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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Fantastic Entrevista - 21ª Edição

 
Na segunda entrevista da 3ª temporada do Fantastic Entrevista o nosso convidado é o Filipe Pinto. Estivemos à conversa com o cantor que fez sucesso e venceu a 3ª edição do Ídolos em Portugal. O percurso no Ídolos, a formação musical e o novo CD (Cerne), que foi lançado na passada segunda-feira, são alguns dos temas em questão. Saiba mais sobre este jovem talento.

ENTREVISTA  



1. Na primeira emissão do Ídolos 3 foi o rapaz que mais deu nas vistas, pois não queria continuar no programa, apesar dos vários elogios do júri. Porque começou a sua participação no programa com essa atitude?
Existia uma vontade interior por um lado, mas também um receio das consequências de quando aparecemos em TV. A minha decisão em continuar foi construída na altura em que estava diante do júri. Eu próprio fiquei surpreendido com as suas opiniões e aos poucos isso motivou -me nos desafios seguintes.

2. A verdade é que chegou à final, e de semana para semana o duelo entre o Filipe e a Diana vinha a ficar cada vez mais acesso. No fim, acabou por ganhar. Como foi competir com a Diana?
O grupo foi bastante bom, as conversas, a convivência. Talvez nem sequer houvesse uma competição bem assumida. A Diana foi uma parceira de grande valor e com quem tive privilégio de partilhar a final.

3. Apesar disso, sempre foi visto como o vencedor do programa, desde os primeiros momentos do casting. Em que altura começou a perceber que realmente tinha todas as hipóteses de chegar à final?
A construção de vencedor, foi traduzida por alguns órgãos de comunicação...Confesso que para mim o tempo corria à velocidade da luz e não me via a pensar muito nessa circunstância, mas sim gala a gala.


4. A gala final onde venceu o programa foi a mais vista das finais das 5 edições. Aliás, acabou por ser a edição mais vista do Ídolos em Portugal. Foi importante esta visibilidade acrescida? A que acha que se deve o maior interesse na edição em que participou?
Relembro que as edições anteriores tinham acontecido já há algum tempo e é natural as pessoas estarem com mais expectativa ao programa voltar...Além de que havia muitas experiências cómicas e muita animação...


5. Porque é que acha que a 5ª edição do ídolos não resultou tão bem em termos de audiências, apesar do novo cenário e novo júri? Acha que o formato deveria voltar?
Talvez a justificação que encontre seja o tempo de espera entre programas, que têm um intervalo de um ano ou menos até, e isso talvez estimule menos o público a assistir!

6. Voltaria a participar no Ídolos? Que balanço faz do concurso?
O saldo é extremamente positivo. Sinto que alterei o meu percurso de vida, em que iria investir nas árvores e no património florestal. Hoje estou a investir na música e na divulgação do trabalho de temas originais...=) 



7. No meio de todo o trabalho, onde ficou a Engenharia Florestal?
Curso concluído e em modo de actualização de conhecimentos. Uma vez por outra, procuro fazer alguns cursos para me manter informado, mas para já com a mente dedicada à música.

8. "Cerne" é o seu primeiro trabalho, lançado a 24 de Setembro, e cerca de 2 anos depois de se ter sagrado o ídolo dos portugueses. Como foram os meses que passaram entre a vitória e o lançamento do disco?
A viver em Londres, a estudar música e dedicado ao trabalho de pré-produção e produção do disco que será lançado a mercado no dia 24 setembro. Muito ansioso, mas feliz!


9. Ainda antes do lançamento do disco, já o tema “Insónia” fazia sucesso na novela Dancin' Days, da SIC. Acompanha a história? Que importância tem os temas nacionais passarem diariamente no ecrã dos portugueses?
A importância dá-se no ponto de vista de ser outro meio de divulgação do trabalho de um autor/compositor. É um acompanhamento que deve ser seguido quer pelos músicos, quer pelos produtores de televisão. E eu cumpro esse papel!

10. O que podemos esperar de "Cerne". Pode falar-nos um pouco mais acerca deste trabalho?
Reúne experiências, percursos e emoções vividas e partilhadas pelas pessoas...Acima de tudo o disco vai buscar algumas das minhas influências musicais em ambiente de guitarras acústicas, cordas e alguns temas de explosão.


Resposta Rápida



Uma música... Difícil, não consigo essa especificação.
Um ídolo... Aprecio o trabalho feito por Zeca Afonso.  
Um filme... Into the Wild
Um destino... Portugal
Um sonho... Continuar a tocar ao vivo =)
A companhia perfeita... Segredo =)
O "Cerne"... 1º disco de originais Filipe Pinto disponível desde de 24 setembro de 2012!
O Filipe é... Uma pessoa com vontade de aprender mais e conhecer novas experiências!


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 21
Convidado: Filipe Pinto
Produção: André e António
Fantastic 2012
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Fantastic Entrevista - 20ª Edição


Na estreia da 3ª temporada do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Rui Porto Nunes. Estivemos à conversa com o ator que se estreou na quinta temporada de 'Morangos com Açúcar' e protagonizou a novela 'Lua Vermelha'. As participações em séries e novelas, a apresentação, os desportos radicais e o (in)sucesso de 'Lua Vermelha' são alguns dos temas em questão. Saiba mais sobre este ator de 26 anos.

ENTREVISTA  

1. Quando é que o Rui percebeu que queria ser ator?
Desde pequeno que sempre gostei muito de cinema e teatro. Cheguei mesmo a entrar em duas peças na minha escola básica em Arronches, mas na altura foi pouco mais que uma brincadeira. Só quando dei por mim à frente das câmaras nos Morangos com Açúcar é que percebi que era isso que queria para a minha vida.


2. Estreou-se em 2007 como Bruno, em Morangos com Açúcar 5. Apesar de não ter sido um dos protagonistas, esta foi uma das personagens mais marcantes da sua carreira, e certamente ainda hoje é relembrada por todos. Como surgiu esta oportunidade?
Estava a tirar o curso de Cinema na Universidade Lusófona e senti que precisava de saber como é estar no plateau, no lugar dos actores, para complementar a minha formação. Falei com uma amiga minha na antiga NBP, hoje Plural, e consegui fazer algumas figurações especiais na quarta temporada dos Morangos com Açúcar. Depois estive num workshop de interpretação na NBP durante alguns meses, e no fim fiquei a saber que tinha sido seleccionado para integrar o elenco da temporada seguinte.

3. Foi convidado para "Morangos com Açúcar - O Filme"? O que acha do projeto?

Não cheguei a ser convidado. É uma boa homenagem, já que este projecto marcou uma geração.

4. E o que pensa do fim da série, depois de nove temporadas, tendo a última sido um flop de audiências?
Tem sido um flop? Não sei, não acompanho as audiências. Independentemente disso o projecto ja estava gasto, é necessário um rejuvenescimento naquele horário. É preciso inovar.

 
5. O seu último trabalho na TVI foi em Olhos nos Olhos, no papel de Gustavo Viana Levi. A novela conseguiu resultados bastante satisfatórios, tendo em conta o horário de exibição (perto da meia-noite). Como foi trabalhar numa novela de Rui Vilhena?
Participar numa novela do Rui Vilhena é sempre um privilégio, ele é um excelente autor e gostei muito de fazer parte desse projecto. Estava inserido num núcleo muito bom. O horário a que a novela era exibida é que não foi o melhor mas mesmo assim o público aderiu e acabou por se tornar um sucesso de culto.

