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sábado, 26 de março de 2011
Fantastic Entrevista - Edição nº 8



Esta semana, no Fantastic Entrevista a nossa convidada é Maria Simões, conhecida do grande público por interpretar a empregada Lurdes de Ninguém como Tu. Nesta conversa iremos conhecer melhor esta actriz que para além dos papéis em televisão tem já um vasto currículo em teatro e foi distinguida, em 1997, com a Medalha de Honra na área de Cultura pela Cidade de Setúbal.

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Olá Maria Simões, bem-vinda ao Fantastic Entrevista!  

1. Como nasceu a paixão pela representação? Ainda se recorda do seu primeiro papel em teatro? 
Mais do que paixão, a representação nasceu comigo. Comecei com o primeiro choro na maternidade.

2. Foi distinguida com a Medalha de Honra na área de Cultura pela Cidade de Setúbal, em 1997. Pensa que hoje se dá mais valor à imagem do que ao talento?
As medalhas pouco ou nenhum valor têm para mim. Foi simpático, mas nada se alterou. Em relação à imagem e talento, estas podem estar interligadas ou não. 
 
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3. Retalhos da Vida de um Médico (1980), Chuva na Areia (1984), Palavras Cruzadas (1985), A Banqueira do Povo (1993), foram alguns dos primeiros trabalhos em televisão. Quais as grandes diferenças entre essas produções e as de hoje? 
Como em todas as evoluções, existem grandes progressos técnicos, contudo pode perder-se o ‘’naif’’.

4. Qual o projecto que mais gostou de participar em televisão?
De todos, sem excepção. Pois significa que fui escolhida para os executar.

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5. A empregada Lurdes, interpretada pela primeira vez em Ninguém como Tu, foi um grande marco da história da novela e creio que para si também. Teve noção da importância e da popularidade da personagem no decorrer da novela?
Inicialmente julgo que ninguém, incluindo eu, tinha noção que a ’Lurdes’ iria ser uma personagem relevante. Felizmente, para todos também :D (para mim em especial) a popularidade desta foi surpreendente.

6. Quando lhe entregaram esta sua personagem o que achou? Identificou-se com ela?

Não. Já tinha interpertado algumas criadas (em teatro) mas em contextos diferentes.


7. Mais tarde, volta a interpretar Lurdes em Tempo de Viver, novamente ao lado de Alexandra Lencastre e torna-se a primeira actriz a fazer um crossover na ficção portuguesa. Foi bom esse regresso da personagem e voltar a contracenar com Alexandra Lencastre?Sim. Sem dúvida que ambas as coisas, tanto o voltar à personagem de ‘Lurdes’ como o contracenar com a Alexandra Lencastre foi muito gratificante. É uma grande amiga e excelente profissional.
 
8. Tem algum autor de novelas preferido? Porquê?
Sim. Mas não é justo eleger um nome. E quem o é… sabe. O porquê, tem a ver com preferências pessoais, como em tudo na vida.
 

9. Actualmente podemos vê-a em Espírito Indomável, a novela líder de audiências. Também como criada, no entanto num papel a puxar para a comédia. Como foi trabalhar com actores como José Raposo e Luísa Cruz?
Embora nunca tivesse contracenado com os colegas José Raposo e Luísa Cruz, já os conhecia. Foi bom verificar que são ambos excelentes profissionais e grandes amigos também. Sobre a novela, acho que está muito bem construída. É genuinamente portuguesa e o público identifica-se. Daí o sucesso.

10. Quais as principais diferenças entre trabalhar em teatro e em televisão? Gostaria de fazer cinema?
Gostos dos 3 géneros. Sou actriz de alma e profissão. Considero o teatro como o pai da representação. Tive e tenho o privilégio de trabalhar numa companhia de teatro à 35 anos. O Mercado das novelas é algo recente. Já fiz algum cinema. A industria deste não me solicita tanto quanto eu gostaria :D

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11. Diga-nos um texto/peça de teatro que a marque ou a marcou e porquê.
“OS DIAS FELIZES”, de Samuel Beckett
Os Dias Felizes é um maravilhoso poema de amor, o canto de uma mulher que ainda quer ouvir e ver o homem que ama”. Winnie é uma personagem que cria o seu presente a partir de fragmentos de uma existência anterior. Está a afundar-se na terra. Na condição em que se encontra, é absolutamente necessário que encontre forma de passar o tempo “à moda antiga”, não pode parar de falar, para se obrigar a não pensar no que a atormenta, vivendo assim um “dia feliz” de cada vez.

