?
Nunca tive grandes problemas com isso (felizmente). O que a imprensa falou de mim sempre falou bem e elogiou o meu trabalho. O único assunto pessoal que tocaram à uns anos foi mesmo duma "suposta" relação com Anita Costa, mas nunca me pronunciei sobre esses assuntos nem outros quaisquer por serem de teor pessoal. Com a fama lido bem. As pessoas reconhecem-me diariamente na rua, e elogiam o meu trabalho em várias produções, por isso sinto que tenho feito um bom trabalho e que as marquei.

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11. Como é um dia com o Ivo Lucas?
Um dia com Ivo... Um dia óptimo, sou bastante bem humorado, com um sentido de humor fora do comum, podem comprovar com colegas meus (risos). Gosto muito de levar uma vida tranquila e sentir-me realizado ao final do dia. Gosto da sensação de satisfação de um dia produtivo.


http://0.static.wix.com/media/9bf9c4_15e2b23962dbb483fd109bcfd98f84ea.jpg_1024EM POUCAS PALAVRAS...
Um programa de televisão? Top Chef (cozinhar é uma das minhas paixões)
Um filme? ''Condenados de Shawshank''
Um livro? ''O cão dos Baskerville''
Um defeito? Perfeccionista
Uma música? John Mayer - Born and Repries (reprise) / Who Says
Uma ambição? Ser mais reconhecido pelo meu talento e trabalho
A melhor coisa da vida? A própria vida 
O Ivo Lucas é... Lutador

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 31
Convidado: Ivo Lucas
Produção: André
Fantastic 2013

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