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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Fantastic Entrevista - 23ª edição

 
Nesta edição do Fantastic Entrevista, o nosso convidado é Rui Pêgo. O ex-apresentador do Curto Circuito, filho de Júlia Pinheiro, falou ao nosso site numa das maiores entrevistas dadas por um famoso à nossa rubrica. No dia em que a SIC emite a gala de aniversário que comemora os 20 anos de televisão, falámos com uma das caras da nova geração da estação.

ENTREVISTA 



Olá Rui. Comunicar faz parte da tua vida. Aliás, faz parte da tua família. Quando surgiu esta paixão?
Olá, Fantastic! Acho que a paixão por comunicar sempre existiu. Como a corrupção em Portugal. Comecei a perceber, desde cedo, talvez, aos 8 anos, que era vidrado em pessoas. Praticava muito o chamado “People-Watch”. Adorava observar pessoas e gostava de histórias e de História. Acho que tudo isso acrescentado ao facto de ser um bocado palhaço cimentou essa paixão.

Durante vários anos foste conhecido simplesmente como 'o filho da Júlia Pinheiro' mas com a entrada no CC passaste a ter uma personalidade marcada no panorama nacional. Hoje em dia, como descreves o 'Rui Pêgo' ?
Eu não costumo descrever-me na 3ª pessoa, até porque não jogo na Académica. Mas, acho que, se tiver de me descrever, hoje, aos 23 anos, sinto que ajustei as minhas expectativas em relação ao meu percurso profissional. 

Em relação à vida. E estou mais descomplexado. Faço tudo para ser melhor e falho constantemente. No entanto, sinto-me mais “eu”. (Estou à espera de uma pianada à programa de daytime - é bom que arranjem).

Talvez, se visse mais vezes o Dilema da Maya, ia saber melhor o que fazer, mas não vejo porque estou no ar, ao mesmo tempo, na Rádio SWTMN! Sendo sincero, estou numa fase muito “real”. O elixir dourado da presença em televisão esgota-se e, o dia-a-dia, faz-te lembrar que aquilo que fazes, por mais que seja uma paixão, é um trabalho. Isso é bom. Não se é diferente de um padeiro por se fazer programas de televisão.
E o assunto "o filho da Júlia Pinheiro"?
Em relação, ao assunto “Filho da Júlia Pinheiro”, acho que continuarei a ser rotulado assim durante mais alguns anos. O que não faz mal. É só verdade. Podia ser pior. O meu rótulo podia ser “sem talento” ou “violador de ovelhas em Castro Marim”. Claro que acho que também “já existo”, mas o meu percurso, é, ainda, recente. São 3 anos de televisão e 2 de rádio. Já não sou bem um bébé, mas ainda escrevo nas paredes.


O que é a televisão para ti? É importante na tua vida?
A televisão é um meio poderoso para fazeres passar uma mensagem, e, como qualquer poder, apaixona-te. Agarra-te. Eu sempre quis fazer televisão, mas nunca quis ser reconhecido por isso. Sei que soa a cliché, mas é a verdade. A televisão é um teletransporte automático numa era onde ainda se demora umas horas a chegar a Bragança. Parece magia e isso é inebriante. Uma imagem bem conseguida pode abalar um governo. Assistimos a isso há uns dias.

Conseguirias viver sem ela?
Actualmente, vivo sem televisão. Trabalho em rádio. E tenho saudades, mas é como aqueles grandes amores jamais resolvidos pelo Tempo. Regressas e está tudo igual. E no fundo, sabes sempre que tu e esse amor se vão voltar a encontrar.


Achas que alguma vez foste beneficiado pelo facto de seres filho de dois grandes nomes como Júlia Pinheiro e Rui Pêgo (pai) ?
Sim. No momento da concepção. Fui beneficiado por ter crescido rodeado de amor, inteligência e talento. E generosidade. Fui sempre tratado como um adulto. Puxaram sempre pelo meu sentido de identidade e, salvo raras excepções, aceitaram os meus devaneios. Não é fácil aturar um miúdo que acha que vai receber cartas de Hogwarts, aos 10 anos, e que anda com um Atlas no bolso para chatear os teus amigos com perguntas do género: “Qual é a população do Chade?”.