12. Já existem projectos para o futuro? Que trabalhos gostaria de fazer na televisão, numa das próximas novelas? Gostaria de ter um papel de maior destaque?O ’sonho’, e não o projecto para o futuro, seria uma grande protagonista. Gosto de sonhar.

EM POUCAS PALAVRAS...

Um grande actor….
Mais uma vez, não gosto de eleger nomes, acho injusto. Muitos são os grandes actores que temos.

Uma grande actriz…
Para não repetir a resposta anterior. A grande actriz serei EU entre muitas outras :D

Um grande espectáculo…
Felizmente já vi muitos. O ’Círculo de giz caucasiano’’ de Bertolt Brecht que fala de temas como a guerra, a justiça e o amor maternal foi um dos meus preferidos. Vi a sua representação por duas companhias (Novo Grupo e Benno Besson), gostei de ambas.
 
Um livro…
Muitos… Como pão para a boca. Tenho sempre uns quantos na ‘dispensa’ não vá a fome chegar. Ana Hatherly, Adilia Lopes, Agustina Bessa-Luís, Harold Pinter, Samuel Beckett, Paul Auster, José Eduardo Agua Lusa, António Lobo Antunes leio todos os seus livros.
 
Representar em Portugal tem sido…
‘’Uma aventura’’. Talvez um dia a Isabel Alçada e a Ana Maria Magalhães se lembrem do tema.

Ser actor/actriz é…
… ser a Maria Simões

A Maria Simões é... 
… ser actriz

A pessoa mais importante da minha vida é...
As pessoas mais importantes, tenho de o passar para plural pois são a minha família. Filhos e netos.

O que não suporto é...
A traição.

Tenho muitas saudades de...
Ser criança.

O mais importante da vida é...
O amor.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 8

Convidada: Maria Simões
Produção: João e André
Colaboração: Cláudio
Genérico: Tiago Bento
 Produção: Fantastic 2011
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Fantastic Entrevista - 7ª Edição

O Fantastic Entrevista está de volta! Nesta 2ª temporada muitos serão os convidados que estarão à conversa com o nosso site. Carla Vasconcelos, actriz conhecida do grande público pela sua participação em séries como Morangos com Açúcar ou Os Contemporâneos, é a convidada desta semana!
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Olá Carla Vasconcelos, bem-vinda ao Fantastic Entrevista!  

1. Para começarmos a nossa conversa, recuemos a Maio de 1971, quando a Carla nasceu. Pouco tempo depois, dava-se a revolução de Abril que viria a mudar por completo o país. Recorda-se daqueles tempos? Que memórias tem da sua infância?

Recordo-me muito bem da Revolução! Eu estava na creche e foram buscar-me mais cedo...nesse dia houve torradas para o lanche! Quanto às memórias de infância... fazíamos um livro só com esta resposta! (risos) Tenho muitas memórias.. muitas muitas muitas, foi uma época tão feliz da minha vida que decidi prolongar a infância para os resto dos meus dias.
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Carla Vasconcelos nasceu a 26 de Maio de 1971.
2. Falando agora de teatro, disse numa entrevista que a peça “Tu e Eu” interpretada por Miguel Guilherme e João Perry, em 1985, a marcou bastante. Como é que uma peça de teatro marca a vida uma jovem de apenas 14 anos de idade? Foi nesse momento que nasceu a paixão pela representação?
"Tu e Eu" foi uma experiência encantadora... era mágico, era humano, era um faz de conta do qual se queria fazer parte! A viagem do Tuninho e do GarcEu foi um acontecimento feliz numa tarde da minha vida...lembro-me de ter o programa de sala numa mesa de apoio durante anos, e de vez em quando ia espreitar.

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Imagens da peça "Tu e Eu" de 1985, com Carlos Pisco, João Perry, Jorge Gonçalves e Miguel Guilherme.
3. Sempre sonhou ser actriz? 
Não, nunca sonhei ser actriz. Aconteceu. Eu ía para Grego! A paixão pela representação foi crescendo, foi uma descoberta tardia, fui apanhada de surpresa, foi uma coisa boa

