Mostrar mensagens com a etiqueta Morangos com Açúcar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Morangos com Açúcar. Mostrar todas as mensagens
domingo, 9 de junho de 2013
Fantastic Entrevista - 39ª Edição

 

Nesta última edição da 4ª temporada do "Fantastic Entrevista", estamos à conversa com Duarte Gomes, que está atualmente a gravar a novela "Os Nossos Dias" da RTP1. O ator que se tornou conhecido por apresentar a série "As Pistas da Blue" poderá ser visto ainda no filme "Bairro" a partir de 27 de junho. Ao Fantastic, Duarte revela um pouco mais da sua carreira. Venha conhecê-lo!

ENTREVISTA

1-A nova novela da RTP1 já está a ser rodada. O que nos pode dizer sobre o enredo desta nova história e o que pensa sobre a mesma?
O enredo vive à volta de pessoas actuais com problemas actuais. Crise, desemprego, emigração, dificuldades de acesso à saúde, chegada à reforma, empreendedorismo, corrupção, são uns dos muitos temas abordados. A forma como estes temas estão a ser abordados esta a ser na minha opinião muito bem conseguida e esta aposta da RTP tem tudo para ser bem aceite pelo público.

 
2- O que o levou a aceitar o convite para integrar este elenco da novela ''Os Nossos Dias''?
A ficção aliada à actualidade é um desafio bastante interessante. O conteúdo dos projectos é o mais importante.


3-A RTP1 tem poucas novelas em exibição actualmente. Acha que a ficção na RTP devia ser uma maior aposta?
Quanto mais apostas na ficção nacional houver melhor, todos ficaremos a ganhar.  Mas também não me parece justo dizer que a RTP não o tem feito. A RTP tem feito projectos muito interessantes na área da ficção como o “Conta-me como foi”, “Depois do Adeus”, “Sinais de Vida”, etc. Este é mais um projecto que penso que irá ter carimbo de sucesso.


4- Como é que percebeu que queria ser actor?
Existem vários momentos que trazem consigo essa sensação que estamos na “profissão certa”, quando estamos num projecto que nos preenche a 100% e que consequentemente recebe críticas positivas por exemplo.


5 - E quando é que teve essa ideia pela primeira vez?
A primeira vez que tive essa sensação foi aos 15 anos quando estava a fazer as provas de acesso para a Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo em que percebi que se não fosse um dos 20 seleccionados que não saberia o que fazer, o que escolher, qual seria passo seguinte. Fiz como se diz no poker um “all in” naquelas provas, apostei tudo e correu bem. Obviamente não se tratava de um “caso de vida ou de morte”, mas não sei se teria seguido esta profissão se aquele passo tão cedo na minha vida não tivesse corrido bem.


6 - Desde sempre foi o seu sonho?
Posso dizer que desde muito novo tornou-se o meu principal objectivo, visto que como disse anteriormente comecei a estudar representação aos 15 anos, mas a minha primeira escolha era tornar-me piloto de aviação comercial, objectivo que ficou completamente apagado assim que pisei o palco.

7 - O teatro tem sido uma aposta atualmente. Há muitas diferenças entre teatro e televisão? Qual dos estilos prefere?
A principal diferença está no processo de trabalho que é totalmente diferente. Outra das grandes diferenças está nas técnicas utilizadas por parte do actor que também são diferentes, a técnica de representação para camara é um pouco diferente da utilizada para teatro. E depois existe obviamente a “pressão” de enfrentar todos aqueles olhos postos na nossa direcção “in loco” no caso do teatro. Mas no fim o que procuramos para os dois é o mesmo, que as expressões de quem nos vê se tornem em sorrisos ou lágrimas. Não tenho preferência, o que desejo é poder conciliar tudo o que gosto de fazer, teatro, cinema, televisão, dobragens, locuções, só assim me sentirei completo.

EM POUCAS PALAVRAS

 Uma característica... Honestidade.

Uma pessoa... Família e amigos, felizmente vivo rodeado de várias pessoas essenciais para mim, não tenho como destacar uma.

Uma novela... “Os Nossos Dias” claro!

Um filme... Ui, tantos…

Um sonho... Atingir os meus objectivos nunca abdicando da felicidade

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 39
Convidado: Duarte Gomes
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013
Ler Mais
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Fantastic Entrevista - 36ª Edição


Nesta edição especial do "Fantastic Entrevista" estamos à conversa com Isabel Medina, uma das actrizes mais consagradas no nosso país. Actualmente podemos acompanhá-la em "Mundo ao Contrário" da TVI, mas estacara bem conhecida do público já fez parte de inúmeras produções nacionais, muitas delas verdadeiros marcos na ficção portuguesa. Recorde connosco a vida de Isabel Medina!

ENTREVISTA


http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Nee02e50e/3545975_qyIHU.jpeg

1 - Para além de actriz é também argumentista, dramaturga e encenadora. Já fez teatro, cinema e televisão. Se lhe pedissem para descrever Isabel Medina, de que forma o faria?
Sou, desde pequena, muito curiosa, a querer abarcar todos os conhecimentos relacionados com o Homem e o Mundo, leitora quase compulsiva, frequentadora de todos os cursos, seminários, encontros que me pudessem alargar o saber. Nasci, felizmente, em África, numa época em que Portugal vivia os cinzentos e sombrios tempos da ditadura. Aprendi com o meu pai que ignorância é escravatura, saber e informação são liberdade. Ele, que me ensinou a ler aos dois anos, queria que um dia eu pudesse viver em liberdade. A Arte é libertadora e foi esse o caminho que quis seguir. A Arte é sempre revolucionária, e foi essa a minha escolha. Tudo a que me dedico tem a ver com a criação. E sou feliz quando crio. Alimento-me, respiro, vivo. Tão simples como isto: nesta sociedade global à beira do precipício, é a criação que me dá força para continuar, e a família, força para amar.

2 – Somam-se ao longo da sua carreira dezenas de peças de teatro. Como descreve a sensação de representar num palco em oposição à representação em frente às câmaras?
Representar num palco é completamente diferente do que representar para a câmara, e ambos são estimulantes e desafiadores.  Mas até bastante tarde na minha vida, não percebia qual a graça de fazer televisão, já que eu própria não via, nem estava interessada. Por isso dedicava-me apenas ao Teatro, a essa relação tão íntima e orgânica com o público! Mais tarde, quando finalmente aceitei fazer televisão, percebi que o prazer de representar era grande, a técnica e a procura da personagem é que eram diferentes. E apaixonei-me pela interpretação frente às câmaras. Estes dois meios tão distintos – um orgânico e irrepetível (o Teatro), outro mais mecânico e perene, mas igualmente criativo e desafiador, não se podem comparar e são ambos necessários ao actor. 

http://img0.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/rtpmemoria/images/f8/f8f658e0efb43c5a6b1aac940727a792&w=490&sx=7&sy=23&sw=713&sh=535&q=75


3- “Duarte e Companhia” é, hoje, uma das séries de culto em Portugal. A que se deve este sucesso?
“Duarte e Companhia” foi uma pedra no charco na programação da altura, pela irreverência, a dinâmica, o “nonsense” e a alegria que transmitiu! Foi o “Monty Python” português… Quase sem meios e com pouco dinheiro, a série venceu pela inocência e frescura, pela dedicação e boa disposição do Rogério Ceitil e de toda a equipa! E também pela conjuntura social, uma época em que eramos mais felizes.