Fui muito beneficiado com esta família incrível. Acredito, piamente, que tens de ter sorte até para nascer. De resto, fazes, tu, o teu caminho. Podia dar-te, tranquilamente, 10 exemplos que demonstram como sou prejudicado. Provavelmente não acreditarias. Acontece todos os meses. E sou beneficiado, certamente, por outras razões. Por ter o perfil certo para determinado programa, ou por gostar de ameixas e procurarem, exactamente, um gajo quase anão que gosta de ameixas.

Os benefícios dependem do contexto. Mas, acredita, trabalhar na mesma área do que os meus pais cria uma espécie de corrida de obstáculos. Tens de provar o dobro dos outros. Mas enfim, cada um tem a sua “cruz”. Podia ter nascido com voz de cana rachada e querer ser a Celine Dion, o que já de si denota duas coisas erradas: “Porque é que insistes em cantar? E...qual é o teu PROBLEMA para quereres ser a Celine Dion!?”

Com a entrada da tua mãe na SIC, a estação tinha tudo para mudar e subir nas audiências, principalmente no período da manhã. Até agora, "Querida Júlia" ainda não convenceu os portugueses. Porquê?

Porque o público que vê televisão àquela hora, vulgos velhinhos, não gosta de mudar de hábitos. Gostam de controlo. Como com as horas dos medicamentos. O Nimed é sempre às 4. Não às 5. Se for às 5, podem matar. Acho que existe alguma relutância, de início, a investir emocionalmente num novo programa. Não querem, estão cansados. Têm de ser seduzidos. 

Depois, porque também há outra variável. Pela primeira vez, há um grande número de desempregados a ver televisão que não procuram o mesmo tipo de conteúdos que os habituais espectadores daquele horário.

Mas, à parte de tudo isto, o ponto forte é : toda a gente detesta mudar rotinas. Nem são só os velhinhos. A conversa do “odeio rotinas” é completamente mentira. Toda a gente gosta de se sentar, à mesma hora, no mesmo sítio, e ter o conforto de saber o que vai acontecer. E é o que se passa no daytime. Acho que, dentro de alguns anos, o “Querida Júlia” vai vencer. Mas, percebo que se adore o Goucha e a Cristina. Eles são muito bons. Contudo, a vida é feita de ciclos, tudo muda.

O período da manhã, em televisão e rádio, é o mais difícil de vencer. Formatos como o “Ídolos” ou a “Casa dos Segredos” somam vitórias facilmente. Basta terem um bom naipe de concorrentes e um bom chão para correrem – sem grande concorrência – e matam os outros.

Os apresentadores, nesses casos, são quase acessórios bonitos. Acrescentam, mas não substituem. No daytime não, tudo é uma corrida de fundo. Tudo diz respeito à personalidade de quem apresenta. E não só - quem vê, confia em quem lá está. Todos sabemos como a confiança demora a ser construída, certo?

Não duvido muito disto: A SIC está num processo de construção da sua identidade. Está cada vez mais robusta. E a tendência natural é que se confie em quem conhecemos melhor. A manhã... lá chegará. Confio que a manhã vai ser alvo dessa confiança.

Acreditas no método de medição de audiências em Portugal? E como viste a mudança da Marktest para a Gfk?
Sei pouco sobre o método de medição de audiências. Mas, seja Marktest, seja GFK, parece-me que o importante é saber que tipo de amostra é utilizada. Quem são estas pessoas? São completamente representativas de quem vê? 85% das pessoas que conheço não vê televisão. Estão englobadas nisso?
Daquilo que sei – e, friso, sei pouco – a GFK tem um painel mais “novo”. Mas, com tantos velhinhos... não sei. Sei que é urgente resolver isso. Toda a indústria depende do painel usado.

 
O que achas do panorama televisivo português actual?
Acho que vai resistindo. Estamos num momento de defesa e não de ataque. Às vezes, lembro-me do fulgor dos anos 90 e penso: será que vamos alguma vez voltar a isso? Acho que não. O que no caso de formatos como o “Perdoa-me” ou o “Bar da TV” é bom sinal.

A próxima guerra é na Internet. Ainda estamos a ver o começo disso. Fico entusiasmado com os canais novos que aí vêm e curioso para ver o que acontece à RTP. Em relação a conteúdos... acho que se arrisca pouco. Compreendo a razão porque se fica inibido, mas chateia-me. Há uma série de freaks com graça, e com ideias, que não têm veículos para se expressarem.
Ainda assim, acho que é uma questão de tempo. Lá voltaremos.