6. Lua Vermelha foi, até agora, a única produção nacional onde foi protagonista. Com ela, chegou a confirmação do seu talento junto do grande público. A novela era diferente do habitual. Aceitou logo o projeto? Como foi participar nele?
O convite não surgiu directamente. Primeiro fui a um casting na produtora SP, passei por três fases e então sim acabei por ficar com o papel de Afonso. O processo de construção da personagem foi muito intenso e exigente, mas também muito compensador. Senti pela primeira vez que estava a fazer trabalho de actor a sério. Procurei até perder peso para melhor encarnar um vampiro. Aprendi imenso com os meus colegas, com a direcção de actores e com a equipa de duplos Mad Stunts que orientava as cenas de acção.
 

7. Contudo, a novela não correu como o previsto, e foi uma das produções portuguesas com mais mudanças de horário. Os 180 episódios foram emitidos de manhã, à tarde e à noite, semanalmente e diariamente, e ao longo de mais de 2 anos. O que acha do tratamento que a SIC deu ao projeto e porque acha que não resultou?

Tinha tudo para resultar. Desde o elenco à equipa técnica, estávamos todos muito empenhados para que corresse bem algo que nunca antes tinha sido feito em Portugal mas com as sucessivas alterações de horário tornou-se muito difícil fidelizar o público. Para nós que fizemos parte do projecto tornou-se desmotivador ver o produto do nosso trabalho desvalorizado dessa forma. Ainda assim, houve muita gente que acompanhou a Lua Vermelha ao longo destes dois anos, sem nunca desmobilizar.


8. Apesar de tudo, este projeto foi muito acarinhado pelos fãs, e foi bastante importante para progredir na sua carreira de ator na SIC. Depois disso, já participou em Laços de Sangue e Rosa Fogo, nesta última com um dos papéis mais cómicos da trama. Como foi fazer de Vítor e qual a aceitação do público?
Tive a sorte de contracenar com duas actrizes fantásticas, a Inês Castel-Branco e a Susana Mendes, que me ajudaram imenso. A aceitação do público traduz isso mesmo, é sempre compensador para um actor sentir que gostam do nosso trabalho e as brincadeiras com o nome do Barbalho são inevitáveis.

9. Teatro e cinema são objetivos para um futuro próximo?
Em cinema para já não tenho projectos em vista. Em 2011 entrei em duas curtas-metragens do realizador André Badalo, "Catarina e os Outros" e "Yakun", e espero eventualmente vir a repetir a experiência.

10. Uma das suas grandes paixões desde jovem é o BTT. Continua a praticar? É a adrenalina que chama para a aventura em desportos radicais?
A adrenalina é o meu grande vício, impele-me a correr riscos e a procurar desportos que envolvam velocidades. Infelizmente já não pratico BTT por razões de saúde e porque a vida profissional me ocupa a maior parte do tempo.

11. Que outro desporto do género gostava de experimentar?
Este ano participei no campeonato nacional TT na categoria promoção pela Yamaha, até que fracturei o pulso esquerdo num acidente de mota na prova de Reguengos de Monsaraz. Passei alguns meses em recuperação e já não tenho planos para voltar a competir este ano.


12. E a apresentação? Mais uma aventura de grande adrenalina. Como foram os tempos no Curto Circuito?
Foi mesmo uma aventura, e acima de tudo uma aprendizagem. Aprendi a olhar de frente para as câmaras, coisa que um actor nunca pode fazer mas é essencial a um apresentador, e adquiri toda a preparação necessária para conduzir um programa em directo, recorrendo se necessário ao improviso. Os meus colegas e a produção foram uma grande ajuda durante esse período. Aceitei o convite para apresentar o Curto Circuito precisamente para obter novas competências mas a adaptação acabou por não correr tão bem como esperava e decidi focar-me na representação.

13. Gostava de voltar à apresentação?

Quem sabe, mas para já quero concentrar-me exclusivamente na representação.

14. Quais são os projetos que se seguem?
Participei no telefilme da RTP "Solidão", que vai para o ar em Dezembro, e tenho outro projecto em televisão que está para muito breve.

EM POUCAS PALAVRAS...
Cinema ou Televisão? Cinema
Moda ou representação? Representação
Série ou Novela? Série
Um Ídolo... Lance Armstrong
Um Sonho... Ser feliz e atingir os meus objectivos
A sua família... A génese de tudo o que sou
Os seus amigos... Indispensáveis
A companhia perfeita... Os meus amigos
Um Filme... "O Padrinho"
Uma Música... "November Rain" dos Guns n' Roses
Um destino... Whistler, no Canadá
O Rui Porto Nunes é... Aquilo que sou


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 20
Convidado: Rui Porto Nunes
Produção: André e João 
Fantastic 2012
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domingo, 27 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 19ª Edição


 
Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Diogo Martins. Estivemos à conversa com o jovem ator que começou a sua carreira em 'Amanhecer' e popularizou-se em 'Morangos com Açúcar', da TVI. Atualmente a estudar, Diogo tem o desejo de voltar à televisão e diz ser a representação que o realiza totalmente em termos profissionais. 

ENTREVISTA 

1- Olá Diogo. Antes de mais, obrigado por ter aceitado o nosso convite. Começamos por perguntar porque estiveste 2 anos sem realizar novos projetos em televisão. Opção ou falta de convites?
Infelizmente já estou há 2 anos sem fazer nenhum projecto para televisão e confesso que as saudades já são muitas. Passei 8 anos da minha vida com sucessivos trabalhos em televisão, dos quais me orgulho muito de ter participado, e que me fizeram também crescer como pessoa e principalmente como actor. Assim que terminei a serie Rebelde Way, tinha em mente puder parar um pouco para concluir os estudos e acima de tudo para descansar, mas não contava em ficar assim tanto tempo sem que me surgissem novos projectos. Acima de tudo este regresso ainda não se sucedeu, não por opção, porque é sem dúvida algo que eu gostaria de seguir na minha vida, mas principalmente por falta de convites, que de facto não têm surgido.

 

2- Passaram 9 anos desde a tua estreia em televisão. Na altura com 11 anos foste considerado uma das grandes promessas a nível de representação em Portugal. Como é que tudo começou?
Tudo começou quando aos 10 anos, por brincadeira costumava juntar-me com os meus primos, e fazíamos gravações em que imitávamos diversos programas que na altura passavam na televisão. Quando a família se reunia para ver, todos me diziam que tinha jeito para representar, até que um dia quando surgiu um casting na televisão em que precisavam de pessoas dos 10 aos 20 anos, eu decidi inscrever-me, mas jamais imaginaria que no meio de tantos milhares de pessoas eu pudesse ser o escolhido. Nisto, tive a sorte de ser o eleito para integrar o elenco da novela Amanhecer, e tive logo de partir para o norte, na região da Régua, para começar as gravações do projecto. Foi sem dúvida algo que sempre pensei que nunca conseguisse concretizar, mas com vontade e também muita sorte à mistura, acabei por conseguir realizar um sonho que sempre tive.

3- Ainda hoje te reconhecem na rua ou esta ausência, precisamente numa altura da tua vida em que mudaste bastante, fizeram com que tal não acontecesse?
Há sempre uma ou outra pessoa que por vezes me reconhece, mas o facto de já não aparecer há algum tempo na televisão, e também de ter tido uma mudança enorme em termos físicos, fez com que grande parte das pessoas já não me reconheçam tão facilmente como quando estava a fazer algum projeto. 
 

 
4- Como vês a televisão de hoje em dia, comparando também com o que era há 9 anos atrás?
Eu penso que há 9 anos atrás, as pessoas tinham muito poucas oportunidades de conseguirem entrar no meio da televisão, e hoje em dia acho que isso está bastante mais acessível, até porque existe um projecto como os Morangos com Açúcar, que facilmente lança novos caras aumentando assim as possibilidades de as pessoas puderem mostrar o seu talento. 