4 - Acredita que hoje em dia seria possível produzir um fenómeno semelhante a este? 
Hoje não é impossível, mas mais difícil! Os portugueses já não são um povo feliz e perderam a inocência! Existem criadores mais jovens, inteligentes e irreverentes que estão a tentar encontrar formatos novos que possam produzir um efeito semelhante. A verdade é que as televisões generalistas têm medo de arriscar. “Odisseia” na RTP foi de louvar e, no entanto, o público não aderiu! Talvez porque já não seja capaz de perceber a graça inteligente, porque está deprimido e alienado, não sei. Mas “Odisseia” fará história na ficção de humor em Portugal. Talvez venha a acontecer num dos novos canais por cabo que saiba ousar. O Canal Q das Produções Fictícias é uma possibilidade.


http://3.bp.blogspot.com/_a4SDMDFRwO4/SiltvG1vvfI/AAAAAAAAEHU/xMdH-UDotBc/s400/2009+Pre%C2%A6%C3%BCmios+Guia+dos+Teatros+Lui%C2%A6%C3%BCsRocha_+024.jpg

5- Fez parte das equipas que escreveram as séries “Jardim da Celeste” e “Ilha das Cores”, para a RTP2. Duas séries que marcaram duas gerações diferentes, mas que em ambos os casos provaram que é possível fazer-se programas educativos e em português. De que forma este tipo de projectos  tem impacto na vida e educação dos mais novos?
Coordenei e supervisionei as equipas de escritores dessas séries da RTP2. São ambas na linha pedagógica e lúdica da “Rua Sésamo” e tenho orgulho em ter feito parte delas. Por trabalhar com uma equipa notável, de que fazia parte a Teresa Paixão, Chefe do Departamento de Infantis e Juvenis da RTP2, uma mulher muito sábia e criativa, que teve e tem uma enorme aptidão para o cargo e que, como eu, acredita que saber e informação são o que de mais importante há para uma educação em liberdade consciente. Outra grande figura foi a Maria Emília Berderode Santos, Coordenadora Pedagógica, infinitamente culta e preparada, rodeada de uma boa equipa de psicólogas. 

Trabalhar com estas duas grandes mulheres foi definitivo para o sucesso de “O Jardim da Celeste”. Embora a Maria Emília não tenha feito parte de “Ilha das Cores”, a sua herança contribuiu para o êxito da série. Ainda hoje se reconhece o impacto das séries, já que foram produzidas com rigor, conhecimento profundo das crianças a que se destinavam, através de estudos e experiências em escolas, trabalho sério e com muito respeito por aqueles que serão o nosso futuro.

 http://www.lux.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13487984/980x735

6 – Já esteve na “Paz dos Anjos”, sofreu alguns “Desencontros”, teve “Uma Casa em Fanicos”, contou a “Lenda da Garça”, provou “Morangos com Açúcar”, mas agora está com o “Mundo ao Contrário”. De que forma relaciona os seus primeiros passos em televisão com o momento que está a viver agora, na nova novela da TVI?
Tive realmente um percurso privilegiado, já que entrei em novelas antes do começo das privadas, e numa altura em que havia um cuidado especial em produzir bons textos e em que havia mais dinheiro para os concretizar. A RTP tentava defender um serviço público de qualidade. Com a entrada das privadas e a concorrência quase desleal que a RTP quis impor perante a “ameaça” dos novos canais, esse cuidado foi perdido e abriram-se portas a muitos disparates. Por outro lado, as privadas precisavam de anunciantes e procuravam conquistá-los através de boas audiências. O Moniz passou para a TVI e ali iniciou uma programação de ficção nacional, através de novelas, que levaram a TVI ao comando da ficção em Portugal. 

Trabalho de grande mérito, que abriu mercado a actores, autores e restantes intervenientes, levando os espectadores a largar as novelas brasileiras e a voltar-se para o que é português. No entanto, julgo que houve neste empreendimento de peso, um esboroar ao longo dos anos da qualidade dos textos, repetindo-se muito a mesma fórmula e as mesmas caras. Claro que existiram óptimas novelas também. Mas a repetição cansa. Não só o público como os criadores. Julgo que, neste momento, a Direcção da TVI quer mudar a sua estratégia e alcançar públicos diferenciados para cada um dos horários: 18h00, 21h30 e 23h00. E tive a sorte de ser convidada para este “Mundo ao Contrário” em que reencontro um grande cuidado nos temas e nos textos, o regresso às novelas que se identificam com as nossas gentes, um elenco que não é repetitivo em relação aos elencos anteriores, um cuidado maior na realização e na coordenação. Sinto-me realmente orgulhosa de fazer parte deste projecto. É arriscado, audaz, contemporâneo e cheio de história e acção. Não há uma personagem que não tenha a sua linha de história e tudo se cruza! 

http://www.tvi.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13841177/360

7 - “Mundo ao Contrário” assume-se como uma novela diferente do habitual, mais adulta, com alguma violência, cenas de sexo e drogas, daí o horário original de exibição ser os das 23h. Como está a correr a experiência e qual a recetividade do público?
Está a correr muito bem, a ser feita com paixão e dedicação. Quanto à receptividade do público tem sido a esperada por nós. O 1º episódio foi um êxito e, ao passar para o horário a que pertence, foi subindo diariamente o que prova que o público das classes A/B está a aderir, funcionando o “boca a boca”, ou seja, uns vão trazendo outros porque, a partir do momento em que começam a ver, ficam agarrados. E garanto que a história é viciante e imprevisível.


8 - Já tinha participado numa produção irreverente e diferente daquilo a que estava habituado, porém direcionada ao público infanto-juvenil. Em “Morangos com Açúcar 3” foi a mãe da protagonista da temporada mais vista da trama. Como recorda esses momentos e como foi trabalhar com os mais novos?
Só posso dizer que nunca esquecerei “Morangos com Açucar”. Foi uma das grandes temporadas dessa série, com um elenco que perdurou, onde criei amizades para a vida, onde assisti ao crescimento de actores, onde ainda não existiam rivalidades nem vedetismos. Foi um tempo de aprendizagem e alegria, de grande conhecimento dos adolescentes daquele tempo. A Mariana Monteiro ficou a “minha filhota” até hoje. A Helena Costa, a Oceana Basílio, a Diana Chaves, o Paulo Rocha, a Inês Castelo Branco, a Sara Prata, tantos, tantos, com quem continuei a trabalhar e a  apreciar o esforço e o desejo de se tornarem cada vez melhores. A única dor foi a perda do Francisco Adam de uma forma tão trágica! 
http://quinto-canal.com/wp-content/uploads/2012/09/Isabel-Medina-1.jpg

9- Em 2010 foi a “Glória” de “Meu Amor”, a primeira novela portuguesa a ganhar um Emmy. Depois disso, também “Laços de Sangue”, da SIC, acabou por ser premiada. Qual a importância deste reconhecimento para a ficção nacional? Acha que estamos no bom caminho na produção de bons produtos do audiovisual?
Acho que temos todas as hipóteses de competir, neste campo das novelas, com outros países que as produzem. O único problema é o investimento desigual que cada país faz. O orçamento de uma novela brasileira é capaz de ser o mesmo que temos para três novelas ou mais! Mas em criatividade, actores e técnicos, estamos em condições de ir à luta. Ainda sou do tempo em que a RTP concorria a vários festivais com filmes (agora são telefilmes, na altura eram feitos em película), séries e teatro. Ganhámos imensos prémios em diferentes festivais na Europa e na América Latina, mas pouca gente se recorda dos grandes profissionais desse tempo! É pena. Foi uma idade de ouro da ficção portuguesa. Apesar da crise, ou por causa dela, acredito que a ficção volte aos seus tempos áureos. Há gente nova com vontade de dizer coisas, há muito bons profissionais, há garra. E existe um desejo de mudança por parte dos responsáveis pelos conteúdos. “Mundo ao Contrário” é já um bom passo.