E qual a tua opinião sobre programas como "Peso Pesado" ou "Casa dos Segredos", que contaram com a condução da tua mãe, Júlia Pinheiro?

Acho a “Casa dos Segredos”, um formato fortíssimo. Gosto que grande parte do casting seja feito nos bares de má reputação do Cais do Sodré e toda a gente se safe com isso. O Big Brother tinha imenso poder, mas a “Casa dos Segredos” leva o jogo a outro nível.

Há alguma coisa mais forte do que um “segredo”? Para os portugueses, duvido! O espírito nacional é de porteira. Falo da porteira que gosta de comentar a vida de todos os inquilinos do prédio. Não da porteira simpática que toma conta do nosso cão. Todos gostamos de saber o que os outros dizem e de julgar moralmente quem não conhecemos. É divertido. Cria drama. E a “Casa dos Segredos” explora isso muito bem.

E nem é só isso – há, ali, uma componente de estratégia (que confesso, pouco vi na segunda edição) que torna o jogo mais interessante. O “Big Brother” era um bocado chato às vezes. Não me interessa muito saber o que é que o Zé Maria diz às galinhas todos os dias. Já o que a Fanny tem para dizer sobre a dívida externa...muito. A “Casa dos Segredos” atrai mais esse tipo de figuras.

E o "Peso  Pesado"? 

Em relação ao Peso Pesado, acho que é um formato com mérito educacional, mas não é o tipo de coisa que me interesse muito. Como ex-gordo, simpatizo com aquela luta com o peso e com a possibilidade de mudança de vida. Acho isso galvanizante. Mas...não os quero ver a suar e a ultrapassar obstáculos na lama. Não me apaixona.


Ambicionas passar a apresentar um programa na SIC generalista?
Tudo depende do contexto e do programa. Não negaria programas como as “Noites Marcianas”, o “5 para a Meia-Noite” ou mock reality shows que brincassem com as percepções de quem vê. Também acho graça ao “Elo mais Fraco” e, não fingirei, à “Casa dos Segredos”. Faria, tranquilamente.

Já tiveste essa oportunidade em 2009, com o "SIC ao Vivo"...
O “SIC ao Vivo” foi uma experiência interessante, mas, na minha opinião, desfasada no tempo. Eu não sabia muito bem o que estava a fazer. Aquele tipo de registo parece fácil, mas não é. É duro. Acho é que serviu para perceber que, de momento, pretendo outro tipo de registos em televisão e rádio, a minha amante do Presente. Talvez volte lá no futuro. Quem sabe?


E o que gostavas de estar a fazer daqui a 10 anos?
Não faço ideia. Não penso nesses termos. Talvez, um programa que não se conformasse. Não gosto de programas “bonzinhos” ou “com medo”. Gostava de fazer programas que não tivessem medo. Programas com dentes.

O que mais temes na vida? Porquê?
Temo a inércia. Acho que a inércia mata e podia vir listada como doença pela OMS (organização mundial de saúde). A Inércia pode imobilizar-te e não te deixar ir a lado nenhum. Nem tens energia para perder, nem para ganhar. É uma morte lenta.


Durante algum tempo, dizias no teu Facebook que a tua citação preferida era de Albert Camus. "A maior generosidade para com o futuro é entregar tudo ao presente". Achas que este é uma das tuas máximas de vida? Porquê?
As minhas citações preferidas mudam muito. Outra preferida é uma da filha do Eusébio : “O 5-3 à Coreia fez-me tirar dois cursos superiores”. Também me faz reflectir. Voltando à tua pergunta... tento que seja. Acho que estar muito no Passado e no Futuro é um vício que se controla. Tento controlá-lo. Acho que esse é um dos truques para teres a cabeça no sítio.

Que projetos já tens para o futuro?
Quero apostar na Internet, onde, com pouco dinheiro, fazes muito. Estou a preparar uns podcasts completamente sem censura. E tenho alguns formatos originais a serem avaliados por alguns canais- generalistas e cabo. Logo se vê.

EM POUCAS PALAVRAS


O meu programa de TV preferido é... Portugueses pelo Mundo

A figura que mais gosto de ver na TV é... Fanny

A pessoa mais dispensável na nossa sociedade é... toda a gente é dispensável.

O meu maior medo é... a Veríssima não editar segundo álbum.

Arrependo-me de... ter usado a mochila da escola só num ombro. Agora, estou disforme!

A música da minha vida é... Qualquer uma da Veríssima.