5- E em termos de qualidade de conteúdos?
Em termos de qualidade, acho que de facto a ficção portuguesa está a evoluir bastante e grande prova disso, é o reconhecimento que uma novela portuguesa teve a nível internacional, ganhando então um prémio pela qualidade de todo o projecto realizado. Penso que a ficção portuguesa está sem dúvida a ir num bom caminho, mas é de relembrar que também não devem ser esquecidos grandes actores portugueses que neste momento estão sem puder fazer aquilo que realmente gostam, por não terem convites por parte de quem produz as novelas. Esses mais do que ninguém devem ser preservados, valorizados e não esquecidos, porque também fazem parte da grande evolução que a ficção portuguesa teve nos últimos tempos.


 
6- O teu último projeto em televisão foi Rebelde Way. A novela, na altura em que foi exibida, não obteve o sucesso esperado, acabando por ser emitida à tarde. A que achas que se deveu esta dificuldade de se impor? E como vez a reposição da mesma, que terminou recentemente, nas manhãs de fim de semana?
A Rebelde Way, foi um projeto em que foram depositadas enormes espectativas, para rivalizar com um produto de longa data como os Morangos com Açúcar, mas acabou por não ser o que realmente se esperava, não tendo assim o sucesso desejado. Penso que o facto de haver um público muito fiel ao projecto Morangos com Açúcar, fez também com que grande parte dessas pessoas se desinteressasse pela série Rebelde Way que passava no mesmo período horário. Relativamente à reposição da mesma nas manhãs de fim de semana, penso que é sem dúvida bastante mau para os actores que participaram nessa série, porque acabam por estar sempre ligados a um produto que já não estão a fazê-lo há imenso tempo, limitando assim as possibilidades de terem a oportunidade de integrarem outros projectos visto que ainda estão associados à série Rebelde Way.

7- Consideras as audiências importantes nos projetos em que participas? E em termos de contacto com o público na rua, como lidas com isso?

As audiências são importantíssimas para assegurar um determinado projecto, até porque se esse mesmo projecto não tiver as audiências pretendidas, dificilmente permanecerá no ar durante muito mais tempo. Em termos de contacto com o público na rua, nos primeiros tempos era mais difícil para mim, porque era totalmente desconhecido, e de um dia para o outro passei a ser conhecido por todas as pessoas que me viam na rua. Hoje em dia já lido naturalmente com a situação e tento sempre receber todo o carinho e afecto que essas pessoas me transmitem, respondendo sempre da forma mais grata possível, até porque são também essas pessoas que determinam o sucesso da carreira de um ator.


8- Sabemos que muito recentemente tiveste ainda uma participação especial na série Pai à Força, no episódio 25 desta nova temporada, que foi para o ar em Março deste ano. Como foi este curto regresso à televisão?
Apesar de ter sido apenas uma participação especial, deu para recordar grandes momentos que anteriormente passei, para rever alguns técnicos que trabalharam comigo, e acima de tudo para aliviar uma saudade imensa que tinha de representar.  

9- Com esta participação na série Pai à Força podemos dizer que já estiveste envolvido em projetos dos 3 canais generalistas mais vistos em Portugal. Em apenas 5 anos participaste em grandes sucessos como os Morangos, os Malucos do Riso, Floribella ou Clube das Chaves. Qual o projeto que mais te marcou e porquê?
De certa forma todos os projetos que fiz marcaram-me de uma maneira muito positiva, e em todos eles sempre fui ganhando mais experiência ao longo do tempo, mas se tiver de escolher um, posso dizer que o Clube das Chaves foi sem dúvida o que mais gozo me deu de fazer, porque a série era composta por um elenco da minha idade em que todos nós tínhamos uma perfeita cumplicidade, era apenas gravada aos fins de semana não ocupando assim grande parte do tempo que tinha e também não interferindo com o período escolar e havia um espirito de boa-disposição e bem-estar entre os atores e técnicos que era evidente.


 
10- Gostarias de voltar à televisão num projeto onde tivesses um papel fixo? Em que tipo de formato gostarias de participar?
Voltar a fazer um projecto em televisão é algo que sem dúvida alguma quero repetir. Não sei ao certo quando isso poderá acontecer, até porque não depende só da minha vontade para voltar a trabalhar em televisão, mas se neste momento algum projecto surgisse, obviamente que encarava o desafio com todo o gosto e empenho porque é realmente das coisas que mais prazer me dá em fazer. Para quem gosta e vive a representação, acho que escolher o formato e a personagem que gostaríamos de desempenhar é totalmente subjetivo, porque qualquer desafio que surja tem de ser encarado sempre com o mesmo profissionalismo e dedicação.

11- Representar é o que queres fazer para o resto da vida?
Por experiência própria sei que a profissão de ator é muito instável. O sucesso é efémero, mas se pudesse escolher, representar era aquilo que gostava de seguir para o resto da minha vida, porque sei que numa profissão destas o principal é o talento e a humildade, virtudes necessárias para seguir esta carreira.

Em poucas palavras…
O meu ídolo é... o meu irmão
O meu ator de eleição é... Denzel Washington
A minha atriz de eleição é... Dakota Fanning
Um programa que não perco na TV é... Extreme Makeover
O filme da minha vida é... Man on fire
A musica que mais oiço é... impossível de dizer uma, oiço quase todo o tipo de musicas. Não há nenhuma que consiga ouvir varias vezes ao dia, gosto de variar.
Representar é... aquilo que plenamente me preenche em termos profissionais.
O meu maior sonho é... ter uma vida repleta de momentos de pura felicidade e acima de tudo vividos com muita saúde.
Daqui a 10 anos quero estar... concretizado pessoal e profissionalmente, se possível junto das pessoas que mais amo.
O Diogo Martins é..  um bom amigo, um divertido por natureza,  uma pessoa que vive em prol do bem estar das pessoas que mais gosta,  possui um forte carácter de humildade e gratidão e tem como maior defeito o seu feitio tremendamente orgulhoso.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 19
Convidado: Diogo Martins
Produção: André e João 
Fantastic 2012

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domingo, 13 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 18ª edição


Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Pedro Granger. Estivemos à conversa com o ator e apresentador que já passou pelas três estações de televisão portuguesa. Atualmente na RTP, à frente de O Elo Mais Fraco, Pedro Granger recorda o seu percurso, nomeadamente o Ídolos (na SIC) e o Secret Story (da TVI). A polémica das novas audiências da Gfk são também um dos assuntos em debate.

ENTREVISTA

Estávamos em 1999 quando deu os primeiros passos na representação, em televisão. Como Tomás, em “Médico de Família” e como João Filipe na Lenda da Garça. Na altura com apenas 20 anos, como recorda esta estreia?
Comecei aos 19 como João Filipe na “Lenda da Garça” e depois fiz o “Médico de Família” como Tomás . A “Lenda da Garça” foi o primeiro trabalho que fiz, e por isso foi especial , na altura era tudo maravilhoso , era o começar do viver de um sonho


Contudo, este não foi, certamente, a primeira experiência em representação. Como é que tudo começou?
Aos 16 anos comecei a cantar em bares e aos 18 entrei num espetáculo de solidariedade "amigos no palco" que revertia a favor da “Acreditar”. Quem apresentava o espetáculo era o Virgílio Castelo que já estava a fazer os castings para a “Lenda da Garça”. A Ana Brito e Cunha, que também entrava, sabia que o meu sonho era ser ator, disse ao Virgílio e ele desafiou-me para um casting. E foi aí que tudo começou e nunca mais parou. Meti o curso de Direito, que estava a fazer, na algibeira e tem sido trabalhar até agora , já la vão 13 anos , com uma pausa de dois anos e meio em que fui estudar acting e screenwriting para Nova Iorque. 