4. Apesar dessa tendência estar, cada vez mais, a ser contrariada, actualmente é notório um desinteresse da generalidade das pessoas pelo teatro. Acha que a televisão é a grande culpada por isso?
Não, a televisão tem o seu peso, mas não é tudo! O público vai ao teatro quando lhe interessa o espectáculo em cena. Não há nada que saber! O espectáculo não desperta interesse, o público não vai. Menos umbigos trariam mais público ao teatro com toda a certeza. Não gosto nada de falar de coisas sérias... é aborrecido!
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Ao lado de Ricardo Pereira, Carla foi a Helena da peça "A Gorda", em 2008.
 5. Durante algum tempo esteve em cena no teatro e ao mesmo tempo a gravar para televisão. Quais as principais diferenças entre trabalhar em teatro e televisão? É difícil conciliar as duas?
No teatro ganha-se menos, convive-se mais, a adrenalina está sempre lá em cima, não dá para cortar e repetir, é um trapézio sem rede, podemos dormir até mais tarde, jantar depois da meia noite, ir para os copos, estar com os amigos, ir em digressão... enfim, uma emoção diária!
Na televisão ganha-se mais, convive-se menos, quase não dormimos, temos que jantar cedo porque depois acordamos às seis da manhã para trabalhar 12h por dia, não dá para sair à noite porque temos que ficar a estudar textos para o dia seguinte e temos que nos levantar cedo, temos rede, não temos trapézio, podemos cortar, podemos repetir, adrenalina mais quietinha, quase não estamos com os amigos a não ser que tenhamos a sorte de ter alguns deles a trabalhar connosco na mesma produção. Dá para nos divertirmos durante 12 horas e brincarmos o dia inteiro, não vamos em digressão, temos que nos levantar cedo, levantar cedo, levantar cedo.... já referi que temos que nos levantar cedo? A TV é a caixa que mudou o mundo, e a mim, que tenho que me levantar cedo!
6. O que pensa sobre a televisão actual, em Portugal?
Paupérrima, mas não é só em Portugal... e de vez em quando somos surpreendidos com uma caixa de bombons de grande qualidade. É uma incongruência! Se sabemos fazer em bom porque é que insistimos em fazer em mau?!
 
7. Sabemos que também já fez cinema, nomeadamente em 2003 teve a oportunidade de entrar no filme “Love Actually – O Amor Acontece”. Como foi esta experiência, interpretar uma personagem lá fora, tendo também Lúcia Moniz no elenco? 
Fiquei maluca quando soube que era a Lúcia Moniz! Quem é que quer saber do Collin Firth, da Emma Tompson, do Hugh Grant e dos outros todos? A Lúcia também me disse logo, que se não fosse eu estar nesse elenco ela nunca tinha aceite! Foi a loucura...eu e ela! O facto de ser lá fora.... um agasalho tinha dado jeito.

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Em 2003 participou no filme "Love Actually - O Amor Acontece", interpretando o papel de Sophia Barros.
8. Voltando à televisão, mais recentemente entrou em diversos projectos no campo do humor, como “Santos da Casa” ou “Os Contemporâneos”, na RTP. A comédia é o seu estilo preferido? Acha que estes formatos são bem tratados pelas estações?  
A comédia é muito interessante de se fazer. É muito difícil e se não se acerta pode ser constrangedor... a comédia é absolutamente maravilhosa porque nos permite brincar com coisas sérias de uma forma inteligente. É um desafio constante. As estações de TV apostam bastante em comédia (há fases), umas vezes acertam outras não.

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Carla Vasconcelos participou na série de humor "Os Contemporâneos", na RTP1.
9. O humor sempre foi um lado muito forte nas personagens e projectos em que entrou. Prefere a comédia ou o drama? 
Gosto igualmente das duas coisas. Complementam-se.
 10. Desde 2009 que integra o elenco da série “Morangos Com Açúcar”, dando vida à Papoila. Como tem sido esta experiência, que já dura há um ano e meio? Identifica-se com a Papoila da série? Quais as grandes diferenças e parecenças entre ambas? 
A experiência Morangos foi muito enriquecedora tanto a nível profissional como pessoal. A Papoila tem alguns traços de personalidade com os quais me identifico bastante, é uma mulher independente, com uma personalidade forte, emocional, o que lhe tolda a razão de vez em quando (risos). Não sou, nem de perto nem de longe, paciente como ela.

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A personagem Papoila integra a série Morangos com Açúcar desde o início da 7ª temporada.

11. O que pensa do elenco juvenil de “Morangos com Açúcar”? Existe ali talento para o futuro da representação? 
Acima de tudo tenho que elogiar os elencos juvenis que passam por série como os Morangos. São miúdos na sua maioria sem experiência que chegam ali e têm que aprender tudo num curto espaço de tempo, e para isso têm que trabalhar muitas horas para além das 12 horas diárias de gravações. Eles têm aulas de canto, de dança, alguns deles aprenderam a tocar instrumentos musicais e ainda têm que ter tempo para decorar textos, trabalhá-los, têm que ter disponibilidade mental para absorver todas as indicações e orientações que lhes são dadas ao longo dos dias de trabalho...não é fácil. A disponibilidade que eles têm, o entusiasmo e dedicação com que aprendem e trabalham é algo que os actores nunca deveriam perder e às vezes esquecemo-nos disso!