A coisa que mais me irrita nas outras pessoas é... levarem-se demasiado a sério.

A coisa em mim que mais irrita os outros é... não me levar demasiado a sério.

O elogio que mais oiço é... pareces mais alto na televisão!

O Rui Pêgo é... o meu pai.

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 23
Convidado: Rui M. Pêgo
Produção: André e João
Fantastic 2012

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domingo, 13 de maio de 2012
Fantastic Entrevista - 18ª edição


Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Pedro Granger. Estivemos à conversa com o ator e apresentador que já passou pelas três estações de televisão portuguesa. Atualmente na RTP, à frente de O Elo Mais Fraco, Pedro Granger recorda o seu percurso, nomeadamente o Ídolos (na SIC) e o Secret Story (da TVI). A polémica das novas audiências da Gfk são também um dos assuntos em debate.

ENTREVISTA

Estávamos em 1999 quando deu os primeiros passos na representação, em televisão. Como Tomás, em “Médico de Família” e como João Filipe na Lenda da Garça. Na altura com apenas 20 anos, como recorda esta estreia?
Comecei aos 19 como João Filipe na “Lenda da Garça” e depois fiz o “Médico de Família” como Tomás . A “Lenda da Garça” foi o primeiro trabalho que fiz, e por isso foi especial , na altura era tudo maravilhoso , era o começar do viver de um sonho


Contudo, este não foi, certamente, a primeira experiência em representação. Como é que tudo começou?
Aos 16 anos comecei a cantar em bares e aos 18 entrei num espetáculo de solidariedade "amigos no palco" que revertia a favor da “Acreditar”. Quem apresentava o espetáculo era o Virgílio Castelo que já estava a fazer os castings para a “Lenda da Garça”. A Ana Brito e Cunha, que também entrava, sabia que o meu sonho era ser ator, disse ao Virgílio e ele desafiou-me para um casting. E foi aí que tudo começou e nunca mais parou. Meti o curso de Direito, que estava a fazer, na algibeira e tem sido trabalhar até agora , já la vão 13 anos , com uma pausa de dois anos e meio em que fui estudar acting e screenwriting para Nova Iorque. 

O seu papel em “Jardins Proibidos” foi o que o tornou mais popular entre o grande público. Na altura, a TVI dava os primeiros passos na ficção nacional. Depois disso participou em produções como Super Pai, Dei-te Quase Tudo (onde foi protagonista), Fascínios, Equador, Olhos nos olhos, a minissérie 37, e mais recentemente na novela Sedução. Qual foi o projeto que mais o marcou e porquê?
O “Jardins Proibidos” foi o projeto que me lançou para o grande publico, aliás porque marcou a 'nova' TVI 'Moniziana' e porque foi a primeira novela portuguesa a vencer uma novela da Globo, por isso tenho a noção da importância desse trabalho. Em ficção para televisão o que mais gostei de fazer foi, sem duvida alguma, o 'Teorema de Pitágoras', um telefilme da SIC, do Gonçalo Galvão Teles. Fazia um triângulo amoroso com a Fernanda Serrano e a Patrícia Tavares. Em termos de entretenimento foi o Ídolos , claro .


Também apresentou alguns programas. Teve 'Rédea Solta' na TVI24, guardou os segredos do 'Secret Story', descobriu os dois primeiros 'Ídolos' de Portugal e agora elege diariamente 'O elo mais fraco' na RTP. Gosta mais de apresentar ou de representar?
Gosto muito das duas coisas e na apresentação acho que um apresentador deve experimentar todo o tipo de formatos, tal como o ator deve experimentar todo o tipo de personagens. Daí ter sido muito bom já ter feito um talento-show , um talk-show , um reality-show ( se bem que a nossa edição da Casa dos Segredos foi mais light que a segunda ) e agora o quiz show que é o Elo Mais Fraco . Mas continuo a ser ator também. Uma coisa não incompatibiliza a outra.

Voltando ao Ídolos... Em 2003 deu a cara pelo programa, nas duas primeiras edições do mesmo em Portugal. Ao seu lado teve Sílvia Alberto, com quem sempre teve uma enorme cumplicidade. Como é trabalhar com a Sílvia?
É a melhor coisa do mundo a seguir ao chocolate. A Silvia é uma grande amiga e uma ‘profissionalona’ de mão cheia. Ajudámo-nos e aprendemos imenso um com o outro. É sempre um prazer trabalhar com ela. Um privilégio mesmo.

