domingo, 27 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 19ª Edição


 
Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Diogo Martins. Estivemos à conversa com o jovem ator que começou a sua carreira em 'Amanhecer' e popularizou-se em 'Morangos com Açúcar', da TVI. Atualmente a estudar, Diogo tem o desejo de voltar à televisão e diz ser a representação que o realiza totalmente em termos profissionais. 

ENTREVISTA 

1- Olá Diogo. Antes de mais, obrigado por ter aceitado o nosso convite. Começamos por perguntar porque estiveste 2 anos sem realizar novos projetos em televisão. Opção ou falta de convites?
Infelizmente já estou há 2 anos sem fazer nenhum projecto para televisão e confesso que as saudades já são muitas. Passei 8 anos da minha vida com sucessivos trabalhos em televisão, dos quais me orgulho muito de ter participado, e que me fizeram também crescer como pessoa e principalmente como actor. Assim que terminei a serie Rebelde Way, tinha em mente puder parar um pouco para concluir os estudos e acima de tudo para descansar, mas não contava em ficar assim tanto tempo sem que me surgissem novos projectos. Acima de tudo este regresso ainda não se sucedeu, não por opção, porque é sem dúvida algo que eu gostaria de seguir na minha vida, mas principalmente por falta de convites, que de facto não têm surgido.

 

2- Passaram 9 anos desde a tua estreia em televisão. Na altura com 11 anos foste considerado uma das grandes promessas a nível de representação em Portugal. Como é que tudo começou?
Tudo começou quando aos 10 anos, por brincadeira costumava juntar-me com os meus primos, e fazíamos gravações em que imitávamos diversos programas que na altura passavam na televisão. Quando a família se reunia para ver, todos me diziam que tinha jeito para representar, até que um dia quando surgiu um casting na televisão em que precisavam de pessoas dos 10 aos 20 anos, eu decidi inscrever-me, mas jamais imaginaria que no meio de tantos milhares de pessoas eu pudesse ser o escolhido. Nisto, tive a sorte de ser o eleito para integrar o elenco da novela Amanhecer, e tive logo de partir para o norte, na região da Régua, para começar as gravações do projecto. Foi sem dúvida algo que sempre pensei que nunca conseguisse concretizar, mas com vontade e também muita sorte à mistura, acabei por conseguir realizar um sonho que sempre tive.

3- Ainda hoje te reconhecem na rua ou esta ausência, precisamente numa altura da tua vida em que mudaste bastante, fizeram com que tal não acontecesse?
Há sempre uma ou outra pessoa que por vezes me reconhece, mas o facto de já não aparecer há algum tempo na televisão, e também de ter tido uma mudança enorme em termos físicos, fez com que grande parte das pessoas já não me reconheçam tão facilmente como quando estava a fazer algum projeto. 
 

 
4- Como vês a televisão de hoje em dia, comparando também com o que era há 9 anos atrás?
Eu penso que há 9 anos atrás, as pessoas tinham muito poucas oportunidades de conseguirem entrar no meio da televisão, e hoje em dia acho que isso está bastante mais acessível, até porque existe um projecto como os Morangos com Açúcar, que facilmente lança novos caras aumentando assim as possibilidades de as pessoas puderem mostrar o seu talento. 

5- E em termos de qualidade de conteúdos?
Em termos de qualidade, acho que de facto a ficção portuguesa está a evoluir bastante e grande prova disso, é o reconhecimento que uma novela portuguesa teve a nível internacional, ganhando então um prémio pela qualidade de todo o projecto realizado. Penso que a ficção portuguesa está sem dúvida a ir num bom caminho, mas é de relembrar que também não devem ser esquecidos grandes actores portugueses que neste momento estão sem puder fazer aquilo que realmente gostam, por não terem convites por parte de quem produz as novelas. Esses mais do que ninguém devem ser preservados, valorizados e não esquecidos, porque também fazem parte da grande evolução que a ficção portuguesa teve nos últimos tempos.


 
6- O teu último projeto em televisão foi Rebelde Way. A novela, na altura em que foi exibida, não obteve o sucesso esperado, acabando por ser emitida à tarde. A que achas que se deveu esta dificuldade de se impor? E como vez a reposição da mesma, que terminou recentemente, nas manhãs de fim de semana?
A Rebelde Way, foi um projeto em que foram depositadas enormes espectativas, para rivalizar com um produto de longa data como os Morangos com Açúcar, mas acabou por não ser o que realmente se esperava, não tendo assim o sucesso desejado. Penso que o facto de haver um público muito fiel ao projecto Morangos com Açúcar, fez também com que grande parte dessas pessoas se desinteressasse pela série Rebelde Way que passava no mesmo período horário. Relativamente à reposição da mesma nas manhãs de fim de semana, penso que é sem dúvida bastante mau para os actores que participaram nessa série, porque acabam por estar sempre ligados a um produto que já não estão a fazê-lo há imenso tempo, limitando assim as possibilidades de terem a oportunidade de integrarem outros projectos visto que ainda estão associados à série Rebelde Way.

7- Consideras as audiências importantes nos projetos em que participas? E em termos de contacto com o público na rua, como lidas com isso?

As audiências são importantíssimas para assegurar um determinado projecto, até porque se esse mesmo projecto não tiver as audiências pretendidas, dificilmente permanecerá no ar durante muito mais tempo. Em termos de contacto com o público na rua, nos primeiros tempos era mais difícil para mim, porque era totalmente desconhecido, e de um dia para o outro passei a ser conhecido por todas as pessoas que me viam na rua. Hoje em dia já lido naturalmente com a situação e tento sempre receber todo o carinho e afecto que essas pessoas me transmitem, respondendo sempre da forma mais grata possível, até porque são também essas pessoas que determinam o sucesso da carreira de um ator.


8- Sabemos que muito recentemente tiveste ainda uma participação especial na série Pai à Força, no episódio 25 desta nova temporada, que foi para o ar em Março deste ano. Como foi este curto regresso à televisão?
Apesar de ter sido apenas uma participação especial, deu para recordar grandes momentos que anteriormente passei, para rever alguns técnicos que trabalharam comigo, e acima de tudo para aliviar uma saudade imensa que tinha de representar.  