10- Quais são os projectos que se seguem, para além da telenovela?
Continuo com a Companhia de Teatro “Escola de Mulheres”, que foi (mal) financiada, mas que continua forte na persecução dos seus objectivos. Estou a terminar de escrever uma peça, mas não vou revelar ainda nada sobre ela. E espero continuar a trabalhar em televisão…



EM POUCAS PALAVRAS

http://3.bp.blogspot.com/-U3TQNU0ruXc/TmNCFZw0e4I/AAAAAAAAAEo/evhwhlP8-uo/s1600/isabel-medina-d6ba.jpgUma série… “Homeland”
Um ídolo…    Todos os ídolos têm pés de barro. São humanos!
Um destino… Índia
Um filme…     “Sangue do Meu Sangue” de João Canijo
Uma personagem… A Blanche DuBois de “Um Electrico Chamado Desejo” de Tennessee Williams
Uma música… “You’ve Got a Friend” pelo James Taylor
Um sonho...   Vislumbrar um futuro bom para o meu neto!
Uma tentação… Uma tentação tenta-se sempre! Não fico a olhar para ela! 
A Isabel Medina é... Isabel é "portadora da Luz", Medina é "cidade velha". Isabel Medina é a portadora da Luz na cidade velha!
 

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 36
Convidada: Isabel Medina
Produção: André
Fantastic 2013
Ler Mais
domingo, 21 de abril de 2013
Fantastic Entrevista - 35ª Edição


Esta semana temos connosco a "Rita" de "Morangos com Açúcar 7" Falamos, claro, de Inês Folque, a atriz e apresentadora, que actualmente dá a cara pelo programa "Factor K" do canal SIC K. A personagem nos Morangos, o seu percurso em televisão e os próximos projectos foram os temas desta conversa.

1- Vamos começar pelo teu projecto que foi os Morangos com Açúcar. Como é que foi interpretares uma personagem com uma personalidade mimada e convencida?
A Rita era uma miúda muito diferente de mim. Era uma jovem muito difícil, eu acho que no fundo ela era muito infeliz, porque tinha muitos sonhos mas muito pouco talento e sem aptidões para concretizar estes sonhos só lhe restavam os esquemas e a maldade. Acho que no fundo ela não era mesmo má, ela simplesmente precisava dos esquemas para compensar a sua falta de talento e chegar onde queria chegar, o que revelava uma certa imaturidade, pois como se viu no final só quando ela percebeu que apenas com trabalho poderia chegar a algum lado é que as coisas começaram realmente a acontecer para ela. 

2 - Identificava-se contigo ou não? 
 Não me identificava em nada com a Rita, mas não concordo que a Rita fosse convencida, acho que a Rita era insegura, e por ser insegura criava aquele ar arrogante, para ninguém a atingir, acho que na realidade ela tinha noção das suas limitações. Interpretar a Rita foi um desafio. No início foi muito duro, acho que cheguei mesmo a julgá-la… eu não queria que ela fosse má e queria que ela tivesse jeito, o que é um erro. Mas foi o meu primeiro grande trabalho como actriz, mas tive uma excelente equipa que me ajudou e me ensinou e rapidamente compreendi a personagem, deixei de a julgar e consegui divertir-me muito com ela, acho que a Rita me ensinou muito e sobretudo me fez crescer muito enquanto actriz, foram 12 meses de trabalho muito intensos os quais guardo com saudade. 

http://sp0.fotolog.com/photo/48/8/73/pereiraana/1274637269922_f.jpg
 
3-A tua personagem foi muito difícil de construir?
Foi um caminho... Todas as personagens que são muito diferentes de nós são difíceis de construir. Eu não encontrava nenhuma semelhança comigo na Rita, mas construir uma personagem não é apenas encontrar as parecenças com essas personagens, é ir também ao imaginário, é ver essas pessoas no dia-a-dia, talvez não conhecesse nenhuma Rita, mas conhecia pessoas com muitas atitudes da Rita e fui buscar essas pessoas para a construção da mesma. É um trabalho mais difícil e demorado do que uma personagem que nos faça viver situações pelas quais já tenhamos passado, mas é também mais gratificante. Acho que fui construindo a Rita ao longo dos 12 meses de gravações, foi um percurso e um processo de crescimento. 

4-Qual foi o grande desafio ao fazer esta personagem?
O grande desafio foi talvez aceitar e gostar da Rita como ela era, acho que no início lutei um bocadinho contra isso. Mas tive uma grande ajuda dos meus directores de actores e realizadores. Talvez encontrar o lado bom da Rita também tenha sido um desafio. Eu sempre quis trazê-lo cá para fora, mas o desafio era justificar isso e acho que isso acabou por ser justificado. Também foi bom o trabalho construído com a evolução da relação da Rita e do Bruno na história, as cenas "de namoro" também foram um desafio, para mim que nunca tinha feito um papel continuo ter uma personagem com par romântico e passar isso cá para fora de forma real foi um desafio, mas tive a sorte de trabalhar com um bom amigo, o Diogo Lopes. 

http://inesfolque.ueuo.com/images/17.jpg

5-Já fez parte dos Mini Chefs, do Chef Online Continente. Como foi a experiência? O que a levou a aceitar o convite? Fazer os Mini Chefs foi espectacular, adorei a experiência, para já porque despertou para mim um novo interesse, o de cozinhar, que ainda não tinha sido descoberto, nem eu me achava capaz de cozinhar tamanha variedade de receitas, foi incrível também porque juntei 2 paixões, a comunicação e a comida, sou muito gulosa, adoro petiscos, e adoro comunicar, aprendi imenso, foi um trabalho intenso, tive uma ajuda fantástica da minha chef adjunta Alice, uma sobrinha emprestada, com quem sobretudo me diverti muito e aceitei o convite porque adoro desafios e este era mais um. Espero que venham mais!
 
6- Está atualmente na SIC K. Como é trabalhar para os espectadores mais novos?
É espectacular!! É o melhor público do mundo!! O mais genuíno, o mais especial, o mais perfeito, o mais sincero. É bom, é muito bom. Quando gostam gostam mesmo, quando não gostam, não gostam. Já me aconteceram histórias muito engraçadas porque realmente os miúdos não dizem aquilo que nós queremos que eles digam, mas sim aquilo que eles sentem. É um público que cresceu comigo ao longo destes 3 anos e que eu cresci com eles também, é uma permuta directa, constante e irrepreensível. 

http://imgs.sapo.pt/kids/kidspt2009/content/ines_folque.jpg
 
7-Como é a recepção por parte do público?
A recepção é boa, tenho muita sorte nisso, trabalho num canal incrível, com uma equipa fantástica, somos poucos mas damos tudo todos os dias. É um canal de cabo, exclusivo Meo, é com isso que jogamos, no entanto, posso dizer que graças ao excelente trabalho por parte da direcção do canal há poucas crianças que não nos conhecem, e a aceitação do público ao canal e ao programa é muito boa. Mas como disse, jogamos com os dados que temos, cabo e canal exclusivo.