11. Como tem sido o reconhecimento dos fãs?
Os fãs são fofinhos! (risos) São miúdos na sua grande maioria. Gosto de passar despercebida, sou um bocadinho bicho do mato.

12. Já existem projectos para o futuro, depois do término das gravações de Morangos com Açúcar? 
Vários projectos! Em primeiro vou viajar, depois estreio em Julho um espectáculo com o Bruno Simões - Um Banco no Abismo, para o público e para o umbigo! (foi o compromisso que conseguimos arranjar, uma vez que os umbigos estavam a precisar de mimo! ahahah), vão ver ao Trindade. Depois há mais coisas, mas ainda não me deixam falar sobre elas!

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Eduardo Madeira era um dos colegas de Carla em "Os Contemporâneos". A hipótese da série volta à RTP1 está em aberta.
 
13. Gostava de participar numa novela de horário nobre? 
Gostava.

14. Qual é o seu maior desejo para a vida? 
Que todos os meus desejos se realizem!

 
EM POUCAS PALAVRAS...
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Se passássemos um dia com a Carla Vasconcelos o que não poderia faltar? 
Dizer disparates

Costuma pensar no passado, prefere viver o presente ou projectar o futuro? 
Costumo tudo!

Televisão, Cinema ou Teatro? 
Teatro

Um livro que a marcou? 
Confesso que nunca ninguém me bateu com um livro

De que objecto não prescinde? 
Do Coelhinho de pano

Um grande actor?
Gary Oldman

Uma grande actriz? 
Anna Magnani

Um grande espectáculo? 
Estamos a ensaiá-lo! 

Uma cidade? 
New York

Um local da casa? 
A que tiver um sofá

A companhia ideal? 
A que eu tenho

Carla Vasconcelos? 
Sou eu!

Obrigado pela participação! 
FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 7

Convidada: Carla Vasconcelos
Produção: João e André
Colaboração: Cláudio
Genérico: Tiago Bento
 Produção: Fantastic 2011
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Fantastic Entrevista - 6ª edição



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Um dia depois do seu aniversário, o Fantastic Entrevista publica a fantástica entrevista realizada a Marina Mota. Actualmente em cena com a peça '3 em Lua de mel' (+ info em www.marinamota.pt) a cantora, actriz e produtora fala-nos da vida, do teatro, da música e da televisão, numa entrevista exclusiva ao Fantastic.

ENTREVISTA



Olá Marina, bem vinda ao Fantastic Entrevista. Vamos começar pela pergunta que todos fazem: Nos últimos anos é falado sobre o seu regresso à televisão, sobre os sucessos que teve no passado e é presença constante em vários programas dos próprios canais. Se Marina Mota é sinónimo de sucesso, é mesmo falta de convite o facto de não estar na televisão?
É só e sem dúvida falta de convite, ou convites para participações pontuais, que normalmente aceito quando garantem qualidade.

E é uma prioridade regressar à televisão?
A televisão é com certeza o maior veículo promocional para qualquer artista, mas só será uma prioridade quando o projecto apresentado for interessante. Televisão a qualquer custo? Não.

À Marina é-lhe atribuída a frontalidade. Se pudesse dizer algo aos actuais directores de programas da televisão portuguesa (RTP, SIC e TVI), o que diria?
Equilibrem as grelhas de programação, sejam mais versáteis, dêem prioridade á qualidade e bom gosto, sondem as opiniões dos espectadores, criem programas de humor, de música portuguesa, com regularidade. E se me sentirem útil chamem-me.

A Marina é actriz ou humorista?
Sou, ou tentarei ser sempre, actriz.

Nos anos 90, programas como ‘Marina, Marina’, ‘Ora Bolas, Marina’ ou  ‘Um Sarilho chamado Marina’ eram verdadeiros sucessos de audiência. A que acha que se deveu tal sucesso?
O sucesso talvez se deva ao rigor, profissionalismo, talento, respeito pela entidade maior, O PÚBLICO, entrega total e sem reservas de uma grande equipa, da qual eu também fazia parte. 




Acha que os dourados anos 90 onde os formatos de televisão eram pensados com cuidado e produzidos com tanto empenho e irreverência podem voltar?
Sinceramente, espero que sim.