9- Com esta participação na série Pai à Força podemos dizer que já estiveste envolvido em projetos dos 3 canais generalistas mais vistos em Portugal. Em apenas 5 anos participaste em grandes sucessos como os Morangos, os Malucos do Riso, Floribella ou Clube das Chaves. Qual o projeto que mais te marcou e porquê?
De certa forma todos os projetos que fiz marcaram-me de uma maneira muito positiva, e em todos eles sempre fui ganhando mais experiência ao longo do tempo, mas se tiver de escolher um, posso dizer que o Clube das Chaves foi sem dúvida o que mais gozo me deu de fazer, porque a série era composta por um elenco da minha idade em que todos nós tínhamos uma perfeita cumplicidade, era apenas gravada aos fins de semana não ocupando assim grande parte do tempo que tinha e também não interferindo com o período escolar e havia um espirito de boa-disposição e bem-estar entre os atores e técnicos que era evidente.


 
10- Gostarias de voltar à televisão num projeto onde tivesses um papel fixo? Em que tipo de formato gostarias de participar?
Voltar a fazer um projecto em televisão é algo que sem dúvida alguma quero repetir. Não sei ao certo quando isso poderá acontecer, até porque não depende só da minha vontade para voltar a trabalhar em televisão, mas se neste momento algum projecto surgisse, obviamente que encarava o desafio com todo o gosto e empenho porque é realmente das coisas que mais prazer me dá em fazer. Para quem gosta e vive a representação, acho que escolher o formato e a personagem que gostaríamos de desempenhar é totalmente subjetivo, porque qualquer desafio que surja tem de ser encarado sempre com o mesmo profissionalismo e dedicação.

11- Representar é o que queres fazer para o resto da vida?
Por experiência própria sei que a profissão de ator é muito instável. O sucesso é efémero, mas se pudesse escolher, representar era aquilo que gostava de seguir para o resto da minha vida, porque sei que numa profissão destas o principal é o talento e a humildade, virtudes necessárias para seguir esta carreira.

Em poucas palavras…
O meu ídolo é... o meu irmão
O meu ator de eleição é... Denzel Washington
A minha atriz de eleição é... Dakota Fanning
Um programa que não perco na TV é... Extreme Makeover
O filme da minha vida é... Man on fire
A musica que mais oiço é... impossível de dizer uma, oiço quase todo o tipo de musicas. Não há nenhuma que consiga ouvir varias vezes ao dia, gosto de variar.
Representar é... aquilo que plenamente me preenche em termos profissionais.
O meu maior sonho é... ter uma vida repleta de momentos de pura felicidade e acima de tudo vividos com muita saúde.
Daqui a 10 anos quero estar... concretizado pessoal e profissionalmente, se possível junto das pessoas que mais amo.
O Diogo Martins é..  um bom amigo, um divertido por natureza,  uma pessoa que vive em prol do bem estar das pessoas que mais gosta,  possui um forte carácter de humildade e gratidão e tem como maior defeito o seu feitio tremendamente orgulhoso.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 19
Convidado: Diogo Martins
Produção: André e João 
Fantastic 2012

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domingo, 13 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 18ª edição


Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Pedro Granger. Estivemos à conversa com o ator e apresentador que já passou pelas três estações de televisão portuguesa. Atualmente na RTP, à frente de O Elo Mais Fraco, Pedro Granger recorda o seu percurso, nomeadamente o Ídolos (na SIC) e o Secret Story (da TVI). A polémica das novas audiências da Gfk são também um dos assuntos em debate.

ENTREVISTA

Estávamos em 1999 quando deu os primeiros passos na representação, em televisão. Como Tomás, em “Médico de Família” e como João Filipe na Lenda da Garça. Na altura com apenas 20 anos, como recorda esta estreia?
Comecei aos 19 como João Filipe na “Lenda da Garça” e depois fiz o “Médico de Família” como Tomás . A “Lenda da Garça” foi o primeiro trabalho que fiz, e por isso foi especial , na altura era tudo maravilhoso , era o começar do viver de um sonho


Contudo, este não foi, certamente, a primeira experiência em representação. Como é que tudo começou?
Aos 16 anos comecei a cantar em bares e aos 18 entrei num espetáculo de solidariedade "amigos no palco" que revertia a favor da “Acreditar”. Quem apresentava o espetáculo era o Virgílio Castelo que já estava a fazer os castings para a “Lenda da Garça”. A Ana Brito e Cunha, que também entrava, sabia que o meu sonho era ser ator, disse ao Virgílio e ele desafiou-me para um casting. E foi aí que tudo começou e nunca mais parou. Meti o curso de Direito, que estava a fazer, na algibeira e tem sido trabalhar até agora , já la vão 13 anos , com uma pausa de dois anos e meio em que fui estudar acting e screenwriting para Nova Iorque. 

O seu papel em “Jardins Proibidos” foi o que o tornou mais popular entre o grande público. Na altura, a TVI dava os primeiros passos na ficção nacional. Depois disso participou em produções como Super Pai, Dei-te Quase Tudo (onde foi protagonista), Fascínios, Equador, Olhos nos olhos, a minissérie 37, e mais recentemente na novela Sedução. Qual foi o projeto que mais o marcou e porquê?
O “Jardins Proibidos” foi o projeto que me lançou para o grande publico, aliás porque marcou a 'nova' TVI 'Moniziana' e porque foi a primeira novela portuguesa a vencer uma novela da Globo, por isso tenho a noção da importância desse trabalho. Em ficção para televisão o que mais gostei de fazer foi, sem duvida alguma, o 'Teorema de Pitágoras', um telefilme da SIC, do Gonçalo Galvão Teles. Fazia um triângulo amoroso com a Fernanda Serrano e a Patrícia Tavares. Em termos de entretenimento foi o Ídolos , claro .