 
O formato está de regresso à SIC. Os jurados e os apresentadores mudaram, e o formato é o mesmo mas com algumas mudanças. Assistiu às duas últimas edições do formato? O que tem achado?
A Claudinha e o Manzarra fazem aquilo muito bem, os jurados são ótimos e o Ídolos continua a ser, sem qualquer ponta de dúvida, o melhor programa da televisão nacional.

 No dia 10 de março deste ano, teve a oportunidade de realizar um sonho de há muito tempo: apresentar o Festival da Canção. Ainda por cima ao lado de Sílvia Alberto. A opinião geral foi que a dupla de apresentadores foi o melhor da noite. Como vê essa apreciação e o que achou dessa noite?
Se foi o melhor da noite ou não isso não sei, mas que foi um sonho tornado realidade, e que foi ótimo voltar a trabalhar com a minha Silvinha, isso é verdade. O público não é parvo e percebe quando as coisas são feitas com verdade, entrega, e alegria genuínas. Era o que se passava ali entre nós naquela noite e acho que conseguimos passar isso lá para casa. Foi das coisas que mais gozo me deu fazer. É que foi mesmo giro fazer o Festival!

 

O 'O elo mais fraco' continua no ar, 8 meses depois de ter começado. As audiências nunca foram superiores à concorrência, mas o programa manteve-se sempre acima dos 20% de share. Com a nova medição das audiências, tem estado constantemente perto dos 10%. O que acha dos resultados?
Isso não é verdade. Chegámos a ficar à frente do Peso Pesado, e se não tivéssemos intervalo no meio (coisa que a Casa dos Segredos e o Peso Pesado não), teríamos mordido ainda mais os calcanhares à “Casa”. Tanto é verdade que a TVI passou os diários de quinze minutos para 45 minutos pois nós fazíamos mais audiência que a novela que se seguia, quando os diários eram pequenos. Por isso correu maravilhosamente bem. 
 
O que tem a dizer do novo sistema de medição de audiências?
Quanto às novas audiências e a esta descida descabida da RTP, a única coisa que posso dizer é que são o absurdo total. Mas isso todo a a gente concorda. Ninguém acredita nas audiências da Gfk. Acredito que estejam a fazer o melhor trabalho possível mas já está provado que os painéis de representação estão mal elaborados. O que interessa é a reação do público na rua, ou através de cartas, mails, visitas ao estúdio, etc. Tem sido brutal. E mais: eram para ser só 60 e acabámos quase nos 200 programas . Mais de 1600 concorrentes, quase 50 mil perguntas. Correu sem dúvida muito bem, e sim, foi um sucesso de audiências, digam o que disserem, custe a quem custar (risos).

 

Já trabalhou nos três canais de televisão, tanto na representação como na apresentação. Consegue escolher algum canal ou acha uma pergunta ingrata?
Ingrata? Não. Já trabalhei em todos os canais, no ano passado decidi não continuar exclusivo da TVI para poder voltar a trabalhar em todos os canais para ter um maior leque de opções . Claro que acabo por ter menos estabilidade, nomeadamente financeira, mas tenho 32 anos e tenho é que me preocupar em tentar gerir a minha carreira o melhor possível, apostando na diversificação e não estando sempre a fazer as mesmas coisas . Como qualquer opção que se toma na vida tem os seus prós e os seus contras.
 
 O que acha da televisão portuguesa atualmente?
Acho que já esteve melhor, mas também já esteve pior. Falta arriscar, não ter medo, inovar um bocadinho mais. O Hugo Andrade tem arriscado um bocado e inovado e isso é bom, é um prazer trabalhar com o Hugo. A própria Júlia [Pinheiro], o Luís Marques e a Gabriela Sobral têm começado a ir por caminhos diferentes o que também é bom . Acho que é preciso é continuar nesse caminho e fazer ainda mais.



Já assistiu ao programa A Tua Cara Não Me É Estranha, da TVI? Porque acha que o formato tem tido um sucesso tão grande?
É um bom formato, muito bem feito e conseguido, mas eu continuo a preferir o Ídolos  (risos).

Quais são os projetos para o futuro, depois do Elo Mais Fraco terminar?
Vou esta semana para o Azerbaijão fazer os comentários do Festival Eurovisão da Canção, e cerca de 30 reportagens para os vários programas da RTP. Depois tenho projetos na área do cinema, filmes de animação, apresentação de galas, e lá mais para o fim do verão sou capaz de voltar à televisão.