Mais tarde, já depois de 2000, passa para a TVI com a série humorística 'Bora Lá Marina'. A série alcançou excelentes resultados de audiência, numa altura em que a TVI apostava forte na ficção nacional. Mas depois de uma temporada em horário nobre o programa acabou por passar para o final da noite e alguns episódios só foram emitidos à tarde. Como explica que um programa que resultava tenha sido 'condenado' ao ser enviado para tais horários?
Essa é uma das muitas questões para a qual não encontro resposta ou justificação.

Apesar do rumo que o 'Bora Lá Marina' teve, depois do final da série o sucesso fora dos ecrãs continuou e personagens como o Bisnaga ou Matilde ficaram na memória dos portugueses e ainda hoje são faladas por todos...  
Não imaginam  o prazer que me dá ainda hoje “ vestir” essas personagens.

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Por falar em personagens míticas, a Marina tem muitas na televisão portuguesa. Existe alguma em particular que goste de fazer?
As 2 que falámos anteriormente são algumas das eleitas….e a minha Bitucha….claro.

Em 2007 entra para o elenco da novela ‘Fascínios’, publicamente já informou que gostou de fazer a novela porém não era o seu género preferido. E se fosse, por exemplo, uma personagem completamente diferente, como uma grande vilã, numa novela sem os 200 e muitos episódios das novelas actuais. Acha que a sua opinião mudaria?
Embora não seja dos trabalhos que prefiro, não deixa de ser um desafio fazê-lo, é apenas um género onde o tempo é curto para trabalhar o nosso desempenho. Em relação á personalidade da personagem, não é importante que seja a “má” ou “boa” mas sim que tenha um conteúdo forte, coerente e seguro.

Nos últimos anos tem sido protagonista de Revistas de grande sucesso e tem andado pelo país enchendo salas de espectáculos. Se tudo isto é verdade, então porque se diz que a ‘Revista’ está morta?
Sei lá porque é que se diz tal coisa….talvez porque seja vulgar dizer disparates em Portugal.

A reconstrução do Parque Mayer é algo que vale a pena continuar a lutar ou já perdeu a esperança que alguém se volte a preocupar?
Valerá sempre a pena lutar por manter um espaço cultural….e Esperança? A última  coisa a morrer…tal como a REVISTA.

Viver unicamente do teatro ainda é possível? 
Para alguns privilegiados.

Revolta-se com o facto de actores que trabalharam consigo como Natalina José, Carlos Cunha, Ana Brito e Cunha, entre outros, não ser protagonistas de grandes novelas e com contractos de exclusividade e, infelizmente, por vezes depararem-se mesmo com o desemprego?
Claro que sim, nada disto faz sentido. A revolta apenas tem a ver com a minha impotência para resolver tamanha injustiça.




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Cantora, actriz e produtora, a Marina é tudo isto. Como consegue ser tudo isto e brindar-nos todos os dias com a sua boa disposição?
Porque o público me merece tudo isso e muito mais.

Já teve momentos de fraqueza?
Muitas vezes, mas todos os dias vejo este vídeo que é uma lição de Vida (CLIQUE AQUI para ver o vídeo enviado por Marina Mota) e fico com vergonha das minhas “ queixas”. Partilhem comigo esta maravilha de SER HUMANO.

Começou a sua carreira aos 8 anos e passados quase 40 anos continua a ter uma das vozes mais potentes e a ser uma das grandes referências do humor em Portugal e, não menos importante, uma das mulheres mais bonitas do país. Onde encontrou o elixir da eternidade?
 OH MEU DEUS…. Agora babei-me…. (risos)… Na VIDA. Ela  é linda, O SOL, O MAR ,O CÉU, A CHUVA, A TERRA, enfim a NATUREZA. O humor, O AMOR e… sim O AMOR. Os amigos, a família…. Perdoem a “ lamechice” mas é isto mesmo.


EM POUCAS PALAVRAS...

A música da minha vida é…
Não existe “aquela” existem várias

A minha melhor entrevista foi…
Esta, claro…já não me lembro da última…( risos )

Um grande actor….
É injusto eleger só um.

Uma grande actriz…
A mesma resposta.

Um grande espectáculo…
“3 EM LUA DE MEL”….(risos)

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Um/a grande humorista…
Herman José

O meu programa de televisão preferido é…
Aquele que ainda não foi feito.

Alguém que não se importava que fosse deportado para bem longe… 
É longa a lista…todos os que brincam com o POVO…que não respeitam as suas carências…que lêem jornais na assembleia da República ,  durante debates importantes para o país,  e a quem eu e os restantes portugueses pagamos o ordenado. E ainda dizem que devo dinheiro ao Estado!


Uma personalidade…
JESUS CRISTO


O Teatro é…
A imagem da VIDA


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