Também apresentou alguns programas. Teve 'Rédea Solta' na TVI24, guardou os segredos do 'Secret Story', descobriu os dois primeiros 'Ídolos' de Portugal e agora elege diariamente 'O elo mais fraco' na RTP. Gosta mais de apresentar ou de representar?
Gosto muito das duas coisas e na apresentação acho que um apresentador deve experimentar todo o tipo de formatos, tal como o ator deve experimentar todo o tipo de personagens. Daí ter sido muito bom já ter feito um talento-show , um talk-show , um reality-show ( se bem que a nossa edição da Casa dos Segredos foi mais light que a segunda ) e agora o quiz show que é o Elo Mais Fraco . Mas continuo a ser ator também. Uma coisa não incompatibiliza a outra.

Voltando ao Ídolos... Em 2003 deu a cara pelo programa, nas duas primeiras edições do mesmo em Portugal. Ao seu lado teve Sílvia Alberto, com quem sempre teve uma enorme cumplicidade. Como é trabalhar com a Sílvia?
É a melhor coisa do mundo a seguir ao chocolate. A Silvia é uma grande amiga e uma ‘profissionalona’ de mão cheia. Ajudámo-nos e aprendemos imenso um com o outro. É sempre um prazer trabalhar com ela. Um privilégio mesmo.

 
O formato está de regresso à SIC. Os jurados e os apresentadores mudaram, e o formato é o mesmo mas com algumas mudanças. Assistiu às duas últimas edições do formato? O que tem achado?
A Claudinha e o Manzarra fazem aquilo muito bem, os jurados são ótimos e o Ídolos continua a ser, sem qualquer ponta de dúvida, o melhor programa da televisão nacional.

 No dia 10 de março deste ano, teve a oportunidade de realizar um sonho de há muito tempo: apresentar o Festival da Canção. Ainda por cima ao lado de Sílvia Alberto. A opinião geral foi que a dupla de apresentadores foi o melhor da noite. Como vê essa apreciação e o que achou dessa noite?
Se foi o melhor da noite ou não isso não sei, mas que foi um sonho tornado realidade, e que foi ótimo voltar a trabalhar com a minha Silvinha, isso é verdade. O público não é parvo e percebe quando as coisas são feitas com verdade, entrega, e alegria genuínas. Era o que se passava ali entre nós naquela noite e acho que conseguimos passar isso lá para casa. Foi das coisas que mais gozo me deu fazer. É que foi mesmo giro fazer o Festival!

 

O 'O elo mais fraco' continua no ar, 8 meses depois de ter começado. As audiências nunca foram superiores à concorrência, mas o programa manteve-se sempre acima dos 20% de share. Com a nova medição das audiências, tem estado constantemente perto dos 10%. O que acha dos resultados?
Isso não é verdade. Chegámos a ficar à frente do Peso Pesado, e se não tivéssemos intervalo no meio (coisa que a Casa dos Segredos e o Peso Pesado não), teríamos mordido ainda mais os calcanhares à “Casa”. Tanto é verdade que a TVI passou os diários de quinze minutos para 45 minutos pois nós fazíamos mais audiência que a novela que se seguia, quando os diários eram pequenos. Por isso correu maravilhosamente bem. 
 
O que tem a dizer do novo sistema de medição de audiências?
Quanto às novas audiências e a esta descida descabida da RTP, a única coisa que posso dizer é que são o absurdo total. Mas isso todo a a gente concorda. Ninguém acredita nas audiências da Gfk. Acredito que estejam a fazer o melhor trabalho possível mas já está provado que os painéis de representação estão mal elaborados. O que interessa é a reação do público na rua, ou através de cartas, mails, visitas ao estúdio, etc. Tem sido brutal. E mais: eram para ser só 60 e acabámos quase nos 200 programas . Mais de 1600 concorrentes, quase 50 mil perguntas. Correu sem dúvida muito bem, e sim, foi um sucesso de audiências, digam o que disserem, custe a quem custar (risos).

 

Já trabalhou nos três canais de televisão, tanto na representação como na apresentação. Consegue escolher algum canal ou acha uma pergunta ingrata?
Ingrata? Não. Já trabalhei em todos os canais, no ano passado decidi não continuar exclusivo da TVI para poder voltar a trabalhar em todos os canais para ter um maior leque de opções . Claro que acabo por ter menos estabilidade, nomeadamente financeira, mas tenho 32 anos e tenho é que me preocupar em tentar gerir a minha carreira o melhor possível, apostando na diversificação e não estando sempre a fazer as mesmas coisas . Como qualquer opção que se toma na vida tem os seus prós e os seus contras.
 
 O que acha da televisão portuguesa atualmente?
Acho que já esteve melhor, mas também já esteve pior. Falta arriscar, não ter medo, inovar um bocadinho mais. O Hugo Andrade tem arriscado um bocado e inovado e isso é bom, é um prazer trabalhar com o Hugo. A própria Júlia [Pinheiro], o Luís Marques e a Gabriela Sobral têm começado a ir por caminhos diferentes o que também é bom . Acho que é preciso é continuar nesse caminho e fazer ainda mais.



Já assistiu ao programa A Tua Cara Não Me É Estranha, da TVI? Porque acha que o formato tem tido um sucesso tão grande?
É um bom formato, muito bem feito e conseguido, mas eu continuo a preferir o Ídolos  (risos).

Quais são os projetos para o futuro, depois do Elo Mais Fraco terminar?
Vou esta semana para o Azerbaijão fazer os comentários do Festival Eurovisão da Canção, e cerca de 30 reportagens para os vários programas da RTP. Depois tenho projetos na área do cinema, filmes de animação, apresentação de galas, e lá mais para o fim do verão sou capaz de voltar à televisão.