O seu papel em “Jardins Proibidos” foi o que o tornou mais popular entre o grande público. Na altura, a TVI dava os primeiros passos na ficção nacional. Depois disso participou em produções como Super Pai, Dei-te Quase Tudo (onde foi protagonista), Fascínios, Equador, Olhos nos olhos, a minissérie 37, e mais recentemente na novela Sedução. Qual foi o projeto que mais o marcou e porquê?
O “Jardins Proibidos” foi o projeto que me lançou para o grande publico, aliás porque marcou a 'nova' TVI 'Moniziana' e porque foi a primeira novela portuguesa a vencer uma novela da Globo, por isso tenho a noção da importância desse trabalho. Em ficção para televisão o que mais gostei de fazer foi, sem duvida alguma, o 'Teorema de Pitágoras', um telefilme da SIC, do Gonçalo Galvão Teles. Fazia um triângulo amoroso com a Fernanda Serrano e a Patrícia Tavares. Em termos de entretenimento foi o Ídolos , claro .


Também apresentou alguns programas. Teve 'Rédea Solta' na TVI24, guardou os segredos do 'Secret Story', descobriu os dois primeiros 'Ídolos' de Portugal e agora elege diariamente 'O elo mais fraco' na RTP. Gosta mais de apresentar ou de representar?
Gosto muito das duas coisas e na apresentação acho que um apresentador deve experimentar todo o tipo de formatos, tal como o ator deve experimentar todo o tipo de personagens. Daí ter sido muito bom já ter feito um talento-show , um talk-show , um reality-show ( se bem que a nossa edição da Casa dos Segredos foi mais light que a segunda ) e agora o quiz show que é o Elo Mais Fraco . Mas continuo a ser ator também. Uma coisa não incompatibiliza a outra.

Voltando ao Ídolos... Em 2003 deu a cara pelo programa, nas duas primeiras edições do mesmo em Portugal. Ao seu lado teve Sílvia Alberto, com quem sempre teve uma enorme cumplicidade. Como é trabalhar com a Sílvia?
É a melhor coisa do mundo a seguir ao chocolate. A Silvia é uma grande amiga e uma ‘profissionalona’ de mão cheia. Ajudámo-nos e aprendemos imenso um com o outro. É sempre um prazer trabalhar com ela. Um privilégio mesmo.

 
O formato está de regresso à SIC. Os jurados e os apresentadores mudaram, e o formato é o mesmo mas com algumas mudanças. Assistiu às duas últimas edições do formato? O que tem achado?
A Claudinha e o Manzarra fazem aquilo muito bem, os jurados são ótimos e o Ídolos continua a ser, sem qualquer ponta de dúvida, o melhor programa da televisão nacional.

 No dia 10 de março deste ano, teve a oportunidade de realizar um sonho de há muito tempo: apresentar o Festival da Canção. Ainda por cima ao lado de Sílvia Alberto. A opinião geral foi que a dupla de apresentadores foi o melhor da noite. Como vê essa apreciação e o que achou dessa noite?
Se foi o melhor da noite ou não isso não sei, mas que foi um sonho tornado realidade, e que foi ótimo voltar a trabalhar com a minha Silvinha, isso é verdade. O público não é parvo e percebe quando as coisas são feitas com verdade, entrega, e alegria genuínas. Era o que se passava ali entre nós naquela noite e acho que conseguimos passar isso lá para casa. Foi das coisas que mais gozo me deu fazer. É que foi mesmo giro fazer o Festival!

 

O 'O elo mais fraco' continua no ar, 8 meses depois de ter começado. As audiências nunca foram superiores à concorrência, mas o programa manteve-se sempre acima dos 20% de share. Com a nova medição das audiências, tem estado constantemente perto dos 10%. O que acha dos resultados?
Isso não é verdade. Chegámos a ficar à frente do Peso Pesado, e se não tivéssemos intervalo no meio (coisa que a Casa dos Segredos e o Peso Pesado não), teríamos mordido ainda mais os calcanhares à “Casa”. Tanto é verdade que a TVI passou os diários de quinze minutos para 45 minutos pois nós fazíamos mais audiência que a novela que se seguia, quando os diários eram pequenos. Por isso correu maravilhosamente bem. 
 
O que tem a dizer do novo sistema de medição de audiências?
Quanto às novas audiências e a esta descida descabida da RTP, a única coisa que posso dizer é que são o absurdo total. Mas isso todo a a gente concorda. Ninguém acredita nas audiências da Gfk. Acredito que estejam a fazer o melhor trabalho possível mas já está provado que os painéis de representação estão mal elaborados. O que interessa é a reação do público na rua, ou através de cartas, mails, visitas ao estúdio, etc. Tem sido brutal. E mais: eram para ser só 60 e acabámos quase nos 200 programas . Mais de 1600 concorrentes, quase 50 mil perguntas. Correu sem dúvida muito bem, e sim, foi um sucesso de audiências, digam o que disserem, custe a quem custar (risos).

 

Já trabalhou nos três canais de televisão, tanto na representação como na apresentação. Consegue escolher algum canal ou acha uma pergunta ingrata?
Ingrata? Não. Já trabalhei em todos os canais, no ano passado decidi não continuar exclusivo da TVI para poder voltar a trabalhar em todos os canais para ter um maior leque de opções . Claro que acabo por ter menos estabilidade, nomeadamente financeira, mas tenho 32 anos e tenho é que me preocupar em tentar gerir a minha carreira o melhor possível, apostando na diversificação e não estando sempre a fazer as mesmas coisas . Como qualquer opção que se toma na vida tem os seus prós e os seus contras.
 
 O que acha da televisão portuguesa atualmente?
Acho que já esteve melhor, mas também já esteve pior. Falta arriscar, não ter medo, inovar um bocadinho mais. O Hugo Andrade tem arriscado um bocado e inovado e isso é bom, é um prazer trabalhar com o Hugo. A própria Júlia [Pinheiro], o Luís Marques e a Gabriela Sobral têm começado a ir por caminhos diferentes o que também é bom . Acho que é preciso é continuar nesse caminho e fazer ainda mais.



Já assistiu ao programa A Tua Cara Não Me É Estranha, da TVI? Porque acha que o formato tem tido um sucesso tão grande?
É um bom formato, muito bem feito e conseguido, mas eu continuo a preferir o Ídolos  (risos).

Quais são os projetos para o futuro, depois do Elo Mais Fraco terminar?
Vou esta semana para o Azerbaijão fazer os comentários do Festival Eurovisão da Canção, e cerca de 30 reportagens para os vários programas da RTP. Depois tenho projetos na área do cinema, filmes de animação, apresentação de galas, e lá mais para o fim do verão sou capaz de voltar à televisão.

RESPOSTA RÁPIDA
Um programa de televisão... Factor X e Elo Mais Fraco
Um filme... Magnolia e Nightmare Before Christmas
Um ator... Edward Norton e Johny Deep
Uma atriz... Nicole Kidman e Magie Smith
Uma música... Vertigem da Mafalda Veiga
Um sonho... If you can dream it you can do it
Gostaria de partilhar o palco com... Idina Menzel
Um ídolo... Le Petit Prince
O elo mais fraco na nossa sociedade é... A pequenez e maldadezinha de algumas cabeças
O Pedro é... Um tipo normal (Graças a Deus )

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 18
Convidado: Pedro Granger
Produção: André e João 
Fantastic 2012
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domingo, 15 de abril de 2012
Fantastic Entrevista - 16ª Edição



Nesta edição do Fantastic Entrevista a nossa convidada é Sílvia Alberto. Estivemos à conversa com a conhecida apresentadora da televisão e falámos da sua carreira, como tudo começou, dos programas da concorrências e do novo sistema de audiências, entre outros assuntos.