RESPOSTA RÁPIDA
Um programa de televisão... Factor X e Elo Mais Fraco
Um filme... Magnolia e Nightmare Before Christmas
Um ator... Edward Norton e Johny Deep
Uma atriz... Nicole Kidman e Magie Smith
Uma música... Vertigem da Mafalda Veiga
Um sonho... If you can dream it you can do it
Gostaria de partilhar o palco com... Idina Menzel
Um ídolo... Le Petit Prince
O elo mais fraco na nossa sociedade é... A pequenez e maldadezinha de algumas cabeças
O Pedro é... Um tipo normal (Graças a Deus )

FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 18
Convidado: Pedro Granger
Produção: André e João 
Fantastic 2012
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domingo, 18 de setembro de 2011
Fantastic Entrevista - 13ª Edição



Nesta edição do Fantastic Entrevista o nosso convidado é Hugo F, ex-concorrente da Casa dos Segredos. No dia em que a 2ª edição do programa estreia em Portugal, estivemos à conversa com o agora DJ, que nos falou sobre a experiência no programa e revelou alguns segredos sobre o programa.


ENTREVISTA

1 - O que o fez entrar para a Casa dos Segredos?
R: Ambição e o sonho de tentar participar num reality show, para poder pagar a minha casa, caso ganhasse o primeiro prémio.

2 - Seguiu o Big Brother e os formatos anteriores à Casa? Já tinha uma estratégia antes de entrar no jogo?
R: Segui apenas o Big Brother I, na época do Zé Maria, Mário, entre outros concorrentes.
Foram no fundo os pioneiros, sendo assim não arranjei estratégia nenhuma, mas fui eu mesmo.

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 3 - Como lidou com a polémica gerada à volta do seu segredo tão controverso?
R: Lidei bem, pois no fundo conheci algumas pessoas que tiveram na mesma situação que eu, o que demonstra a verdade no meu segredo.

 4 - Dentro da casa, fazia ideia do que se falava e se via cá fora?
R: Não tinha noção de nada, apenas que estava fechado e chegava ao ponto de pensar imensas vezes o que estarão a pensar de mim.
 
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5 - Neste momento está numa relação com Ana Isabel. Essa paixão foi crescendo depois da saída do programa ou foi imediata dentro da Casa?
R: Na casa não sentia nada pela Ana, a não ser laços de amizade. Fomo-nos conhecendo cá fora, estávamos muitas vezes juntos e tornou-se em paixão no final de Agosto.

6 - O que foi mais difícil para si durante a sua estadia na Casa?
R: Mais difícil foi estar longe das pessoas que eu amo, preocupou-me imenso pela saúde dos meus familiares.

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7 - Sempre se assumiu como um jogador nato, contudo muitas das suas apostas não estavam certas e acabava por complicar o que à vezes era demasiado óbvio, porquê?
Sim joguei bem, fui a pessoa que mais tocou em segredos e que deu segredos, toquei no segredos da Andreia mas o Ivo tinha ido tocar na campainha mais cedo que eu. Dei à Jade o segredo do Hugo M. e da Joana, descobri o da Catarina, toquei no segredo do António e descobri o segredo da Ana Isabel e do Vítor, mas tentava proteger o casal. Fui um jogador acima de tudo. 

Agora o mais engraçado era a Voz, quando ia ao confessionário, ia tocar em alguns segredos mas ela desviava, e dizia-me “ Hugo esteja atento ao que inserimos na casa, vê o que esta no fundo da piscina, nas árvores, e na decoração“, isto para desviar-me do segredo do Ivo “ obsessivo compulsivo... Nem todas as imagens eram passadas cá para fora, será que eu estava errado, ou apenas a produção tentava desviar-me do que era mais óbvio?!

 8 - Qual foi para si o melhor momento na Casa dos Segredos? E o pior?
R: Melhor momento, não recordo porque todos os momentos foram muito bons! Não existe um melhor, mas posso referenciar certos momentos: festas das 6º feiras, quando dancei com a Ana “ Uprising" dos Muse na cozinha, entre outros.
Piores momentos não recordo a não ser o desgaste psicológico que temos ao fim de uns meses :)

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 9 - Mantém contacto com alguns ex-concorrentes? Quem?
R: Ana Isabel, Jade, Daniela, Andreia, Catarina, Zé Miguel.