RESPOSTA RÁPIDA
Um programa de televisão... Factor X e Elo Mais Fraco
Um filme... Magnolia e Nightmare Before Christmas
Um ator... Edward Norton e Johny Deep
Uma atriz... Nicole Kidman e Magie Smith
Uma música... Vertigem da Mafalda Veiga
Um sonho... If you can dream it you can do it
Gostaria de partilhar o palco com... Idina Menzel
Um ídolo... Le Petit Prince
O elo mais fraco na nossa sociedade é... A pequenez e maldadezinha de algumas cabeças
O Pedro é... Um tipo normal (Graças a Deus )

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 18
Convidado: Pedro Granger
Produção: André e João 
Fantastic 2012
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domingo, 29 de abril de 2012
Fantastic Entrevista - 17ª Edição

 

Nesta edição do Fantastic Entrevista a nossa convidada é Maria Vieira. Estivemos à conversa com a atriz portuguesa que fez sucesso em vários programas de Herman José. Dentro de dias a atriz irá partir para Paris, onde irá participar num filme de Ruben Alves.
ENTREVISTA

1. Estreou-se como atriz no  Teatro Adóque, com a peça Paga as Favas em 1981. Assoa o Nariz e Porta-te Bem foi um dos primeiros projetos no cinema. Ao lado de Raquel Maria, foi uma das protagonistas deste filme, no mesmo ano. Antes desta produção, que outras experiências, como atriz, já tinha tido?
"Assoa o Nariz e Porta-te Bem" foi um filme realizado pela Monique Rutler e foi a minha estreia no cinema. Em televisão estreei-me com o Júlio Isidro num programa chamado "Festa é Festa" e depois continuei trabalhando vários anos com ele em programas como "A Festa Continua" e "Arroz Doce". 


2. Apresentou Encontros Imediatos na SIC, um dos primeiros programas da estação, em 1992. Como foi esta experiência? Prefere o papel de atriz ou de apresentadora?

Foi uma experiência salutar e de muito sucesso, uma vez que o programa esteve no ar durante quase três anos e foi líder da estação durante a maior parte desse tempo. O programa era muito simples, um bocadinho "kitsch" até, mas ainda assim eu gostei de o apresentar. Eu tinha acabado de fazer uma sitcom na SIC ("Giras & Pirosas") e alguém achou que eu tinha potencial para apresentar aquilo; felizmente resultou bem em termos audiométricos mas a minha "praia" é mesmo a representação. Eu sou actriz. Ponto final.





3. Mais tarde, juntou-se à equipa de Herman José e participou em programa como Hermanias, Humor de Perdição, Casino Royal, Crime na Pensão Estrelinha, Herman 98 ou Herman SIC. Acha que a participação nestes sucessos televisivos foi importante na sua carreira? O que recorda destes tempos?
Trabalhar com o Herman foi determinante na minha carreira. Foi dessa forma que eu tive o privilégio de participar em alguns dos melhores programas de humor que se fizeram no nosso país. Desses tempos recordo a amizade, a alegria no trabalho e o sucesso granjeado.



4. Os últimos dois projetos na SIC foram Hora H (também o último programa de Herman José na estação) e Sete Vidas. O primeiro acabou ao final da noite de domingo e a série foi para o ar apenas nas madrugadas. O facto da estação ter maltratado estes projetos foi um dos motivos pelo qual não voltou a colaborar com o canal?
Eu não sei se a SIC maltratou esses projectos, isso são palavras suas. Eu saí do "Hora H" porque não estava satisfeita com o personagem que me foi atribuído e por isso só fiz 9 programas. Em relação ao "Sete Vidas", confesso que nem sequer me lembro quando e a que horas foi transmitido. De resto, voltarei a colaborar com a SIC, desde que o projecto seja interessante e que eu tenha disponibilidade para o fazer e isso aplica-se a qualquer estação de televisão, seja em Portugal ou no estrangeiro.

 
5. Seguiu-se a 'aventura' no Brasil, e desde então já participou em duas telenovelas da Globo. Como surgiu o convite para ingressar nas novelas de Miguel Falabella?
Um dia o Miguel veio a Portugal, foi convidado do "Herman SIC", onde teve uma brilhante participação no saudoso "CREDO", conheceu-me, apaixonou-se pelo meu trabalho e levou-me com ele para o Brasil. Tão simples como isto. Hoje somos grandes amigos da vida e dos palcos, algo que acontece frequentemente entre pessoas que vêm o mundo pela mesma janela.

6. Teve ainda a oportunidade de desfilar no Sambódromo no Brasil. Qual é a sensação?
Participar no maior espectáculo do mundo, desfilando no asfalto da Sapucaí, perante milhares de pessoas que gritam o nosso nome (ou o nome do personagem que estamos a fazer numa novela da Globo) é algo que mexe com o nosso ego de uma forma muito peculiar. Ainda para mais, sabendo que o Carnaval carioca é transmitido no mundo inteiro e saber que eu estive lá, a acenar para a humanidade... eu diria que foi uma experiência inolvidável.


7. Negócio da China foi a primeira novela que fez no Brasil. No entanto, não resultou tão bem como as outras em termos de audiências e em Portugal foi da hora de almoço para as madrugadas. O que tem a dizer desta situação?
Não me compete fazer comentários sobre decisões tomadas pelas direcções de programas das estações de televisão. Posso apenas dizer que adorei fazer parte do brilhante elenco de "Negócio da China", onde participaram alguns dos melhores actores brasileiros, que a novela era muito bem escrita e muito divertida e que fiquei muito feliz por ver o meu trabalho reconhecido pelo povo brasileiro, pelos meus pares artísticos e pela exigente crítica canarinha que destacou, distinguiu  e premiou a minha actuação na novela.

8. Aquele Beijo foi a produção que se seguiu. A exibição terminou há poucos dias. Como correu este projeto? O grupo de atores portugueses é muito acarinhado?
"Aquele Beijo" foi mais um grande sucesso do Miguel Falabella. A novela teve uma grande aceitação por parte do público e foi muito elogiada pela crítica. Os actores portugueses são muito acarinhados no Brasil. Os brasileiros adoram o sotaque português, ainda que misturado com o sotaque brasileiro como aconteceu nesta novela e não se poupam a elogios quando se cruzam connosco na rua. A nível pessoal esta novela trouxe-me muitas alegrias e muito orgulho pois voltei a ser distinguida pelo jornal "O Globo" com a prestigiada "Nota 10" da Patricia Kogut, que é atribuida aos melhores actores da televisão brasileira e não há nada mais gratificante para um actor do que ver o seu esforço recompensado com palavras elogiosas por parte de quem percebe do seu ofício.