ENTREVISTA


Foi em 2000 que se estreou em televisão, na RTP1, dando a cara pelo programa Clube Disney. Na altura apresentou o formato com José Fidalgo e Alexandre Personne. Eram três jovens promessas no mundo da televisão. Como recorda esses tempos?
Estão entre os melhores que passei em televisão, por terem sido os primeiros, é certo, mas principalmente pela convivência com a excelente equipa da extinta produtora “Fábrica de Imagens”. Lá adquiri as bases para o trabalho que faço hoje. Eles foram os meus mestres e muitos são ainda hoje pessoas com quem gosto de me reencontrar, para relembrar o passado e passar em revista o presente.

Doze anos depois, Sílvia Alberto é uma das principais caras da televisão portuguesa, José Fidalgo continua a dar cartas no mundo da representação e Alexandre Personne estuda música em Paris, tendo, por opção, deixado a televisão de parte. Imaginava chegar até aqui cerca de uma década depois?
Claro que não, o futuro continua a ser uma incógnita, tal como era na altura. Acho que na altura tinha pouca consciência de estar a iniciar-me no caminho que ainda hoje percorro. Guardo saudades do Alex, e espero que esteja muito feliz com as decisões que tomou. Lembro-me que a música fazia parte da vida dele. Não havia viagem que não fizesse de auscultadores a ouvir música. O Zé, sei que sentia que era boa pessoa. Os nossos caminhos cruzam-se pouco agora. Espero que esteja feliz. Mas a esta distância acredito que qualquer um deles guarde boas memórias daqueles tempos em que palmilhávamos o país de lés a lés.

Desde sempre pensou ser este o seu 'mundo', a televisão? Quais eram os seus sonhos antes dos 20 anos, altura em que começou a apresentar programas?
Nunca imaginei que este viesse a ser o meu caminho, mas quando simpaticamente me sorriu, achei que devia investir na oportunidade que me estava a ser dada. E aqui estou. Antes, muito antes, pelos 10, 12 anos, sonhava ser escritora, depois pelos 16, 17 anos queria ser advogada, aos 18 tinha a convicção de que poderia ser actriz. Ainda bem que aceitei o que a vida meu deu, não me arrependo. Embora as artes e as letras me acompanhem até hoje como prazer maior.




Depois do Clube Disney seguiram-se outros formatos na RTP. Em 2002 estreia-se na SIC, como repórter em Catarina.com, que era apresentado por Catarina Furtado. Mas foi em 2003, com a chegada do Ídolos a Portugal, que se tornou definitivamente uma das caras mais conhecidas do grande público. Concorda com isto? Porquê?
Concordo sim. Foi com o Ídolos que cheguei ao grande público. Um formato, na altura inédito em Portugal, e de grandes audiências. A apresentação em directo e em horário nobre implicava grande responsabilidade e obrigou-me a evoluir.

A seguir ao Ídolos ainda apresentou vários programas na SIC (chegou até a experimentar as manhãs da SIC, dando a cara pelo SIC 10 Horas), mas em 2005 abandona a estação, depois do final abrupto do Senhora Dona Lady. O final deste formato teve alguma coisa a ver com a sua saída? Quais foram os motivos que a levaram a trocar de canal?
Este assunto está gasto. A nova direcção não apostou em mim e eu apostei em sair. Se me permite, ainda hoje acho que apostei correctamente.

O que acha do formato, atualmente apresentado por Cláudia Vieira e João Manzarra? As bases estão lá, mas o Ídolos 3, 4 e 5 apresenta diferenças em relação às duas primeiras edições. Tem visto o desempenho dos seus colegas?
Estou muito longe dessa realidade. Passaram-se oito anos. Hoje não posso deixar de soltar grandes gargalhadas quando revejo as edições que apresentei. Do guarda-roupa, à postura, tudo me parece datado e desactualizado. A televisão está diferente e o formato seguiu os tempos. Não comento as edições mais recentes nem as prestações, para opinar o meio está cheio de amadores e de profissionais especializados e de críticas às vezes muito duvidosas...




 Na RTP 1 foi ganhando espaço e tem apresentado programas de grande entretenimento. O primeiro, neste 'regresso a casa' foi o Dança Comigo e logo depois, em 2007, o Aqui Há Talento, ambos com resultados audiométricos bastante bons. A que acha que se deve este sucesso?
Talvez o mesmo fenómeno que se passa com “A tua cara não me é estranha”, para mim a melhor aposta da TVI dos últimos tempos. Programas despretensiosos, familiares, de puro convívio, com um certo grau de imprevisibilidade e muito boa disposição. Qualquer um dos três poderia substituir uma noite de Trivial Pursuit ou Party&Co com os amigos. Se me faço entender.


Depois disso, seguiram-se outros formatos como a Operação Triunfo, Febre da Dança ou Último Passageiro. Contudo, alguns destes não foram tão bem aceites pelo público. Preocupa-se com as audiências? Porque acha que obtiveram estes resultados?
Eu não colocaria a Operação Triunfo nesse rol, até porque, segundo me recordo, não é bem verdade se comparar com os valores das edições anteriores, sem esquecer ainda a mudança do mercado e o posicionamento da estação. A OT esteve quase sempre acima da média da RTP. Quanto aos outros dois formatos, não me cabe comentar factores como valores de produção, horários de exibição ou possibilidade financeira de investimento em promoção. A meta de um apresentador, creio, será sempre fazer bem o seu trabalho, e acredite, trabalhei tanto para esses formatos como para qualquer outro.

O que tem a dizer do novo sistema de medição de audiências, que tem gerado alguma polémica pela grande queda da RTP em relação às outras estações?
Tenho acompanhado a imprensa nacional, e dado o relato dos incidentes registados, não me parece que subsistam quaisquer dúvidas que demoraremos a ver restabelecida a confiança no sistema.


Tem sido, nos últimos anos, a cara do Festival RTP da Canção. Como tem sido a experiência? E como foi partilhar, este ano, o palco com Pedro Granger?
É sempre uma honra apresentar uma efeméride que conta com quarenta e oito anos de história, e por onde já passaram tantos rostos ilustres e grandes músicos portugueses. A partilha do palco com o Pedro foi divertida, a matar saudades dos bons velhos tempos.

O que acha que falta à televisão portuguesa atualmente?
Como disse, opiniões são opiniões. Acho que a medição de audiências está desajustada à forma como hoje consumimos televisão. Hoje, consumo televisão como consumo internet, quando um produto me interessa, deixo a gravar e vejo quando me convém, não respeito horários de exibição. Acredito que sejamos muitos a fazer o mesmo. Ter o poder de seleccionar é a verdadeira revolução, mas apurar estas visualizações é ainda impossível. Só assim poder-se-ia apostar em conteúdos renovadores, em ideias pensadas em português e para os portugueses. Isto, claro, na convicção de que há espectadores para esses novos conteúdos.


O que pode revelar sobre o novo programa musical que tem preparado para a RTP1?
Que está gravado e que a seu tempo será exibido. Muito antes disso estarei de regresso ao écran com outro projecto.