8-Que projectos tem previsto para 2013?
Projectos, projectos... 2013 é um ano complicado... para todos. Há coisas em cima da mesa mas só durante o ano haverá certezas. Para já, posso garantir que podem continuar a ver-me na SIC K, o Factor K continua por lá Sábados e Domingos às 20h. E depois em sickapa.sapo.pt na secção de vídeos, também podem acompanhar tudo.

http://sites.euroimpala.pt/cache/bin/XPQUQowXX38132pNpAsNJhx9ZKU.jpgEM POUCAS PALAVRAS...

Uma série: Pretty Little Liars - Revenge - Grey's Anatomy

Um filme: Argo - Django Unchained - Barney's Version - Amigos Improváveis

Um canal: SIC - SIC K

Uma pessoa: A minha família (abrange até aos meus amigos... risos)

Um sonho: Ser feliz (não é que não seja, é que eu acredito que estamos sempre a um passo de o sermos realmente, de outra forma não teríamos motivação suficiente para continuar vivos). 


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 35
Convidada: Inês Folque
Produção: António Quelhas
Fantastic 2013



Ler Mais
domingo, 24 de março de 2013
Fantastic Entrevista - 31ª Edição


Esta semana estamos à conversa com o ator Ivo Lucas, que se tornou conhecido do público em "Morangos com Açúcar - Série 6". A sua evolução como ator, os bastidores das produções televisivas, o seu talento para a música ou o estado da televisão nacional neste momento foram alguns dos temas em conversa.

ENTREVISTA

 http://smalltalkandateaspoon.files.wordpress.com/2012/04/398466_106408316155487_100003589570374_20080_138590784_n.jpg

1. Em 2008 deu vida ao Gonçalo de "Morangos com Açúcar 6". Apesar de nessa altura ter feito algumas participações como actor em outras produções, nomeadamente no telefilme 'Roleta Rusa' de "Casos da Vida" foi na série juvenil que se tornou conhecido do grande público. Como é que tudo começou? 
Bom, foi tudo fruto de um desafio pessoal. Talvez para satisfação de curiosidade de ''como seria um casting''. Claro que sempre tive o gosto da representação, tendo feito várias peças de teatro (no âmbito escolar), mas nunca tinha apostado nessa carreira. Foi então que ainda no workshop de formação (que daria mais tarde acesso aos 'Morangos Com Açúcar') recebi o convite para o telefilme 'Roleta Russa', e depois 'Morangos Com Açúcar'.

2. Depois dos 'Morangos' esteve algum tempo parado (pelo menos em televisão) e seguiram participações nas tramas "Espírito Indomável" e "Remédio Santo". Sente que existe uma grande diferença entre representar nos "Morangos" e nas novelas de horário nobre? 
Sim, existe uma tremenda diferença. Eu sou apologista da ideia em que um actor está em 'processo de aprendizagem' até ao fim da sua carreira, e nos 'Morangos Com Açúcar' foi o primeiro grande teste, em coloquei em prática tudo o que aprendi até essa data, e durante esse ano fui aprendendo muito mais com a ajuda de toda a equipa técnica. Os que estão atrás das câmaras (desde o departamento de áudio, realização, câmaras, iluminação) são os grandes professores, que me ajudaram a crescer e a aprender mais todos os dias. No momento em que gravamos algo de horário nobre (desde os telefilmes às novelas), continuamos a ter o apoio de qualquer membro da equipa, mas o grau de exigência sobe. Eu costumo dizer que os 'Morangos' foram a melhor escola que alguém pode ter, e a partir daí é para mostrar o que valemos num nível totalmente diferente.

http://25.media.tumblr.com/tumblr_m8ais2HeM31rxo0elo1_500.png
3. E como viu o fim da série em setembro de 2012? 
Sobre o fim da série, tive pena pois foi algo que os jovens sempre se identificaram, e os 'Morangos' tiveram um papel muito importante na vida de qualquer adolescente. Mas são quase 10 anos, e mais produções podem aparecer no mesmo formato. E creio que se fez justiça com o filme claro!

4. Participou ainda em outros dois telefilmes, um para a TVI e outra para a SIC. No primeiro, interpretou o papel de Chico em "O Dia em que a Minha Vida se Tornou um Reality Show". Contudo, o projeto nunca foi para o ar. Porque acha que a TVI optou por não emitir mais telefilmes desta série?
Pouco sei sobre esse assunto. Talvez entrem para a programação de 2013. Não tenho qualquer informação sobre isso!

http://farm8.staticflickr.com/7240/7000152911_6f107f478f_b.jpg

5. Já a produção da RTP1, "Jogos Cruéis", fez parte de uma série de filmes da rubrica "Grandes Histórias". Como David foi o irmão mais velho de um rapaz que sofria de cyberbulling, um tema cada vez mais presente na realidade dos jovens em Portugal. Qual a importância que estas produções têm na consciencialização dos espetadores, sobretudo os mais novos? 
Lá está, creio que a televisão é uma grande fonte de informação/educação, em inúmeros formatos. Neste caso, tal como os 'Morangos', este tipo de produções 'ajuda' na solução ou pelo menos fazem com que ajudem os jovens a lidar com o problema.

6. Depois de uma curta participação em "Doce Tentação" e de reviver Gonçalo em "Morangos com Açúcar - O Filme", nunca mais o vimos em televisão. Falta de convites ou opção? O que tem feito durante este tempo?
Falta de convites, nunca seria opção! Durante esse tempo dediquei-me um pouco mais à minha música (um sonho que já vem de alguns anos), e fiz uma curta metragem com Luís Alberto e Luís Lucas, para a UBI, que foi apresentada nas melhores curtas-metragens do 'Lisbon & Estoril Film Festival'.

http://www.inspiration-tool.pt/sites/default/files/Ivo%20Lucas%204.jpg

7. Para além de actor é ainda cantor e músico. Trata-se de uma paixão ou de uma realidade na sua vida? Porquê?
Uma paixão, uma enorme paixão. Já vem de família (o meu avô é Victor Gomes, o rei do Rock nos anos 60 com "Victor Gomes e os Gatos Negros"). Estive no conservatório de piano com 8 anos e nasci com ouvido absoluto passivo, portanto sempre tive essa veia musical bastante presente. Hoje em dia toco 7 instrumentos de forma auto-ditacta e passo grande parte do tempo a compôr!

8. Que tipo de projectos gostaria de fazer num futuro próximo? E quais aqueles que já estão confirmados?
O que gostava de fazer? Regressar à televisão, e se tudo correr como previsto este ano será um grande ano para mim.  Também pretendo lançar o meu álbum no primeiro semestre do ano. Estou a gravá-lo com a 'ajuda' e parceria de António Corte-Real, Nando Rodrigues, e Ivan Cristiano (UHF), tudo com influências Blues, e tenho uma das músicas na banda sonora de uma novela da TVI (Destinos Cruzados), o que é um grande começo!

 http://i2.ytimg.com/vi/INwVLF4ah0k/mqdefault.jpg

9. Como vê a televisão nacional, neste momento? O que mudaria?
O que mudaria? Mais produções, existe muito jovem no meu ramo completamente parados!