9. Entre as duas novelas fez ainda uma ‘perninha’ num especial de fim-de-ano na RTP, onde se junto a amigos de sempre: Marina Mota, Herman José, Ana Bola, Maria Rueff, Joaquim Monchique, entre outros. Tem saudades de fazer humor regular na TV portuguesa e de trabalhar com estes profissionais?
Tenho sempre saudades dos meus amigos, sobretudo agora que passo tanto tempo fora de Portugal. É claro que gostava de me voltar a cruzar com todos eles e como nós somos todos ainda muito jovens é muito provável que tal venha a acontecer nos próximos anos...

10. Viajar é dos seus maiores prazeres. Porquê? É o procurar novas culturas, gastronomia, vivências, artes?
Eu sou uma cidadã do mundo. Viajar é a actividade mais enriquecedora que conheço. Viajo pelo prazer de percorrer longas distâncias, lá onde tudo é diferente do que sei, viajo para saborear novos pratos e novas gentes, viajo para mergulhar em oceanos de silêncio cristalino, viajo para esgravatar a cultura dos outros e também viajo para repousar a alma no travesseiro do lazer... 



11. Em Maio irá partir para França, pois irão iniciar-se as gravações de um novo filme, do qual fará parte. Será o filme La Cage Dorée, de Ruben Alves? O que nos pode adiantar deste novo projeto?
O filme do Ruben anda à volta de uma história muito divertida e que ainda por cima tem a particularidade de ser muito bem escrita. Estou muito entusiasmada com o projecto e muito feliz por ir contracenar pela primeira vez com o Joaquim de Almeida. É o primeiro filme que eu faço em França e a Rosa - nome do meu personagem - é absolutamente hilariante. E mais não posso acrescentar porque a produção não deixa. 



12. O seu futuro profissional passa pelo Brasil ou pelo regresso a Portugal?
No dia 3 de Maio viajo para Paris, onde irei rodar "La Cage Dorée" durante cerca de dois meses e meio e depois, em Agosto, regresso ao Brasil e à Globo para fazer um seriado que se vai chamar "Pé na Cova".




13. Como vê a TV portuguesa atualmente?
Para falar a verdade não tenho visto nada, pois desde que cheguei a Portugal ainda não tive tempo para parar e sentar-me em frente ao televisor.

14. Será para sempre conhecida, de uma forma carinhosa, como ‘a parrachita’. Como surgiu esta alcunha?
 Eu tenho alguma dificuldade em decorar os nomes das pessoas (provavelmente a minha memória esgota-se nos textos que passo a vida a decorar) e por isso comecei a chamar Parrachita a toda a gente só para não passar a vergonha de não saber o nome das pessoas! A dada altura, por tanto me refugiar nessa muleta, eu própria passei a ser alcunhada de Parrachita pelos meus colegas e amigos. Eis a razão do meu nickname!

RESPOSTA RÁPIDA

Um realizador:
Clint Eastwood
  
Um filme:
"Laranja Mecânica" e "O Carteiro de Pablo Neruda"

Um papel desejado:
 O próximo
O ídolo de sempre:
Não tenho ídolos
 
O projeto mais marcante:
"Humor de Perdição", "Negócio da China e "Aquele Beijo"
 
A viagem da minha vida:
Polinésia Francesa e Nova Caledónia

Na minha mala de viagem não pode faltar:
Equipamento de mergulho e muitos livros

A Maria Vieira é:
A Parrachita
FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 17
Convidada: Maria Vieira
Produção: André e João 
Fantastic 2012
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domingo, 15 de abril de 2012
Fantastic Entrevista - 16ª Edição



Nesta edição do Fantastic Entrevista a nossa convidada é Sílvia Alberto. Estivemos à conversa com a conhecida apresentadora da televisão e falámos da sua carreira, como tudo começou, dos programas da concorrências e do novo sistema de audiências, entre outros assuntos.


ENTREVISTA


Foi em 2000 que se estreou em televisão, na RTP1, dando a cara pelo programa Clube Disney. Na altura apresentou o formato com José Fidalgo e Alexandre Personne. Eram três jovens promessas no mundo da televisão. Como recorda esses tempos?
Estão entre os melhores que passei em televisão, por terem sido os primeiros, é certo, mas principalmente pela convivência com a excelente equipa da extinta produtora “Fábrica de Imagens”. Lá adquiri as bases para o trabalho que faço hoje. Eles foram os meus mestres e muitos são ainda hoje pessoas com quem gosto de me reencontrar, para relembrar o passado e passar em revista o presente.

Doze anos depois, Sílvia Alberto é uma das principais caras da televisão portuguesa, José Fidalgo continua a dar cartas no mundo da representação e Alexandre Personne estuda música em Paris, tendo, por opção, deixado a televisão de parte. Imaginava chegar até aqui cerca de uma década depois?
Claro que não, o futuro continua a ser uma incógnita, tal como era na altura. Acho que na altura tinha pouca consciência de estar a iniciar-me no caminho que ainda hoje percorro. Guardo saudades do Alex, e espero que esteja muito feliz com as decisões que tomou. Lembro-me que a música fazia parte da vida dele. Não havia viagem que não fizesse de auscultadores a ouvir música. O Zé, sei que sentia que era boa pessoa. Os nossos caminhos cruzam-se pouco agora. Espero que esteja feliz. Mas a esta distância acredito que qualquer um deles guarde boas memórias daqueles tempos em que palmilhávamos o país de lés a lés.