EM POUCAS PALAVRAS

A série da minha vida... Twin Peaks. As do momento, “Downtown Abbey”, “Era uma vez” e antes desta “American Horror Story”

O meu programa preferido.... Viajar, Conan O’Brien, Nada de Especial, America’s Next Top Model….e muitos outros.

Uma referência na televisão... Steve Cooper, David Letterman

Uma atriz/um ator... Daniel Day Lewis, Ralph Fiennes, Cate Blanchett

Uma música... Hurt, Jonhny Cash

Uma companhia perfeita... Uma fatia de bolo “Floresta Negra” e a Lolita do Nabokov.

O par ideal na apresentação... Há muitos bons pares, mas o ideal não existe. É muito mais difícil trabalhar em dupla.

A Sílvia é... Amanhã digo-lhe.

Um objetivo de vida... Como dizia o Variações: “Quero é viver” (…)“Espero sempre um amanhã.” (…) “Interessa-me o que está para vir.” (…) “… encontrar, renovar, vou fugir ou repetir.”

Aqui fica a letra para me perceber melhor:

Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer




FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 16
Convidada: Sílvia Alberto
Produção: André
Colaboração: João Miguel
Fantastic 2012

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domingo, 18 de setembro de 2011
Fantastic Entrevista - 13ª Edição



Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Hugo F, ex-concorrente da Casa dos Segredos. No dia em que a 2ª edição do programa estreia em Portugal, estivemos à conversa com o agora DJ, que nos falou sobre a experiência no programa e revelou alguns segredos sobre o programa.


ENTREVISTA

1 - O que o fez entrar para a Casa dos Segredos?
R: Ambição e o sonho de tentar participar num reality show, para poder pagar a minha casa, caso ganhasse o primeiro prémio.

2 - Seguiu o Big Brother e os formatos anteriores à Casa? Já tinha uma estratégia antes de entrar no jogo?
R: Segui apenas o Big Brother I, na época do Zé Maria, Mário, entre outros concorrentes.
Foram no fundo os pioneiros, sendo assim não arranjei estratégia nenhuma, mas fui eu mesmo.

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 3 - Como lidou com a polémica gerada à volta do seu segredo tão controverso?
R: Lidei bem, pois no fundo conheci algumas pessoas que tiveram na mesma situação que eu, o que demonstra a verdade no meu segredo.

 4 - Dentro da casa, fazia ideia do que se falava e se via cá fora?
R: Não tinha noção de nada, apenas que estava fechado e chegava ao ponto de pensar imensas vezes o que estarão a pensar de mim.
 
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5 - Neste momento está numa relação com Ana Isabel. Essa paixão foi crescendo depois da saída do programa ou foi imediata dentro da Casa?
R: Na casa não sentia nada pela Ana, a não ser laços de amizade. Fomo-nos conhecendo cá fora, estávamos muitas vezes juntos e tornou-se em paixão no final de Agosto.

6 - O que foi mais difícil para si durante a sua estadia na Casa?
R: Mais difícil foi estar longe das pessoas que eu amo, preocupou-me imenso pela saúde dos meus familiares.

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7 - Sempre se assumiu como um jogador nato, contudo muitas das suas apostas não estavam certas e acabava por complicar o que à vezes era demasiado óbvio, porquê?
Sim joguei bem, fui a pessoa que mais tocou em segredos e que deu segredos, toquei no segredos da Andreia mas o Ivo tinha ido tocar na campainha mais cedo que eu. Dei à Jade o segredo do Hugo M. e da Joana, descobri o da Catarina, toquei no segredo do António e descobri o segredo da Ana Isabel e do Vítor, mas tentava proteger o casal. Fui um jogador acima de tudo. 

Agora o mais engraçado era a Voz, quando ia ao confessionário, ia tocar em alguns segredos mas ela desviava, e dizia-me “ Hugo esteja atento ao que inserimos na casa, vê o que esta no fundo da piscina, nas árvores, e na decoração“, isto para desviar-me do segredo do Ivo “ obsessivo compulsivo... Nem todas as imagens eram passadas cá para fora, será que eu estava errado, ou apenas a produção tentava desviar-me do que era mais óbvio?!

 8 - Qual foi para si o melhor momento na Casa dos Segredos? E o pior?
R: Melhor momento, não recordo porque todos os momentos foram muito bons! Não existe um melhor, mas posso referenciar certos momentos: festas das 6º feiras, quando dancei com a Ana “ Uprising" dos Muse na cozinha, entre outros.
Piores momentos não recordo a não ser o desgaste psicológico que temos ao fim de uns meses :)

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 9 - Mantém contacto com alguns ex-concorrentes? Quem?
R: Ana Isabel, Jade, Daniela, Andreia, Catarina, Zé Miguel.


10 - Como ficou a sua relação com os membros do grupo designado por "Boi Marinho", na altura seus principais adversários em jogo?
R: Relação que tive com eles era dentro da casa, cá fora apenas falamos de longe a longe, embora se veja que eles já não se falam.

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11 - Arrepende-se de alguma coisa?
R: Não me arrependo de nada.
 
12 - Quase um ano depois desta aventura ter começado, estreia a nova temporada. Acha que esta edição vai obter mais ou menos sucesso que a anterior. Porquê?
Acho que na nova edição, a mais valia é a Teresa Guilherme, no fundo ela é a pioneira dos reality shows e todos os portugueses a adoram. Agora quanto aos concorrentes... tenho certeza que é mais fácil para eles agora, porque já conhecem o formato do programa e também já sabem os limites e sabem principalmente que tem que ser coerentes com tudo.
Acho que neste reality show vai haver pessoas que foram escolhidas para ter certas atitudes, mas no fundo não são elas mesmas, mas sim um boneco que se encaixa para determinada personagem, enquanto no primeiro programa, no qual eu entrei, todos éramos naturais e não sabíamos a imagem que ficava cá para fora. 

13 - Actualmente podemos vê-lo como Dj Dabelo em várias discotecas do país. Quando surgiu esta actividade? Como está a correr?
Como Dj Dabelo está correr muito bem, tenho tido bastantes datas fechadas e bastante aceitação pelas discotecas. Tenho posto boa música latina, house comercial, progressivo e as pessoas adoram quando vou actuar. As casas estão sempre ao rubro e todas elas ficam satisfeitas com o meu empenho e isso sim é o mais importante.
A actividade surgiu quando tinha 18 anos em casa de um amigo. Depois do reality show então resolvi tirar o curso na Casa da Música em Ofir.

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14 - Acha que foi bem tratado pela TVI no último ano? Gostava de ter tido algum projecto em televisão?
Acho que fui bem tratado pela TVI até Janeiro de 2011, desde lá nunca mais fui contactado, embora muitas pessoas digam que gostariam de me ver na televisão, porque tenho uma boa imagem, tenho educação e podia singrar no mundo da representação, caso me dessem oportunidade. Penso que podia trazer sucesso a televisão e mais audiências, visto que na minha vida sempre tive sucesso por onde passo e passei.

 15 - Quais são os seus projectos para o futuro?
R: Os meus projectos neste momento passam pelo mundo da moda, onde estou inserido na cadeia de lojas Marques Soares, a representar várias marcas de roupa de topo.
Passam também pelo mundo da música, onde tenho alguns projectos, e também pela representação, pois vou entrar na serie“ Irmão de Sangue“ e vou por sua vez convidaram-me para mais outro “ 500 Call Girl “.

EM POUCAS PALAVRAS

Praia ou Campo? Adoro mais Praia do que campo.
Inverno ou Verão? Verão :) mas as vezes a chuva sabe bem para estar em casa.
Dia ou Noite? Gosto muito do dia, aproveitar ao máximo.
Sozinho ou Acompanhado? Sozinho quando é necessário mas acompanhado é sempre um ombro amigo.
Modelo ou DJ? Juntar o útil ao agradável, as duas coisas.
Lisboa ou Porto? Porto porque é uma cidade que conheço, mas Lisboa quem sabe nos horizontes.