10. Uma das consequências de ser uma figura pública é o facto de algumas revistas interferirem directamente na sua vida privada. Como é que lida com estas situações? E com a fama, no geral?
Nunca tive grandes problemas com isso (felizmente). O que a imprensa falou de mim sempre falou bem e elogiou o meu trabalho. O único assunto pessoal que tocaram à uns anos foi mesmo duma "suposta" relação com Anita Costa, mas nunca me pronunciei sobre esses assuntos nem outros quaisquer por serem de teor pessoal. Com a fama lido bem. As pessoas reconhecem-me diariamente na rua, e elogiam o meu trabalho em várias produções, por isso sinto que tenho feito um bom trabalho e que as marquei.

 http://photos1.hi5.com/0084/976/508/FsOi3o976508-02.jpg


11. Como é um dia com o Ivo Lucas?
Um dia com Ivo... Um dia óptimo, sou bastante bem humorado, com um sentido de humor fora do comum, podem comprovar com colegas meus (risos). Gosto muito de levar uma vida tranquila e sentir-me realizado ao final do dia. Gosto da sensação de satisfação de um dia produtivo.


http://0.static.wix.com/media/9bf9c4_15e2b23962dbb483fd109bcfd98f84ea.jpg_1024EM POUCAS PALAVRAS...
Um programa de televisão? Top Chef (cozinhar é uma das minhas paixões)
Um filme? ''Condenados de Shawshank''
Um livro? ''O cão dos Baskerville''
Um defeito? Perfeccionista
Uma música? John Mayer - Born and Repries (reprise) / Who Says
Uma ambição? Ser mais reconhecido pelo meu talento e trabalho
A melhor coisa da vida? A própria vida 
O Ivo Lucas é... Lutador

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 31
Convidado: Ivo Lucas
Produção: André
Fantastic 2013

Ler Mais
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Fantastic Entrevista - 27ª edição


 Esta semana, no Fantastic Entrevista, estivemos à conversa com uma das caras da nova geração de atores portugueses, José Mata. O jovem que se estreou em "Morangos com Açúcar - Férias de Verão I" está de volta aos ecrãs em breve, depois de ter feito uma pausa para acabar o Conservatório. 

ENTREVISTA

1. É ator e modelo. Qual a vertente que mais o fascina e como é que cada uma delas entrou na sua vida?
 Não me considero modelo, nunca fiz nenhum trabalho como modelo e também não é uma área que me fascine particularmente. Como actor comecei há 8 anos e meio, na primeira série de verão dos Morangos com Açucar. Fui a um casting, sem saber bem ao que ia, gostei, senti-me bem e acabei por ficar seleccionado.

2. Falando dessa sua primeira experiência em televisão, na série "Morangos com Açúcar", onde interepretou a personagem Nelson na 1ª temporada de verão... Como recorda esse momento?
Recordo com muita nostalgia e saudade. Fiz verdadeiros amigos nesse projecto e foi onde aprendi as bases da representação e também da relação do actor com a câmera. Fui muito bem recebido e quis desde logo absorver tudo aquilo que pudesse ajudar-me a evoluir.


3. Na altura, tudo era novo para si, supomos. Estava a começar a sua carreira, numa série que estava a alcançar um grande sucesso junto do público, mas que ao mesmo tempo tinha começado há pouco tempo. Acha que foi importante ter uma primeira experiência num projeto com tanta visibilidade? As audiências importam realmente para o sucesso de um ator e de um produto televisivo?
Foi muito importante, principalmente porque os Morangos com Açucar acabaram por funcionar também como uma "escola " para os actores mais novos. Apesar de não ter formação na altura, procurei absorver tudo aquilo que os meus colegas e toda a equipa técnica e de produção tinha para me dar. Sem dúvida que também é importante o sucesso do projecto. As audiências são parte fulcral do sucesso de um produto, de um projecto e estão directamente relacionadas com o sucesso do actor. Quanto mais audiências o teu produto tiver, mais sucesso tem, mais visibilidade tem. Na grande maioria das vezes é sinal de que o trabalho está a ser bem feito.

4. Seguiram-se participações em séries como Uma Aventura, Triângulo Jota ou Inspetor Max... Mas foi em 2006 que teve o seu primeiro grande papel em horário nobre, na novela Fala-me de Amor. Sentiu a diferença ao trabalhar numa história mais adulta em relação às anteriores produções mais direcionadas a um público infanto-juvenil?
Quando acabei os Morangos procurei ter formação. Fiz uma série de Workshops e felizmente ia sendo chamado para fazer essas participações. Sem dúvida, quando fiz o Fala-me de Amor foi onde me comecei a sentir mais maduro, mais consciente do que é o trabalho de actor. Tive a oportunidade de trabalhar com o Manuel Amaro da Costa, que me ensinou muito daquilo que hoje sei. Um projecto diferente, com actores mais velhos e que me permitiu continuar a evoluir.


5. A sua última novela foi Olhos nos Olhos, na TVI. Deixou de participar neste género de formato por falta de convite ou por opção?
Acabei os Olhos nos Olhos em 2009. Na altura tinha deixado a Escola Superior de Teatro e Cinema no 1º ano. Para mim era fundamental acabar o Conservatório. Tive que me decidir. E decidi dedicar-me ao curso durante 2 anos, a tempo inteiro. É óptimo teres trabalho sem teres sequer acabado o curso, mas senti que tinha de ser naquela altura, tinha que acabar o curso e para tal, não podia continuar a participar em projectos de 9/10/11 meses. É incompatível. Finalizei o Conservatório o ano passado e brevemente irei voltar a participar num projecto de televisão.

6. "Encosta-te a Mim" e "Vestida para Casar" foram dois telefilmes nos quais participou, o primeiro da RTP e o segundo da TVI. Contudo, ainda nenhum dos dois foi para o ar. O que pode adiantar destes dois projetos, e o que pensam da produção de telefilmes? E já participou em algum filme para cinema?
São projectos muito desafiantes porque se trata de um formato diferente da novela ou da série. Temos pouco tempo, mas o que fazemos, tentamos fazer bem. De certa maneira é o que temos mais próximo do Cinema. Ambos os projectos me marcaram e me deram um prazer enorme. Mas o " Encosta-te a mim" terá talvez um gosto especial porque tive a oportunidade de interpretar um toxicodependente. Este último sei que vai para o ar agora em Novembro, na RTP. O " Vestida para Casar " penso que ainda não terá data de estreia. Quanto a Cinema, ainda só tive a oportunidade de participar em várias Curtas-metragens. Ainda estou à espera da minha primeira Longa.


7. Em 2013 deverá estrear na RTP1 a série "Depois do Adeus", vista quase como uma 'continuação' do "Conta-me como Foi". Sendo uma produção de época, tem sido criada uma grande expectativa em relação à história. O que pensa da aposta deste género de produções em Portugal?
Foi o projecto que mais gozo me deu fazer até hoje. "Depois do Adeus" é uma série que "tem tudo para ter tudo". Desde a produção , esquipa técnica, actores, realizadores, toda a atmosfera de 75, foi tudo calculado, estudado e trabalhado ao pormenor. Penso que vai marcar os portugueses. A história dos " retornados " ainda é tabu para muitos e é importante voltarmos a falar nela e nada melhor que uma série desta qualidade para o fazer. Cada vez temos menos dinheiro para apostar em projectos deste género, mas acho que é imperativo continuar a fazê-los.