Desde sempre pensou ser este o seu 'mundo', a televisão? Quais eram os seus sonhos antes dos 20 anos, altura em que começou a apresentar programas?
Nunca imaginei que este viesse a ser o meu caminho, mas quando simpaticamente me sorriu, achei que devia investir na oportunidade que me estava a ser dada. E aqui estou. Antes, muito antes, pelos 10, 12 anos, sonhava ser escritora, depois pelos 16, 17 anos queria ser advogada, aos 18 tinha a convicção de que poderia ser actriz. Ainda bem que aceitei o que a vida meu deu, não me arrependo. Embora as artes e as letras me acompanhem até hoje como prazer maior.




Depois do Clube Disney seguiram-se outros formatos na RTP. Em 2002 estreia-se na SIC, como repórter em Catarina.com, que era apresentado por Catarina Furtado. Mas foi em 2003, com a chegada do Ídolos a Portugal, que se tornou definitivamente uma das caras mais conhecidas do grande público. Concorda com isto? Porquê?
Concordo sim. Foi com o Ídolos que cheguei ao grande público. Um formato, na altura inédito em Portugal, e de grandes audiências. A apresentação em directo e em horário nobre implicava grande responsabilidade e obrigou-me a evoluir.

A seguir ao Ídolos ainda apresentou vários programas na SIC (chegou até a experimentar as manhãs da SIC, dando a cara pelo SIC 10 Horas), mas em 2005 abandona a estação, depois do final abrupto do Senhora Dona Lady. O final deste formato teve alguma coisa a ver com a sua saída? Quais foram os motivos que a levaram a trocar de canal?
Este assunto está gasto. A nova direcção não apostou em mim e eu apostei em sair. Se me permite, ainda hoje acho que apostei correctamente.

O que acha do formato, atualmente apresentado por Cláudia Vieira e João Manzarra? As bases estão lá, mas o Ídolos 3, 4 e 5 apresenta diferenças em relação às duas primeiras edições. Tem visto o desempenho dos seus colegas?
Estou muito longe dessa realidade. Passaram-se oito anos. Hoje não posso deixar de soltar grandes gargalhadas quando revejo as edições que apresentei. Do guarda-roupa, à postura, tudo me parece datado e desactualizado. A televisão está diferente e o formato seguiu os tempos. Não comento as edições mais recentes nem as prestações, para opinar o meio está cheio de amadores e de profissionais especializados e de críticas às vezes muito duvidosas...




 Na RTP 1 foi ganhando espaço e tem apresentado programas de grande entretenimento. O primeiro, neste 'regresso a casa' foi o Dança Comigo e logo depois, em 2007, o Aqui Há Talento, ambos com resultados audiométricos bastante bons. A que acha que se deve este sucesso?
Talvez o mesmo fenómeno que se passa com “A tua cara não me é estranha”, para mim a melhor aposta da TVI dos últimos tempos. Programas despretensiosos, familiares, de puro convívio, com um certo grau de imprevisibilidade e muito boa disposição. Qualquer um dos três poderia substituir uma noite de Trivial Pursuit ou Party&Co com os amigos. Se me faço entender.


Depois disso, seguiram-se outros formatos como a Operação Triunfo, Febre da Dança ou Último Passageiro. Contudo, alguns destes não foram tão bem aceites pelo público. Preocupa-se com as audiências? Porque acha que obtiveram estes resultados?
Eu não colocaria a Operação Triunfo nesse rol, até porque, segundo me recordo, não é bem verdade se comparar com os valores das edições anteriores, sem esquecer ainda a mudança do mercado e o posicionamento da estação. A OT esteve quase sempre acima da média da RTP. Quanto aos outros dois formatos, não me cabe comentar factores como valores de produção, horários de exibição ou possibilidade financeira de investimento em promoção. A meta de um apresentador, creio, será sempre fazer bem o seu trabalho, e acredite, trabalhei tanto para esses formatos como para qualquer outro.

O que tem a dizer do novo sistema de medição de audiências, que tem gerado alguma polémica pela grande queda da RTP em relação às outras estações?
Tenho acompanhado a imprensa nacional, e dado o relato dos incidentes registados, não me parece que subsistam quaisquer dúvidas que demoraremos a ver restabelecida a confiança no sistema.


Tem sido, nos últimos anos, a cara do Festival RTP da Canção. Como tem sido a experiência? E como foi partilhar, este ano, o palco com Pedro Granger?
É sempre uma honra apresentar uma efeméride que conta com quarenta e oito anos de história, e por onde já passaram tantos rostos ilustres e grandes músicos portugueses. A partilha do palco com o Pedro foi divertida, a matar saudades dos bons velhos tempos.

O que acha que falta à televisão portuguesa atualmente?
Como disse, opiniões são opiniões. Acho que a medição de audiências está desajustada à forma como hoje consumimos televisão. Hoje, consumo televisão como consumo internet, quando um produto me interessa, deixo a gravar e vejo quando me convém, não respeito horários de exibição. Acredito que sejamos muitos a fazer o mesmo. Ter o poder de seleccionar é a verdadeira revolução, mas apurar estas visualizações é ainda impossível. Só assim poder-se-ia apostar em conteúdos renovadores, em ideias pensadas em português e para os portugueses. Isto, claro, na convicção de que há espectadores para esses novos conteúdos.


O que pode revelar sobre o novo programa musical que tem preparado para a RTP1?
Que está gravado e que a seu tempo será exibido. Muito antes disso estarei de regresso ao écran com outro projecto.


EM POUCAS PALAVRAS

A série da minha vida... Twin Peaks. As do momento, “Downtown Abbey”, “Era uma vez” e antes desta “American Horror Story”

O meu programa preferido.... Viajar, Conan O’Brien, Nada de Especial, America’s Next Top Model….e muitos outros.

Uma referência na televisão... Steve Cooper, David Letterman

Uma atriz/um ator... Daniel Day Lewis, Ralph Fiennes, Cate Blanchett

Uma música... Hurt, Jonhny Cash

Uma companhia perfeita... Uma fatia de bolo “Floresta Negra” e a Lolita do Nabokov.

O par ideal na apresentação... Há muitos bons pares, mas o ideal não existe. É muito mais difícil trabalhar em dupla.