10 - Como ficou a sua relação com os membros do grupo designado por "Boi Marinho", na altura seus principais adversários em jogo?
R: Relação que tive com eles era dentro da casa, cá fora apenas falamos de longe a longe, embora se veja que eles já não se falam.

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdIhiDgqsCsr5wGUKiOwLksDOt-33mgR1XUHssLdnTL6DV6wjClBAmfK0qUuPCSzvD8kPr2D-zAYt3oFMKgyMXRGm2PPV1sicc3GLfmboP3QKl73S-dbsnXZPiUbYBIJZ8fNx8xjw1k_Ho/s400/hugo+f.+ana+isabel.jpg

11 - Arrepende-se de alguma coisa?
R: Não me arrependo de nada.
 
12 - Quase um ano depois desta aventura ter começado, estreia a nova temporada. Acha que esta edição vai obter mais ou menos sucesso que a anterior. Porquê?
Acho que na nova edição, a mais valia é a Teresa Guilherme, no fundo ela é a pioneira dos reality shows e todos os portugueses a adoram. Agora quanto aos concorrentes... tenho certeza que é mais fácil para eles agora, porque já conhecem o formato do programa e também já sabem os limites e sabem principalmente que tem que ser coerentes com tudo.
Acho que neste reality show vai haver pessoas que foram escolhidas para ter certas atitudes, mas no fundo não são elas mesmas, mas sim um boneco que se encaixa para determinada personagem, enquanto no primeiro programa, no qual eu entrei, todos éramos naturais e não sabíamos a imagem que ficava cá para fora. 

13 - Actualmente podemos vê-lo como Dj Dabelo em várias discotecas do país. Quando surgiu esta actividade? Como está a correr?
Como Dj Dabelo está correr muito bem, tenho tido bastantes datas fechadas e bastante aceitação pelas discotecas. Tenho posto boa música latina, house comercial, progressivo e as pessoas adoram quando vou actuar. As casas estão sempre ao rubro e todas elas ficam satisfeitas com o meu empenho e isso sim é o mais importante.
A actividade surgiu quando tinha 18 anos em casa de um amigo. Depois do reality show então resolvi tirar o curso na Casa da Música em Ofir.

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14 - Acha que foi bem tratado pela TVI no último ano? Gostava de ter tido algum projecto em televisão?
Acho que fui bem tratado pela TVI até Janeiro de 2011, desde lá nunca mais fui contactado, embora muitas pessoas digam que gostariam de me ver na televisão, porque tenho uma boa imagem, tenho educação e podia singrar no mundo da representação, caso me dessem oportunidade. Penso que podia trazer sucesso a televisão e mais audiências, visto que na minha vida sempre tive sucesso por onde passo e passei.

 15 - Quais são os seus projectos para o futuro?
R: Os meus projectos neste momento passam pelo mundo da moda, onde estou inserido na cadeia de lojas Marques Soares, a representar várias marcas de roupa de topo.
Passam também pelo mundo da música, onde tenho alguns projectos, e também pela representação, pois vou entrar na serie“ Irmão de Sangue“ e vou por sua vez convidaram-me para mais outro “ 500 Call Girl “.

EM POUCAS PALAVRAS

Praia ou Campo? Adoro mais Praia do que campo.
Inverno ou Verão? Verão :) mas as vezes a chuva sabe bem para estar em casa.
Dia ou Noite? Gosto muito do dia, aproveitar ao máximo.
Sozinho ou Acompanhado? Sozinho quando é necessário mas acompanhado é sempre um ombro amigo.
Modelo ou DJ? Juntar o útil ao agradável, as duas coisas.
Lisboa ou Porto? Porto porque é uma cidade que conheço, mas Lisboa quem sabe nos horizontes.

Um dia perfeito é com... alegria, amor, paz e sossego.
O melhor do Verão foi... sentir a liberdade junto ao Mar.
A mulher da minha vida é... a mulher que ficar, porque não prevejo o futuro, vivo apenas o dia a dia.
A pessoa mais importante para mim é... os meus pais e claro a Ana também.
O meu ídolo é... José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
O Hugo Felgueiras é... alegre, bem disposto, sorridente, activo, optimista e criativo, adora amar e sentir que está bem vivo.


FANTASTIC ENTREVISTA - Edição 13
Convidado: Hugo Felgueiras
Produção: André e Cláudio
Colaboração: João Miguel
Genérico: Cláudio
Produção: Fantastic 2011

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