8. Atualmente está em cena no teatro Malaposta, com a peça "Procura-se Felicidade", ao lado de Marta Andrino. De que se trata este projeto?
Fui convidado pela Marta Andrino, pelo Marco Paiva ( encenador ) e pelo Lourenço Henriques ( autor ) para fazer parte deste projecto. Sem fins lucrativos decidimos junta-nos para fazer Teatro. É importante fazer teatro. E este é um universo que fomos descortinando ao longo de 1 mês e meio de ensaios. Uma peça sobre um casal , com encontros e desencontros, a qual estreámos dia 2 de Novembro na Malaposta e que também já temos confirmado o mês de Fevereiro no TIO ( Teatro Independente de Oeiras ).



9. Fora dos palcos e dos ecrãs, o que gosta de fazer nos tempos livres?
O normal .. Aproveito para estar com amigos. Sair. Ver filmes, séries .. Estar em casa sem fazer nada.

10. O que lhe falta fazer enquanto ator?

Quase tudo.

EM POUCAS PALAVRAS
 
Teatro ou televisão? Teatro
Um ator/atriz? Meryl Streep
Um ídolo? Johnny Depp
Uma peça de teatro? Tio Vânia de Anton Tchekhov
Um livro? The art of Acting de Stella Adler
O melhor da sua geração? O melhor da minha geração somos nós todos.
Um programa de televisão? Eixo do Mal
O momento mais marcante da sua vida? Tenho muitos...
A companhia perfeita? A minha mãe
O José Mata é... um Optimista

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 27
Convidado: José Mata

Produção: André
Fantastic 2012
Ler Mais
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Fantastic Entrevista - 22ª edição


Na terceira entrevista da 3ª temporada do Fantastic Entrevista a nossa convidada é Cláudia Chéu. Estivemos à conversa com a atriz e guionista que se tornou conhecida do grande público na 3ª temporada da série "Morangos com Açúcar".

ENTREVISTA  

1 - A sua paixão pelo mundo da representação começou desde cedo, e foi no início da década de 90 que deu os primeiros passos, no grupo de  teatro "A Farra". Como recorda estes tempos? Nessa altura já sabia que era isto que queria faz para o resto da vida?
Percebi naquela altura que fazia parte daquele universo. Foi muito natural.

2 - Depois de alguns workshops e cursos de teatro, o seu curso de formação como atriz, no conservatório (ESTC) foi concluído em 2005. Acredita que a formação é tão ou mais importante do que o talento natural?
Acredito que a formação faz parte do processo artístico. Saltar esse degrau é possível, mas é preciso que seja uma opção e não um atalho manhoso.




3 - Fez algumas participações especiais em novelas da TVI, entre elas o sucesso "Anjo Selvagem". Contudo, foi na 3ª série de "Morangos com Açúcar", num papel bastante diferente do habitual, que ficou conhecida do grande público. Relembre-nos melhor as características da Dora/Pedro.
Isso já foi há seis anos, não vejo relevância em falar sobre esse assunto. Foi apenas um trabalho como os outros, apenas teve mais mediatismo.

4 - Na temporada em que participou, a série atingiu as melhores audiências de sempre. Atualmente, a série encontra-se a chegar ao fim, sobretudo devido aos fracos resultados. Como vê o fim dos Morangos?
Como o fim de qualquer produto comercial: se não rende, fecha-se a "loja". E atenção, que foi uma boa loja, que vendeu imenso.



5 - Também esteve ligada à quinta temporada da série juvenil da TVI, na direção de atores. Mais recentemente, escreveu episódios da série Velhos Amigos, da RTP1. Atriz, direção de atores, guionista... Qual das funções mais gostou e o que realmente gostaria de continuar a apostar?
Para já, não pretendo voltar a representar. Estou mais realizada em qualquer uma das outras actividades: a escrever e a encenar.

6 - Nunca mais regressou à televisão, na representação. Foi por opção própria ou por falta de convites?

Opção.



7 - Em março deste ano foi mãe de uma menina. Que balanço faz destes 5 meses ao lado da Francisca e como descreve esta experiência de ser mãe?
Estou encantada.

8 -É inevitável a associação imediata que normalmente é feita entre si e o seu marido, o também ator Albano Jerónimo, uma vez que ambos são conhecidos do grande público. Pela primeira vez, Albano Jerónimo está a representar numa novela da SIC, num dos principais papéis. Esta é a novela mais bem sucedida da SIC, desde sempre. Como vê o sucesso da produção e qual o ponto de vista do Albano?
Fiz parte da equipa que escreve "Dancin Days", o sucesso era previsível, uma vez que desde o início se apostou na qualidade do produto. 



9 - Atualmente, está envolvida em algum projeto? E no futuro, o que a espera a nível profissional?
Estou a escrever para várias publicações (Elle Portugal; Crónicas para a Cosmopolitan; revista Inútil, entre outras). Comecei a escrever um romance, vamos lá ver quando o terminarei. Em Junho de 2013, voltarei a encenar no Teatro Nacional Dona Maria II, texto da minha autoria: Violência - fetiche do homem bom. (Para saber mais sobre esta peça consulte o site http://www.teatro-dmaria.pt/pt/calendario/violencia-fetiche-do-homem-bom/)

10 - Teatro, televisão ou cinema? Se tivesse que escolher uma delas, qual seria? E porquê?
Não tenho preferência, são tudo áreas de trabalho.




FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 22
Convidado: Cláudia Chéu
Produção: André e João
Fantastic 2012
Ler Mais
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Fantastic Entrevista - 20ª Edição


Na estreia da 3ª temporada do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Rui Porto Nunes. Estivemos à conversa com o ator que se estreou na quinta temporada de 'Morangos com Açúcar' e protagonizou a novela 'Lua Vermelha'. As participações em séries e novelas, a apresentação, os desportos radicais e o (in)sucesso de 'Lua Vermelha' são alguns dos temas em questão. Saiba mais sobre este ator de 26 anos.

ENTREVISTA  

1. Quando é que o Rui percebeu que queria ser ator?
Desde pequeno que sempre gostei muito de cinema e teatro. Cheguei mesmo a entrar em duas peças na minha escola básica em Arronches, mas na altura foi pouco mais que uma brincadeira. Só quando dei por mim à frente das câmaras nos Morangos com Açúcar é que percebi que era isso que queria para a minha vida.


2. Estreou-se em 2007 como Bruno, em Morangos com Açúcar 5. Apesar de não ter sido um dos protagonistas, esta foi uma das personagens mais marcantes da sua carreira, e certamente ainda hoje é relembrada por todos. Como surgiu esta oportunidade?
Estava a tirar o curso de Cinema na Universidade Lusófona e senti que precisava de saber como é estar no plateau, no lugar dos actores, para complementar a minha formação. Falei com uma amiga minha na antiga NBP, hoje Plural, e consegui fazer algumas figurações especiais na quarta temporada dos Morangos com Açúcar. Depois estive num workshop de interpretação na NBP durante alguns meses, e no fim fiquei a saber que tinha sido seleccionado para integrar o elenco da temporada seguinte.

3. Foi convidado para "Morangos com Açúcar - O Filme"? O que acha do projeto?

Não cheguei a ser convidado. É uma boa homenagem, já que este projecto marcou uma geração.