Um dia perfeito é com... alegria, amor, paz e sossego.
O melhor do Verão foi... sentir a liberdade junto ao Mar.
A mulher da minha vida é... a mulher que ficar, porque não prevejo o futuro, vivo apenas o dia a dia.
A pessoa mais importante para mim é... os meus pais e claro a Ana também.
O meu ídolo é... José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
O Hugo Felgueiras é... alegre, bem disposto, sorridente, activo, optimista e criativo, adora amar e sentir que está bem vivo.


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 13
Convidado: Hugo Felgueiras
Produção: André e Cláudio
Colaboração: João Miguel
Genérico: Cláudio
Produção: Fantastic 2011

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Fantastic Entrevista - 12ª Edição



Nesta edição do Fantastic Entrevista a nossa convidada é Marta Cardoso, que ficou conhecida do grande público pela sua participação no Big Brother 1. Marta nasceu há 33 anos em Loures. Quando concorreu ao ‘Big Brother’ estudava comunicação Social e trabalhava no bar do pai. Hoje é coordenadora do curso de TV da Escola Luxus, em Lisboa, trabalha em televisão, apresenta ‘Big Mundo da Marta’ na Rádio Voz de Alenquer. Recentemente abriu a escola Fame - Fábrica de Artistas. 



1) É jornalista, já escreveu um livro, já esteve num circo, já conheceu tribos. O que ainda lhe falta fazer?
Tudo, a vida é uma aprendizagem constante ;)

2) Quando entrou no Big Brother, no dia 3 de Setembro de 2000, tinha noção que 11 anos mais tarde estaria no lugar onde está hoje?
Claro que não mas também nunca fui de fazer planos a longo prazo... preciso viver cada dia como se fosse o último.


3) De certo modo, será sempre conotada pela 'Marta do Big Brother', isso trouxe-lhe alguns benefícios?
É um nome como outro qualquer, não me magoa nem é prejorativo. Agora, benefícios... o que tenho e sou é fruto do que semeio todos os dias.

4) Tinha pouco mais de 20 anos quando sai do Big Brother. Olhando para trás, tinha tomado alguma decisão diferente?
Faria tudo exactamente igual.


5) Nos meses seguintes, depois fim do BB, existe um prolongamento ao próprio concurso, quer por parte da imprensa, quer por parte da TVI, com programas como o "Big Estrelas" ou o "Mulheres de A a Zé". Acha que os concorrentes tiveram o tratamento merecido por parte da estação?
Não sei se foi merecido ou não, foi fruto das circunstancias da época e justificava-se naquela altura.

6) Uma das frases mais ouvidas nos reality-shows é que existem momentos em que até se esquecem que estão a ser filmados. Afinal, isto é mesmo verdade? Que outras situações semelhantes são realmente vividas pelos concorrentes?
Sim, é verdade. Mas só posso falar por mim, que não tinha a minima referencia do que era um reality show, de como as imagens eram vistas, tratadas, editadas ou interpretadas... acredito que o mesmo pode acontecer com outros concorrentes.

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7) Enquanto era emitido o Perdidos na Tribo, a RTP teve no ar a série Último a Sair, uma sátia a programas como o BB ou a Casa dos Segredos. O que pensa do formato? Se tivesse sido convidada para participar, tal como o Marco ou o Mário do BB foram, teria aceitado?
Gostei bastante do formato, estava muito bem feito! mas não sei se aceitaria - não pelo formato - mas porque não tenho o mínimo jeito para representação...

8) Licencia-se em Comunicação Social e começa a trabalhar na imprensa escrita, em rádio e depois em televisão. A Marta antes do BB já sonhava com o mundo do jornalismo?
Sim, era esse o meu caminho. Quando entrei no BB tinha acabado o primeiro ano da licenciatura em Comunicação social.

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9) Tem-se focado mais no jornalismo dito cor-de-rosa. É por esse caminho que quer seguir? Porque, invertendo os papéis, a Marta nunca deixou de expôr parte da sua vida mas, curiosamente, nunca a vimos em grandes escândalos.
A minha vida foi invadida pelo BB o que fez com que eu acabasse por ser "empurrada" para o jornalismo cor-de-rosa. E eu não sou ingrata, aceito aquilo que a vida me dá, mesmo que o questione.

10) Entra no Circo das Celebridades e é a grande vencedora. O que acha que levou o público a escolhe-la a si desta vez?
Não faço ideia mas na verdade nunca deixei de sentir o carinho das pessoas ao longo destes 11 anos. Pode ter sido esse o motivo.

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11) É também em 2006, com o Circo das Celebridades, que começa uma "parceria" com o José Castelo Branco que depois se prolonga n' "O Calor da Tarde" e agora em "Perdidos na Tribo". Como é a convivência diária com esta personalidade caricata?
É mais uma aprendizagem :)

12) Esteve 21 dias perdida na tribo. O que ainda existe mais a dizer sobre esta sua aventura?
O ser humano tem capacidades que desconhece e que só se revelam quando confrontado com as coisas. Eu descobri as minhas ;)

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13) Uma das regras de Perdidos na Tribo era a impossibilidade de falar com familiares e amigos que ficaram em Portugal. A Marta contou a uma publicação que conseguiu quebrar essa regra e falou com o seu filho. Porque fez isso? Foi a única infracção às regras cometida durante os 21 dias na tribo, por si ou outro concorrente?
Porque fiz? Porque essa foi uma das condições para que eu aceitasse ir e não foi cumprida. Quando deixam de me respeitar não há motivo nenhum para que eu, em nome do respeito, me prive de ouvir a voz do meu filho. Voltaria a fazer igualzinho!


14) Outra faceta que muitos não conhecem é que a Marta também é formadora. O que tem a formadora Marta Cardoso aprendido com este desafio? Quer explicar-nos no que consiste estes workshops que tem feito pelo país?
Formar alunos permite rever-me há muitos anos atrás, ajudar outros como eu fui ajudada e partilhar a minha experiência profissional e de vida. Por isso, recentemente criei o projecto FAME - Fábrica de Artistas. Para mais informações basta consultar www.fame.pt

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15) Para trabalhar no mundo da televisão, o que é necessário?
Dar-lhe a importância que ele tem e amar aquilo que se faz. o resto só nos influencia se nós deixarmos.

16) O que é que gostava de fazer no futuro?
Continuar a aprender, como até aqui. É suficiente :)


RESPOSTA RÁPIDA

Verão ou Inverno? Verão
Dia ou Noite? Dia
Livro ou filme? Livro
Fazer televisão ou fazer rádio? Ambos
Big Brother o Secret Story? Big Brother
Perdidos na Tribo ou Circo das Celebridades? Circo das Celebridades

A música da minha vida é...
são as que o meu filho canta.
Não vivo sem... amar.
Um sonho de infância... ser cirurgiã plástica.
Gostava de trabalhar com... Teresa Guilherme.
O meu lema é... equilíbrio.
A Marta Cardoso é... uma cidadã do mundo.


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 12
Convidado: Marta Cardoso
Produção: André e Cláudio
Colaboração: João Miguel
Genérico: Cláudio
Produção: Fantastic 2011
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Fantastic Entrevista - Edição nº 9


Esta semana, no Fantastic Entrevista o nosso convidado é Bruno Simões, que actualmente interpreta o papel de Jorge em Morangos com Açúcar. Nesta conversa iremos conhecer melhor este actor que para além da carreira em teatro, ficou conhecido do grande público depois de dar vida a Cajó, na novela O Teu Olhar, da TVI. 