A Sílvia é... Amanhã digo-lhe.

Um objetivo de vida... Como dizia o Variações: “Quero é viver” (…)“Espero sempre um amanhã.” (…) “Interessa-me o que está para vir.” (…) “… encontrar, renovar, vou fugir ou repetir.”

Aqui fica a letra para me perceber melhor:

Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer




FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 16
Convidada: Sílvia Alberto
Produção: André
Colaboração: João Miguel
Fantastic 2012

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domingo, 2 de outubro de 2011
Fantastic Entrevista - 15ª Edição



Nesta edição especial do Fantastic Entrevista tivemos dois convidados. Rúben e Rodrigo, concorrentes da 1ª edição do Peso Pesado estão connosco à conversa. O primeiro na Sexta-feira e o segundo hoje, Domingo, no dia em que a 2ª edição do programa estreia em Portugal. Não perca!



ENTREVISTA


1 - Entrou para o programa como um jovem reservado e mal consigo próprio. Quais eram as maiores dificuldades, medos e receios que enfrentava?
Com 18 não consegui fazer muitas coisas, nomeadamente desporto, e com estas dificuldades sentia-me mal comigo mesmo e isto fazia com que eu me refugiasse na comida e não realizava qualquer tipo de movimento, piorando a minha situação.

2 - Quando entrou para a Herdade que expectativas tinha?
Quando soube que tinha sido seleccionado para o programa Peso Pesado sabia que era capaz de perder peso, mas não tinha a noção de que poderia ser capaz de perder muito. Pensei talvez em perder 10 a 20 kg, nada mais.
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3 – Contudo, tal não aconteceu, e na Herdade vimos uma mudança extraordinária do Rodrigo, a todos os níveis. Deixou de ser o 'menino da mãe' e passou a ser um mais jovem independente. Como tem visto esta mudança?
Tenho visto como uma mudança muito positiva, visto que agora a minha auto-estima esta muito boa eu já consigo sair de casa ir passear e não me trancar, como fazia antes.

4 - Qual foi a maior vitória dentro do Peso Pesado?
A minha maior vitória foi perder toda esta quantidade de peso. Mas se calhar conseguir pensar mais um pouco em mim e tentar deixar de pensar nos outros. Uma prova foi quando nos separámos as equipas. 

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5 - Na grande final esteve a poucos kg de ganhar o prémio de casa, que acabou por ir para o Filipe. Como se sentiu perante esta situação?
Visto bem o Filipe foi o grande peso pesado porque conseguiu perder a maior percentagem de peso, mas o jogo ditou a sua saída. Já no meu caso eu sei que quase ganhei o premio mas o vencedor acabou por ser o Filipe, e ninguém lhe tira essa vitória

6 - Que balanço faz da sua participação no programa?
Faço um balanço bastante positivo, consegui alcançar grandes feitos lá dentro. Consegui mudar por 100% a minha vida, e por isso fiquei muito contente.

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7 - Uma das críticas que mais foi feita pelos media à versão portuguesa do programa era a exploração dos sentimentos dos concorrentes. O Comando foi também alvo de duras críticas. Sentiu que alguma vez foi explorada fisica ou psicologicamente? Concorda com estes comentários?
Todos nós não conseguíamos perder peso devido à nossa parte psicológica. E se todos nós perdemos peso foi devido a estas coisas todas, pelas quais também fico muito grato.

8- Agora fora da Herdade, a sua vida mudou. Quais são as maiores diferenças?
Nomeadamente nas compras porque consigo comprar roupa onde antes não era possível. E também na minha forma física, porque consigo fazer coisas de que não era capaz.

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9 - Quais são os seus objectivos de vida?
O meu grande objectivo é acabar os estudos e conseguir empregar-me no ramo que pretendo. Mas neste momento é conseguir um trabalho com algumas propostas ou mesmo alguma oportunidade que me possa ajudar.

10- Como se sente ao ser reconhecida pelo público?
Foi uma coisa muito estranha porque não estávamos habituados, mas e muito engraçado porque passo na rua e as pessoas se dirigirem ao pé de mim, comentam, dão-nos apoio… Tudo isto é muito bom.

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11 - Rodrigo, agora 'o que vais fazer para te fazer sentir bem"?
Talvez coisas que nunca fazia antes: passear, comprar roupa nova, ajudar as pessoas, dar conselhos, opiniões… tudo isto.

12 – Este fim-de-semana vai começar a 2ª Edição do Peso Pesado. O que diria aos novos concorrentes?
Quero acima de tudo dizer que não é fácil e temos de ter muita força de vontade, senão não somos capazes de realizar este grande sonho. E por isso é que há o nosso lema, “nunca desistir”, porque é muito importante isso estar sempre na nossa cabeça.

EM POUCAS PALAVRAS...

- O meu sonho é conseguir alcançar o meu futuro.
- Depois do Peso Pesado eu consigo sonhar com o futuro.
- Já não tenho medo de morrer.
- Tenho orgulho em ter conseguido perder tanto peso.

- Saudável ou Saboroso? - Saudável
- Ginásio ou Ar Livre? - Ambos
- Azuis ou Vermelhos? - Vermelhos
- O Rodrigo é uma pessoa nova, amiga e que sabe o que quer para o futuro.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 15
Convidado: Rodrigo Santos
Produção: André e Cláudio
Colaboração: João Miguel
Genérico: Cláudio
Produção: Fantastic 2011


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Fantastic Entrevista- 14ª Edição


Nesta edição especial do Fantastic Entrevista teremos dois convidados. Rúben e Rodrigo, concorrentes da 1ª edição do Peso Pesado estarão connosco à conversa. O primeiro hoje e o segundo no próximo Domingo, no dia em que a 2ª edição do programa estreia em Portugal. Não perca!