4. E o que pensa do fim da série, depois de nove temporadas, tendo a última sido um flop de audiências?
Tem sido um flop? Não sei, não acompanho as audiências. Independentemente disso o projecto ja estava gasto, é necessário um rejuvenescimento naquele horário. É preciso inovar.

 
5. O seu último trabalho na TVI foi em Olhos nos Olhos, no papel de Gustavo Viana Levi. A novela conseguiu resultados bastante satisfatórios, tendo em conta o horário de exibição (perto da meia-noite). Como foi trabalhar numa novela de Rui Vilhena?
Participar numa novela do Rui Vilhena é sempre um privilégio, ele é um excelente autor e gostei muito de fazer parte desse projecto. Estava inserido num núcleo muito bom. O horário a que a novela era exibida é que não foi o melhor mas mesmo assim o público aderiu e acabou por se tornar um sucesso de culto.

6. Lua Vermelha foi, até agora, a única produção nacional onde foi protagonista. Com ela, chegou a confirmação do seu talento junto do grande público. A novela era diferente do habitual. Aceitou logo o projeto? Como foi participar nele?
O convite não surgiu directamente. Primeiro fui a um casting na produtora SP, passei por três fases e então sim acabei por ficar com o papel de Afonso. O processo de construção da personagem foi muito intenso e exigente, mas também muito compensador. Senti pela primeira vez que estava a fazer trabalho de actor a sério. Procurei até perder peso para melhor encarnar um vampiro. Aprendi imenso com os meus colegas, com a direcção de actores e com a equipa de duplos Mad Stunts que orientava as cenas de acção.
 

7. Contudo, a novela não correu como o previsto, e foi uma das produções portuguesas com mais mudanças de horário. Os 180 episódios foram emitidos de manhã, à tarde e à noite, semanalmente e diariamente, e ao longo de mais de 2 anos. O que acha do tratamento que a SIC deu ao projeto e porque acha que não resultou?

Tinha tudo para resultar. Desde o elenco à equipa técnica, estávamos todos muito empenhados para que corresse bem algo que nunca antes tinha sido feito em Portugal mas com as sucessivas alterações de horário tornou-se muito difícil fidelizar o público. Para nós que fizemos parte do projecto tornou-se desmotivador ver o produto do nosso trabalho desvalorizado dessa forma. Ainda assim, houve muita gente que acompanhou a Lua Vermelha ao longo destes dois anos, sem nunca desmobilizar.


8. Apesar de tudo, este projeto foi muito acarinhado pelos fãs, e foi bastante importante para progredir na sua carreira de ator na SIC. Depois disso, já participou em Laços de Sangue e Rosa Fogo, nesta última com um dos papéis mais cómicos da trama. Como foi fazer de Vítor e qual a aceitação do público?
Tive a sorte de contracenar com duas actrizes fantásticas, a Inês Castel-Branco e a Susana Mendes, que me ajudaram imenso. A aceitação do público traduz isso mesmo, é sempre compensador para um actor sentir que gostam do nosso trabalho e as brincadeiras com o nome do Barbalho são inevitáveis.

9. Teatro e cinema são objetivos para um futuro próximo?
Em cinema para já não tenho projectos em vista. Em 2011 entrei em duas curtas-metragens do realizador André Badalo, "Catarina e os Outros" e "Yakun", e espero eventualmente vir a repetir a experiência.

10. Uma das suas grandes paixões desde jovem é o BTT. Continua a praticar? É a adrenalina que chama para a aventura em desportos radicais?
A adrenalina é o meu grande vício, impele-me a correr riscos e a procurar desportos que envolvam velocidades. Infelizmente já não pratico BTT por razões de saúde e porque a vida profissional me ocupa a maior parte do tempo.

11. Que outro desporto do género gostava de experimentar?
Este ano participei no campeonato nacional TT na categoria promoção pela Yamaha, até que fracturei o pulso esquerdo num acidente de mota na prova de Reguengos de Monsaraz. Passei alguns meses em recuperação e já não tenho planos para voltar a competir este ano.


12. E a apresentação? Mais uma aventura de grande adrenalina. Como foram os tempos no Curto Circuito?
Foi mesmo uma aventura, e acima de tudo uma aprendizagem. Aprendi a olhar de frente para as câmaras, coisa que um actor nunca pode fazer mas é essencial a um apresentador, e adquiri toda a preparação necessária para conduzir um programa em directo, recorrendo se necessário ao improviso. Os meus colegas e a produção foram uma grande ajuda durante esse período. Aceitei o convite para apresentar o Curto Circuito precisamente para obter novas competências mas a adaptação acabou por não correr tão bem como esperava e decidi focar-me na representação.

13. Gostava de voltar à apresentação?

Quem sabe, mas para já quero concentrar-me exclusivamente na representação.

14. Quais são os projetos que se seguem?
Participei no telefilme da RTP "Solidão", que vai para o ar em Dezembro, e tenho outro projecto em televisão que está para muito breve.

EM POUCAS PALAVRAS...
Cinema ou Televisão? Cinema
Moda ou representação? Representação
Série ou Novela? Série
Um Ídolo... Lance Armstrong
Um Sonho... Ser feliz e atingir os meus objectivos
A sua família... A génese de tudo o que sou
Os seus amigos... Indispensáveis
A companhia perfeita... Os meus amigos
Um Filme... "O Padrinho"
Uma Música... "November Rain" dos Guns n' Roses
Um destino... Whistler, no Canadá
O Rui Porto Nunes é... Aquilo que sou


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 20
Convidado: Rui Porto Nunes
Produção: André e João 
Fantastic 2012
Ler Mais
domingo, 27 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 19ª Edição


 
Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Diogo Martins. Estivemos à conversa com o jovem ator que começou a sua carreira em 'Amanhecer' e popularizou-se em 'Morangos com Açúcar', da TVI. Atualmente a estudar, Diogo tem o desejo de voltar à televisão e diz ser a representação que o realiza totalmente em termos profissionais. 

ENTREVISTA 

1- Olá Diogo. Antes de mais, obrigado por ter aceitado o nosso convite. Começamos por perguntar porque estiveste 2 anos sem realizar novos projetos em televisão. Opção ou falta de convites?
Infelizmente já estou há 2 anos sem fazer nenhum projecto para televisão e confesso que as saudades já são muitas. Passei 8 anos da minha vida com sucessivos trabalhos em televisão, dos quais me orgulho muito de ter participado, e que me fizeram também crescer como pessoa e principalmente como actor. Assim que terminei a serie Rebelde Way, tinha em mente puder parar um pouco para concluir os estudos e acima de tudo para descansar, mas não contava em ficar assim tanto tempo sem que me surgissem novos projectos. Acima de tudo este regresso ainda não se sucedeu, não por opção, porque é sem dúvida algo que eu gostaria de seguir na minha vida, mas principalmente por falta de convites, que de facto não têm surgido.

 

2- Passaram 9 anos desde a tua estreia em televisão. Na altura com 11 anos foste considerado uma das grandes promessas a nível de representação em Portugal. Como é que tudo começou?
Tudo começou quando aos 10 anos, por brincadeira costumava juntar-me com os meus primos, e fazíamos gravações em que imitávamos diversos programas que na altura passavam na televisão. Quando a família se reunia para ver, todos me diziam que tinha jeito para representar, até que um dia quando surgiu um casting na televisão em que precisavam de pessoas dos 10 aos 20 anos, eu decidi inscrever-me, mas jamais imaginaria que no meio de tantos milhares de pessoas eu pudesse ser o escolhido. Nisto, tive a sorte de ser o eleito para integrar o elenco da novela Amanhecer, e tive logo de partir para o norte, na região da Régua, para começar as gravações do projecto. Foi sem dúvida algo que sempre pensei que nunca conseguisse concretizar, mas com vontade e também muita sorte à mistura, acabei por conseguir realizar um sonho que sempre tive.