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Olá Bruno Simões, bem-vindo ao Fantastic Entrevista!  


1. Como é o Bruno Simões longe das câmaras?
O Bruno longe das câmaras é o mais normal possível. Adoro estar em casa com o meu cão ao colo e dar-lhe muitos mimos, pelo tempo que estou fora.
 
2. A boa disposição, característica da maioria das suas personagens, é também uma característica própria?
O Bruno longe das câmaras é o mais normal possível. Adoro estar em casa com o meu cão ao colo e dar-lhe muitos mimos, pelo tempo que estou fora.

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3. Para além da representação, tem algum talento escondido? O que gosta de fazer nos tempos livres?
Talento escondido. (Risos) Nada de nada, gosto de dançar mas... está tão escondido que não se deve ver nunca. Nos tempos livres gosto de dormir, de descansar e muita praia, cinema e amigos, amigos e mais amigos!

4. Como foi o seu percurso desde criança e até iniciar a sua carreira?
Desde criança?! Começou tudo em 1971 e... estou a brincar. Tive uma infância normal e feliz, a sério. O teatro era algo que nunca tinha pensado na vida, até que fui a grupo de teatro amador com dois colegas da escola secundária. E foi aí que tudo começou. O encenador do grupo desafiou-me a ficar e eu aceitei. O engraçado é que eu fiquei e os meus amigos não. Depois fiz o curso (que nem sei como entrei!) e ainda hoje aqui estou. Ficarei até quando me deixarem. Acho que foi tudo uma questão de sorte e de muitos acasos que foram acontecendo.

 

5. A sua carreira começou no teatro, em 1991, no grupo «Os Farpas», mas integrou muitos outros grupos e projectos até hoje, interpretando textos de vários escritores muito conhecidos. Com que idade nasceu o gosto pelo teatro? E como tudo aconteceu?
O teatro aparece por acaso e como um acidente. Eu fui com dois amigos que se queriam juntar a um grupo de teatro amador, "Os Farpas", mas o encenador pediu-me também para ficar e tentar. Eu fiquei, os amigos não. Depois, num festival de teatro amador recebi um prémio de melhor interpretação e depois veio o curso e depois os convites e nem sei como ainda aqui estou! Porque foi tudo um acaso e de repente já cá estava. Mas sempre gostei de teatro e ía ao teatro e ao cinema e sempre achei que eu podia fazer aquilo não tão bem mas sim eu podia, mas nunca pensei nisso a sério.

Na peça Uma Família Portuguesa, no Teatro Aberto.

6. Sente que o teatro é um porto de abrigo ou a essência que não quer nem pode largar?
Sem dúvida. É como quando estamos mais fragilizados vamos para casa da mãe pedir colo. O teatro tem isso, é aquele sitio onde vamos buscar a força e a energia. É aquilo que nos relembra o motivo pelo qual lutamos tanto, por uma profissão que deveria ser mais dignificada pela sociedade civil. É um meio onde nada é fácil e onde existem imensos obstáculos.

Bruno Simões ganhou popularidade junto do grande público como Cajó, em "O Teu Olhar".

7. Em televisão, o primeiro projecto foi na telenovela “Ganância” da SIC, mas é em 2003, na personagem do divertido Cajó, em “O Teu Olhar”, na TVI, que ganhas bastante destaque. Como recorda essa personagem? Que mais lhe marcou nessa produção?

O Cajó.... Coimbra.... Meu Deus..... Foi quando percebi que em televisão temos de ser muito rápidos a encontrar o personagem a decorar textos e a arriscar mesmo sem ainda termos o feedback do público. Foi fantástico! Tive a sorte de ter uma equipe técnica do melhor que há em televisão, um grupo de actores fantástico, e depois a sorte de haver uma certa protecção da minha pessoa e explicarem-me bem o que era este mundo. Foi muita sorte mesmo e não vou esquecer nunca o Cajó.

8. Foi, uma vez mais numa personagem cómica, em “Morangos com Açúcar” que voltou a ter bastante reconhecimento, sobretudo junto dos mais novos. É bom trabalhar com tantos jovens com o sonho de serem actores?
Trabalhar com os mais novos tem uma enorme vantagem. Eles ainda têm o sonho muito presente, o fascinio, o desejo, a vontade etc etc. E para nós, mais velhinhos, que muitas vezes já estamos fartos deste país e de não haver política cultural, começamos a baixar os braços. Eles, com aquela força, fazem com que eu acredite de novo e que lute com eles. E, também, que eles acham que aprendem com os mais velhos mas nós também aprendemos muito com eles. E depois estar tanto tempo com eles é quase viver com alguém da familia.
 
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O actor como Jorge em "Morangos com Açúcar VIII"
9. Algumas pessoas acusam os ‘Morangos’ de ser um produto fácil de fazer, isso é mesmo verdade ou é o inverso face à inexperiências de muitos jovens actores?
Acho que quem diz isso, não imagina o que os técnicos e os actores trabalham durante a semana. Uma semana que dura de segunda a sábado, com doze horas de trabalho por dia, onde todos dão o seu melhor para que o público se divirta em casa. Os actores que têm os Morangos Com Açúcar como primeiro trabalho de representação,  chegam lá ainda inexperientes. No entanto, quando se chega ao final deste projecto, os actores terminam com uma enorme bagagem.
10. Viver unicamente do teatro é possível?
Completamente impossível. A não ser que se pertença a uma companhia que tem subsídio e pode pagar ordenados mensais.

 
 
11. Cinema é um projecto a realizar?
Felizmente, já tive a sorte de poder participar numa longa-metragem do Francisco Manso, "O Assalto ao Santa Maria". Amei a experiência no cinema e gostava de repetir. Fico à espera de convites, estarei sempre receptivo a novos projectos e novos desafios. Afinal, é disso que vive um actor.
  
12. Nos próximos tempos, ainda vai estar em gravações com os Morangos com Açúcar. Que outros projectos guarda para o futuro?
O futuro.... Bom, o teatro vem em força, em Maio vou estar na Filândia, num Festival Internacional com a Peça encenada pela Cristina Carvalhal 'Uma Familia Portuguesa'. Em Julho, estreio no Teatro da Trindade, na sala estúdio um peça com a Carla Vasconcelos (a Papoila). Em Setembro, vou estar em Boston, USA, no Festival de Tennessee Williams e em Novembro estreio uma outra peça com encenação do Bruno Bravo, com um texto de Brecht. Em televisão ainda não sei.

 
EM POUCAS PALAVRAS...

A música da minha vida?
É difícil escolher umas porque ouço e aprecio todo o tipo de música.

Um momento inesquecível?
O dia que a minha Avó me viu em palco.

Um livro que me marcou?
Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez.

Um objecto do qual não prescindo?
Já não é possível viver sem o telemóvel.

A primeira coisa que faço ao acordar?
Tentar arrastar-me até a banheira para começar o dia cheio de energia.

As mulheres?
Odiamos esse facto mas sabemos que não podemos viver sem elas.

Uma personalidade?
Barack Obama

Um grande espectáculo?
O caminho para Meca.

O Teatro?
A minha vida.

A vida?
A representação.

O Bruno?
Nem eu ainda sei bem quem é. (risos) Um actor em constante aprendizagem com tudo e todos que os rodeiam.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 9

Convidado: Bruno Simões
Produção: João  e André
Colaboração: Cláudio
Genérico: Tiago Bento
 Produção: Fantastic 2011
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