ENTREVISTA

1 - Quem era o Rúben antes do Peso Pesado?
O Rúben antes do Peso Pesado era um rapaz divertido, bem-disposto, amigo do seu amigo, que alinhava em tudo o que era aventura ou desafio, estudante, desempregado e a frequentar um grupo de teatro. Também era um rapaz com muito peso. E talvez por isso fosse mais envergonhado e tímido. Embora soubesse que tinha peso a mais, estava conformado com o meu aspecto físico e por isso não fazia nada para o mudar, apesar de ter ouvido diversas vezes ao longo dos meus 22 anos de que estava com peso a mais e que talvez fosse melhor cuidar de si, porque poderia vir a ter graves problemas no futuro.

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2 - Quando entra na Herdade com 134kg quais eram os sonhos que transportava? 
Tinha a noção de que a grande mudança se iria dar. Sonhava com uma nova vida... Uma vida mais saudável, feliz e cheia de oportunidades.
 

3 - Foi conotado pela Sara como o "Action Man". Todas estas pequenas motivações davam-lhe mais força na luta contra o peso?
Claro que sim! Eu era um concorrente que precisava de incentivos positivos para conseguir seguir em frente. Este apelido de "Action Man" não só contribuiu para me dar mais motivação e força na luta contra o peso, como também originou momentos muito divertidos nos treinos (e bem precisámos deles).

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4 - A 19 de Março entra pela primeira vez na Herdade. O que pensava nesse dia? 
Um misto de sentimentos. Felicidade, pois esta grande jornada estava a começar e sabia que dali para a frente tudo seria diferente para melhor. Senti tristeza, pois era o dia do aniversário da minha mãe e era dia do pai (não pude ter contacto com eles devido às regras do programa). E tristeza também porque este foi o dia da estreia da peça de teatro onde iria entrar pela primeira vez desde que estava no grupo. De qualquer modo, não estou nada arrependido de ter entrado na Herdade e agradeço todos os dias a oportunidade que tive.

5 - Qual foi a maior vitória dentro do Peso Pesado?   
A maior vitória foi mesmo ter conseguido cumprir a minha missão. Ao início estava com medo de não conseguir aguentar devido ao intenso esforço físico a que estive submetido, mais tarde as saudades fizeram-me ir um pouco abaixo mas tudo isso era superado pela grande força de vontade que tinha. Por isso, só posso mesmo dizer a todos: Missão Cumprida!

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6 - Que balanço faz da sua participação no programa?
Um balanço bastante positivo. Orgulho-me de tudo o que fiz, das decisões que tomei... Tudo para mim foi positivo. Voltaria a cometer os mesmos erros para poder aprender e crescer ainda mais com eles.  

7 - Durante o jogo, a outra metade da dupla verde, a Cristina, apaixona-se pelo Ricardo. Dada a declaração de guerra lançada pela dupla azul a quase todos os restantes concorrentes e a proximidade da sua ex-parceira com os azuis.  Isto trouxe alguns dissabores na relação entre si e a Cristina?
 De modo algum. Eu e a Tita somos muito amigas e há que se saber separar as águas neste caso, pois embora estivéssemos a jogar um jogo e as duplas estivessem em competição entre elas, também havia os sentimentos que originaram grandes amizades e, neste caso, paixões. Jamais iria mudar a minha relação com a Tita. Respeito a decisão que ela tomou e até simpatizo com a dupla azul-escura. Mesmo que não simpatizasse, desde que a Tita estivesse feliz, eu também estaria feliz por ela. Só tenho a desejar a maior das felicidades para a Tita e para o Ricardo.

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8 - Quanto reentra na Herdade, naquela louca semana de intensos desafios, e perde o seu lugar para a Fátima o que sentiu?
Uma mistura de sensações. Estava muito feliz pela Fátima ter conseguido reentrar na equipa residente (pois nutro por ela um grande carinho, assim como pela Tânia Cunha) e por outro lado fiquei um pouco decepcionado por não ter conseguido entrar, tendo em conta que aquela foi sem dúvida a minha melhor semana na Herdade.

9 - Levou bons amigos desta aventura? 
Excelentes amigos. Além da nova vida que ganhámos, ter ainda o prazer de ter conhecido malta fantástica como conheci, não poderia estar mais feliz.

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10 - Como  lida com o facto de agora ser uma figura pública? 
É estranho ser reconhecido, mas estou a ser muito bem aceite pelos Portugueses e isso deixa-me feliz. Tento levar a minha vida dentro da normalidade possível e continuo a ser o mesmo Rúben que toda a minha família e amigos conheciam antes de entrar para a Herdade, sebém que agora uma pessoa mais confiante das suas capacidades e mais feliz consigo mesma!

11 - Rúben, agora 'o que vais fazer para te fazer sentir bem"?   
Continuar a lutar pelo meu bem-estar. Continuarei a frequentar o ginásio, a ter uma alimentação saudável (se bém que de vez enquanto poderei comer uma ou outra coisinha menos saudável, pois também faz parte). Quero terminar o meu curso e encontrar um emprego.

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12 – Este fim-de-semana começa a 2ª Edição do Peso Pesado. O que diria aos novos concorrentes?
Muita força e coragem Pessoal! Se eu consegui, vocês também conseguem. Só vai custar mais ao início, mas com a força de vontade e motivação que vão levar para a Herdade (eu também a tinha), será tudo mais fácil. Vou estar a torcer por todos vós!

EM POUCAS PALAVRAS...

O meu sonho é... ser uma pessoa realizada a nível pessoal e profissional.
Depois do Peso Pesado eu consigo... Fazer tudo, pois agora ninguém me pára!
A luta continua porque... não quero voltar àquilo que outrora fui.
Tenho orgulho em... mim, na pessoa em que me tornei.

Doce ou Salgado? Salgado.
Ginásio ou Ar Livre? As duas opções.
Azuis ou Vermelhos? Vermelhos (A minha equipa, sem dúvida).
O Rúben é... um tipo que ainda tem muito para dar. Espero vir a ter oportunidades no futuro que o comprovem!


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 14
Convidado: Rúben André
Produção: André e Cláudio
Colaboração: João Miguel
Genérico: Cláudio
Produção: Fantastic 2011

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