3- Ainda hoje te reconhecem na rua ou esta ausência, precisamente numa altura da tua vida em que mudaste bastante, fizeram com que tal não acontecesse?
Há sempre uma ou outra pessoa que por vezes me reconhece, mas o facto de já não aparecer há algum tempo na televisão, e também de ter tido uma mudança enorme em termos físicos, fez com que grande parte das pessoas já não me reconheçam tão facilmente como quando estava a fazer algum projeto. 
 

 
4- Como vês a televisão de hoje em dia, comparando também com o que era há 9 anos atrás?
Eu penso que há 9 anos atrás, as pessoas tinham muito poucas oportunidades de conseguirem entrar no meio da televisão, e hoje em dia acho que isso está bastante mais acessível, até porque existe um projecto como os Morangos com Açúcar, que facilmente lança novos caras aumentando assim as possibilidades de as pessoas puderem mostrar o seu talento. 

5- E em termos de qualidade de conteúdos?
Em termos de qualidade, acho que de facto a ficção portuguesa está a evoluir bastante e grande prova disso, é o reconhecimento que uma novela portuguesa teve a nível internacional, ganhando então um prémio pela qualidade de todo o projecto realizado. Penso que a ficção portuguesa está sem dúvida a ir num bom caminho, mas é de relembrar que também não devem ser esquecidos grandes actores portugueses que neste momento estão sem puder fazer aquilo que realmente gostam, por não terem convites por parte de quem produz as novelas. Esses mais do que ninguém devem ser preservados, valorizados e não esquecidos, porque também fazem parte da grande evolução que a ficção portuguesa teve nos últimos tempos.


 
6- O teu último projeto em televisão foi Rebelde Way. A novela, na altura em que foi exibida, não obteve o sucesso esperado, acabando por ser emitida à tarde. A que achas que se deveu esta dificuldade de se impor? E como vez a reposição da mesma, que terminou recentemente, nas manhãs de fim de semana?
A Rebelde Way, foi um projeto em que foram depositadas enormes espectativas, para rivalizar com um produto de longa data como os Morangos com Açúcar, mas acabou por não ser o que realmente se esperava, não tendo assim o sucesso desejado. Penso que o facto de haver um público muito fiel ao projecto Morangos com Açúcar, fez também com que grande parte dessas pessoas se desinteressasse pela série Rebelde Way que passava no mesmo período horário. Relativamente à reposição da mesma nas manhãs de fim de semana, penso que é sem dúvida bastante mau para os actores que participaram nessa série, porque acabam por estar sempre ligados a um produto que já não estão a fazê-lo há imenso tempo, limitando assim as possibilidades de terem a oportunidade de integrarem outros projectos visto que ainda estão associados à série Rebelde Way.

7- Consideras as audiências importantes nos projetos em que participas? E em termos de contacto com o público na rua, como lidas com isso?

As audiências são importantíssimas para assegurar um determinado projecto, até porque se esse mesmo projecto não tiver as audiências pretendidas, dificilmente permanecerá no ar durante muito mais tempo. Em termos de contacto com o público na rua, nos primeiros tempos era mais difícil para mim, porque era totalmente desconhecido, e de um dia para o outro passei a ser conhecido por todas as pessoas que me viam na rua. Hoje em dia já lido naturalmente com a situação e tento sempre receber todo o carinho e afecto que essas pessoas me transmitem, respondendo sempre da forma mais grata possível, até porque são também essas pessoas que determinam o sucesso da carreira de um ator.


8- Sabemos que muito recentemente tiveste ainda uma participação especial na série Pai à Força, no episódio 25 desta nova temporada, que foi para o ar em Março deste ano. Como foi este curto regresso à televisão?
Apesar de ter sido apenas uma participação especial, deu para recordar grandes momentos que anteriormente passei, para rever alguns técnicos que trabalharam comigo, e acima de tudo para aliviar uma saudade imensa que tinha de representar.  

9- Com esta participação na série Pai à Força podemos dizer que já estiveste envolvido em projetos dos 3 canais generalistas mais vistos em Portugal. Em apenas 5 anos participaste em grandes sucessos como os Morangos, os Malucos do Riso, Floribella ou Clube das Chaves. Qual o projeto que mais te marcou e porquê?
De certa forma todos os projetos que fiz marcaram-me de uma maneira muito positiva, e em todos eles sempre fui ganhando mais experiência ao longo do tempo, mas se tiver de escolher um, posso dizer que o Clube das Chaves foi sem dúvida o que mais gozo me deu de fazer, porque a série era composta por um elenco da minha idade em que todos nós tínhamos uma perfeita cumplicidade, era apenas gravada aos fins de semana não ocupando assim grande parte do tempo que tinha e também não interferindo com o período escolar e havia um espirito de boa-disposição e bem-estar entre os atores e técnicos que era evidente.


 
10- Gostarias de voltar à televisão num projeto onde tivesses um papel fixo? Em que tipo de formato gostarias de participar?
Voltar a fazer um projecto em televisão é algo que sem dúvida alguma quero repetir. Não sei ao certo quando isso poderá acontecer, até porque não depende só da minha vontade para voltar a trabalhar em televisão, mas se neste momento algum projecto surgisse, obviamente que encarava o desafio com todo o gosto e empenho porque é realmente das coisas que mais prazer me dá em fazer. Para quem gosta e vive a representação, acho que escolher o formato e a personagem que gostaríamos de desempenhar é totalmente subjetivo, porque qualquer desafio que surja tem de ser encarado sempre com o mesmo profissionalismo e dedicação.

11- Representar é o que queres fazer para o resto da vida?
Por experiência própria sei que a profissão de ator é muito instável. O sucesso é efémero, mas se pudesse escolher, representar era aquilo que gostava de seguir para o resto da minha vida, porque sei que numa profissão destas o principal é o talento e a humildade, virtudes necessárias para seguir esta carreira.

Em poucas palavras…
O meu ídolo é... o meu irmão
O meu ator de eleição é... Denzel Washington
A minha atriz de eleição é... Dakota Fanning
Um programa que não perco na TV é... Extreme Makeover
O filme da minha vida é... Man on fire
A musica que mais oiço é... impossível de dizer uma, oiço quase todo o tipo de musicas. Não há nenhuma que consiga ouvir varias vezes ao dia, gosto de variar.
Representar é... aquilo que plenamente me preenche em termos profissionais.
O meu maior sonho é... ter uma vida repleta de momentos de pura felicidade e acima de tudo vividos com muita saúde.
Daqui a 10 anos quero estar... concretizado pessoal e profissionalmente, se possível junto das pessoas que mais amo.
O Diogo Martins é..  um bom amigo, um divertido por natureza,  uma pessoa que vive em prol do bem estar das pessoas que mais gosta,  possui um forte carácter de humildade e gratidão e tem como maior defeito o seu feitio tremendamente orgulhoso.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 19
Convidado: Diogo Martins
Produção: André e João 
Fantastic 2012

Ler Mais